(no subject)
Muito interessante seu texto Lia Li, tanto que me fez vir aqui, embora eu não misture coisas que eu goste com o facebook (Eu sou viciada mesmo no tumblr) e eu tenha quebrado a promessa de não me envolver em conversas desde a desgraça que foi Downton Abbey na minha vida. Na verdade, eu concordo muito pouco com o que você falou, mas eu sempre aprecio pessoas com interpretações diferentes da minha e acho que muito tem a se ganhar, e mesmo guardar para a vida, com as diferenças de interpretação da ficção. E refletir sobre ficção é muito importante, em minha opinião. Não se sinta ofendida pelas minhas opiniões contrárias, ok? Eu respeito profundamente as suas. Eu te garanto que eu sou feminista, e um dos aspectos que me fascinou nessa novela (E eu não via novelas desde O Clone), foram esses temas relevantes ainda nos dias de hoje sendo tratados tão abertamente. Tantos shows contemporâneos não fazem um terço pelas personagens mulheres como essa novela fez (Por exemplo: Glee). Primeiramente gostaria de esclarecer que eu assisto seriados desde sempre e com isso, eu vivo em um universo um tanto diferente. Seriados são anos de comprometimento, muitas vezes com limitações de número de episódios e com isso nós temos que nos firmar em subtexto, o que não é dito, interpretação e sentimentos internalizados. E são coisas que são debatidas exaustivamente em redes sociais, e brigas homéricas ocorrem por causa disso. Acho que no fim, tudo é questão de interpretação, e com isso a lógica que eu aplico a certas situações podem ser discordantes da sua opinião e da opinião de outros. Outro ponto de possível diferenciação na discussão é o fato que eu gosto de jornadas muito duras. Não consigo evitar, complexo de fã da Dana Scully talvez? Mas eu não tenho pena dos personagens que eu amo. Inclusive, embora eu não veja Salve Jorge, isso é uma das coisas que eu acho altamente errada na trama. A personagem não sofrer as consequências das escolhas e da jornada proposta. Se eu fosse escritora, eu não protegeria meus personagens e eu acho que a Laura é altamente admirável (E na lista das minhas personagens favoritas de todos os tempos) por ela ser testada de todas as formas possíveis e não perder a dignidade. Isso é o que faz, pessoalmente, personagens extraordinários. Outro ponto é que eu valorizo os erros. Eu acho importante para os personagens não serem caricaturas. O Edgar seria um mocinho piegas e sem graça sem os tropeços que ele cometeu. A Laura não seria complexa sem dicotomias sobre certos assuntos (Sua relação com as pessoas da família). Senhor e senhora Mary Sue e Gary Stu. Eles podiam cair nos erros da Isabel e Zé como personagens, em minha opinião.
Com essa introdução gigantesca, vamos aos posts gigantescos (Costumes antigos). O que eu concordo: O aborto foi determinante na separação dos dois e foi usado como uma justificativa para o ato. Acho que sem esse trauma vivido pela Laura, talvez os dois tivessem pelo menos ganhado mais tempo juntos. Ela estava vivendo, como você escreveu, a dor de ter passado por tudo aquilo sem uma palavra de quem importava. E mais, ela perdeu algo que por própria admissão que ela queria muito e teve que enfrentar a humilhação de se sentir inadequada. Adiaria o inevitável? Acho que talvez não, sabe? Ambos são inseguros e altamente ciumentos, é uma falha dos dois como personagens (Assim como o orgulho, e a teimosia). A desconfiança provavelmente iria assombrar e separar. Acho que esses acontecimentos um atrás do outro meramente aceleraram o processo. O que eu não concordo: Que como um personagem deve lidar com uma situação extrema, seja algo previsível. Foram duas situações diferentes. A Laura: Que biologicamente viveu a gravidez (E com isso teve mudanças psicológicas, hormonais), viveu a perda fisicamente e psicologicamente, viveu os dias da gravidez. Ela foi se tornando mãe, ela foi vivendo a experiência. O Edgar descobriu que ia ser pai por uma carta, enquanto estava vivendo a paternidade pelos olhos da Melissa, e no momento que chegou no país descobriu que não seria mais, ainda tendo que lidar com a Laura descobrindo o que ele tinha feito. A notícia não deixa de ser um choque. E ele vê os erros que ele cometeu ser o motivo do seu casamento, se dissolver. Como primeiro instinto, eu acho ele tenta salvar o casamento. No segundo momento, ele lida com a dor do casamento desfeito. Não tem como saber se ele lida com esses sentimentos separados ou tudo junto. Assim como com a Laura, é uma coisa atrás da outra, sem nenhum intervalo para a reflexão. Isso me lembra um musical da Broadway chamado Next To Normal. É sobre uma mãe bipolar que perde um filho. Enquanto a mãe vive a dor do filho e a bipolaridade todo o momento por anos, o pai não consegue viver essa dor até o momento que eles se separam. É quando ele confronta esses sentimentos. Logo, embora eu entenda o desapontamento das pessoas em relação a isso, eu não sei se é uma situação tão simples. A Laura só presenciou a perda. O Edgar presenciou outras coisas junto. A Laura exterioriza mais os sentimentos. O Edgar é mais introspectivo em certos aspectos (A Laura mesmo fala que ele é reservado demais). Porém em minha opinião, o mais importante de tudo é que consequências são sofridas pelos atos. E são devastadoras para ambos, em graus diferentes, de formas diferentes. Mas eu acho que sem essa dor, não haveria a maturidade e a valorização dos sentimentos deles. Outro ponto que quase ninguém provavelmente concorda: Sem esse ponto e essa separação tão longa, eu provavelmente não iria investir muito na história deles. Pois a perda para mim é importante, valoriza mais os acertos.
Outro ponto a ser considerado, e eu falo isso olhando para o lado da Laura e do Edgar em conjunto, é o lapso de seis anos entre esses acontecimentos. Isso muda os sentimentos em relação aos fatos. Continua sendo uma perda, mas ela é uma perda distante, menos dolorida. O que me traz ao ponto dois: Continuidade. Acho que as menções foram compatíveis com os anos passados. E eu discordo completamente com a interpretação da cena do episódio 88 (Uma das minhas cenas favoritas dos dois). Há uma melancolia tamanha entre os dois personagens em relação ao que eles perderam. Obviamente isso é questão de interpretação, mas a dor para mim se encontra nas entrelinhas, nas lágrimas que eu não sei se vocês notaram ambos tinham no rosto, mas que vem sempre em conjunto com a dor da separação e junto com a saudade que eles tinham um do outro, e no caso da cena específica, a esperança momentânea levantada e a barganha.
O que eu concordo: Duas semanas de falta de comunicação seria o suficiente em relação ao plot com o Antonio Ferreira/Heloisa. Embora tenha dado um espaço para uns momentos muito engraçados e mostrou certa versatilidade dos atores e dos personagens. Seguiu uma rota comédia romântica, em vez do melodrama usual entre personagens. Fora que sempre foi consistente com o ciúme ridículo e cômico dos dois (Bem, em muitos casos achei justificável o da Laura. Muito pelas circunstâncias da Catarina/Heloísa e o destino jogando com os dois. O de Edgar em minha opinião vem da ligação dele com símbolos: A aliança que ele sempre usa contradizendo qualquer negação que ele tinha superado a Laura. O Antonio Ferreira como manifestação das inseguranças do segundo rompimento sobre a independência e a capacidade dela superar enquanto ele não consegue). O que eu não concordo foi com o fato de ser desconexo, eu acho que foi uma construção. Primeiro pela admiração mútua de ambos, mesmo no anonimato, sempre presente. Depois por essa força de atração intelectual que eu sempre admirei nos dois (E talvez eu ponha muita importância nisso, pois o meu casal anterior... Mary/Matthew não conseguia ter esses debates ideológicos/intelectuais no casamento) ser mais que evidente. E fora que criou o clima da cena da descoberta. Desde o primeiro minuto dessa história, eu achei que eles iam se encontrar como Paulo Lima e Antonio Ferreira e isso seria o ponto final das brigas. E eu achei que eles levaram a ideia um pouco além ao introduzir um elemento de destino, quase místico, nesse encontro. Ainda mais com o discurso da Tia Jurema, altamente alma gêmea. Eles poderiam ter resolvido com diálogo? Sim. Mas eu gosto da licença poética deste encontro. De como foi filmado, com tanta gente ao redor. Pode ser bobagem de quem interpreta demais, talvez? Mas o fato é que eu acho que quando ela descobre que ele é o AF, ela se lembra do motivo dela gostar dele. Do caráter, da amizade, da compreensão. Ele anteriormente já tinha se desculpado com a forma com que ele tratou a independência dela, mas a matéria da violência da mulher foi uma confirmação de um assunto iniciado, mas sempre atrapalhado pelas inseguranças do ciúme e do orgulho de ambos (Que eu acho que pesou mais que o ciúmes). Pelo menos uma vez ele claramente diz ter agido errado em relação a ignorar os sentimentos dela, ele também discute com ela como a sua própria mãe viu a situação. Não vejo como sinal de fraqueza a confiança que ela depositou ao voltar, pois na minha concepção só o que eles precisavam era estar finalmente na mesma página. E acho que o investimento dele monetário nunca tirou os méritos dela, até mesmo pelo fato da Isabel compartilhar com a sociedade. Foi apenas um apoio aos sonhos que ela idealizou e lutou. O que me leva ao ponto da carta, que eu também interpreto de uma forma completamente diferente. Em nenhum momento eu achei que fosse um momento em que a autora culpa a Laura pela desconfiança. Não foi um pedido de perdão e a Laura nunca tratou como se fosse isso. E não é tratado desse jeito por ambos os personagens pela minha interpretação. Se não, foi algo para o beneficio da Laura, inteiramente. Foi um momento que aquele ressentimento, aquela dor, tem certo alívio. E toda aquela solidão sentida, toda a rejeição finalmente encontra uma “cura”. Em minha opinião, fecha um ciclo e dá continuidade a esse assunto.
Quanto ao ponto da Melissa, eu acho que seria sexista se fosse o único exemplo dado. Mas um dos pontos que eu considero da novela é que é uma história sobre laços além de sangue, sobre famílias não muito “ortodoxas”. A Laura aceita e perdoa, mas o Zé Maria vai aceitar (Não necessita perdão), O Mário provavelmente vai aceitar (Não necessita de perdão), o Teodoro aceita (Não necessita de perdão)... Não acho que o amor exista sem amor próprio, mas eu nunca achei que a Laura fosse fraca. Aliás sempre admirei ela não ser vítima (Carta que o Edgar jogou as vezes, mas que ela nunca aceitou) e não ser poupada de consequências e ser uma pessoa melhor e mais forte por lidar com as consequências. E todos os personagens lidam com consequências de suas decisões. Acho que isso é o mais importante.
A conclusão: Eu não justifico os atos errados, mas eu interpreto personagens com virtudes e defeitos. O que não faz da minha opinião a certa, mas é assim que eu me sinto em relação a esses fatos. Tenho muito respeito pela sua opinião e espero que a recíproca seja a mesma. Somente interpretamos a ficção de formas diferentes, sem reflexão com a forma que nos conduzimos em nossa vida (E eu te conto, com minha obsessão por livros, não querer ter filhos, eu seria companheira de cama de hospício com a Laura haha)
Com essa introdução gigantesca, vamos aos posts gigantescos (Costumes antigos). O que eu concordo: O aborto foi determinante na separação dos dois e foi usado como uma justificativa para o ato. Acho que sem esse trauma vivido pela Laura, talvez os dois tivessem pelo menos ganhado mais tempo juntos. Ela estava vivendo, como você escreveu, a dor de ter passado por tudo aquilo sem uma palavra de quem importava. E mais, ela perdeu algo que por própria admissão que ela queria muito e teve que enfrentar a humilhação de se sentir inadequada. Adiaria o inevitável? Acho que talvez não, sabe? Ambos são inseguros e altamente ciumentos, é uma falha dos dois como personagens (Assim como o orgulho, e a teimosia). A desconfiança provavelmente iria assombrar e separar. Acho que esses acontecimentos um atrás do outro meramente aceleraram o processo. O que eu não concordo: Que como um personagem deve lidar com uma situação extrema, seja algo previsível. Foram duas situações diferentes. A Laura: Que biologicamente viveu a gravidez (E com isso teve mudanças psicológicas, hormonais), viveu a perda fisicamente e psicologicamente, viveu os dias da gravidez. Ela foi se tornando mãe, ela foi vivendo a experiência. O Edgar descobriu que ia ser pai por uma carta, enquanto estava vivendo a paternidade pelos olhos da Melissa, e no momento que chegou no país descobriu que não seria mais, ainda tendo que lidar com a Laura descobrindo o que ele tinha feito. A notícia não deixa de ser um choque. E ele vê os erros que ele cometeu ser o motivo do seu casamento, se dissolver. Como primeiro instinto, eu acho ele tenta salvar o casamento. No segundo momento, ele lida com a dor do casamento desfeito. Não tem como saber se ele lida com esses sentimentos separados ou tudo junto. Assim como com a Laura, é uma coisa atrás da outra, sem nenhum intervalo para a reflexão. Isso me lembra um musical da Broadway chamado Next To Normal. É sobre uma mãe bipolar que perde um filho. Enquanto a mãe vive a dor do filho e a bipolaridade todo o momento por anos, o pai não consegue viver essa dor até o momento que eles se separam. É quando ele confronta esses sentimentos. Logo, embora eu entenda o desapontamento das pessoas em relação a isso, eu não sei se é uma situação tão simples. A Laura só presenciou a perda. O Edgar presenciou outras coisas junto. A Laura exterioriza mais os sentimentos. O Edgar é mais introspectivo em certos aspectos (A Laura mesmo fala que ele é reservado demais). Porém em minha opinião, o mais importante de tudo é que consequências são sofridas pelos atos. E são devastadoras para ambos, em graus diferentes, de formas diferentes. Mas eu acho que sem essa dor, não haveria a maturidade e a valorização dos sentimentos deles. Outro ponto que quase ninguém provavelmente concorda: Sem esse ponto e essa separação tão longa, eu provavelmente não iria investir muito na história deles. Pois a perda para mim é importante, valoriza mais os acertos.
Outro ponto a ser considerado, e eu falo isso olhando para o lado da Laura e do Edgar em conjunto, é o lapso de seis anos entre esses acontecimentos. Isso muda os sentimentos em relação aos fatos. Continua sendo uma perda, mas ela é uma perda distante, menos dolorida. O que me traz ao ponto dois: Continuidade. Acho que as menções foram compatíveis com os anos passados. E eu discordo completamente com a interpretação da cena do episódio 88 (Uma das minhas cenas favoritas dos dois). Há uma melancolia tamanha entre os dois personagens em relação ao que eles perderam. Obviamente isso é questão de interpretação, mas a dor para mim se encontra nas entrelinhas, nas lágrimas que eu não sei se vocês notaram ambos tinham no rosto, mas que vem sempre em conjunto com a dor da separação e junto com a saudade que eles tinham um do outro, e no caso da cena específica, a esperança momentânea levantada e a barganha.
O que eu concordo: Duas semanas de falta de comunicação seria o suficiente em relação ao plot com o Antonio Ferreira/Heloisa. Embora tenha dado um espaço para uns momentos muito engraçados e mostrou certa versatilidade dos atores e dos personagens. Seguiu uma rota comédia romântica, em vez do melodrama usual entre personagens. Fora que sempre foi consistente com o ciúme ridículo e cômico dos dois (Bem, em muitos casos achei justificável o da Laura. Muito pelas circunstâncias da Catarina/Heloísa e o destino jogando com os dois. O de Edgar em minha opinião vem da ligação dele com símbolos: A aliança que ele sempre usa contradizendo qualquer negação que ele tinha superado a Laura. O Antonio Ferreira como manifestação das inseguranças do segundo rompimento sobre a independência e a capacidade dela superar enquanto ele não consegue). O que eu não concordo foi com o fato de ser desconexo, eu acho que foi uma construção. Primeiro pela admiração mútua de ambos, mesmo no anonimato, sempre presente. Depois por essa força de atração intelectual que eu sempre admirei nos dois (E talvez eu ponha muita importância nisso, pois o meu casal anterior... Mary/Matthew não conseguia ter esses debates ideológicos/intelectuais no casamento) ser mais que evidente. E fora que criou o clima da cena da descoberta. Desde o primeiro minuto dessa história, eu achei que eles iam se encontrar como Paulo Lima e Antonio Ferreira e isso seria o ponto final das brigas. E eu achei que eles levaram a ideia um pouco além ao introduzir um elemento de destino, quase místico, nesse encontro. Ainda mais com o discurso da Tia Jurema, altamente alma gêmea. Eles poderiam ter resolvido com diálogo? Sim. Mas eu gosto da licença poética deste encontro. De como foi filmado, com tanta gente ao redor. Pode ser bobagem de quem interpreta demais, talvez? Mas o fato é que eu acho que quando ela descobre que ele é o AF, ela se lembra do motivo dela gostar dele. Do caráter, da amizade, da compreensão. Ele anteriormente já tinha se desculpado com a forma com que ele tratou a independência dela, mas a matéria da violência da mulher foi uma confirmação de um assunto iniciado, mas sempre atrapalhado pelas inseguranças do ciúme e do orgulho de ambos (Que eu acho que pesou mais que o ciúmes). Pelo menos uma vez ele claramente diz ter agido errado em relação a ignorar os sentimentos dela, ele também discute com ela como a sua própria mãe viu a situação. Não vejo como sinal de fraqueza a confiança que ela depositou ao voltar, pois na minha concepção só o que eles precisavam era estar finalmente na mesma página. E acho que o investimento dele monetário nunca tirou os méritos dela, até mesmo pelo fato da Isabel compartilhar com a sociedade. Foi apenas um apoio aos sonhos que ela idealizou e lutou. O que me leva ao ponto da carta, que eu também interpreto de uma forma completamente diferente. Em nenhum momento eu achei que fosse um momento em que a autora culpa a Laura pela desconfiança. Não foi um pedido de perdão e a Laura nunca tratou como se fosse isso. E não é tratado desse jeito por ambos os personagens pela minha interpretação. Se não, foi algo para o beneficio da Laura, inteiramente. Foi um momento que aquele ressentimento, aquela dor, tem certo alívio. E toda aquela solidão sentida, toda a rejeição finalmente encontra uma “cura”. Em minha opinião, fecha um ciclo e dá continuidade a esse assunto.
Quanto ao ponto da Melissa, eu acho que seria sexista se fosse o único exemplo dado. Mas um dos pontos que eu considero da novela é que é uma história sobre laços além de sangue, sobre famílias não muito “ortodoxas”. A Laura aceita e perdoa, mas o Zé Maria vai aceitar (Não necessita perdão), O Mário provavelmente vai aceitar (Não necessita de perdão), o Teodoro aceita (Não necessita de perdão)... Não acho que o amor exista sem amor próprio, mas eu nunca achei que a Laura fosse fraca. Aliás sempre admirei ela não ser vítima (Carta que o Edgar jogou as vezes, mas que ela nunca aceitou) e não ser poupada de consequências e ser uma pessoa melhor e mais forte por lidar com as consequências. E todos os personagens lidam com consequências de suas decisões. Acho que isso é o mais importante.
A conclusão: Eu não justifico os atos errados, mas eu interpreto personagens com virtudes e defeitos. O que não faz da minha opinião a certa, mas é assim que eu me sinto em relação a esses fatos. Tenho muito respeito pela sua opinião e espero que a recíproca seja a mesma. Somente interpretamos a ficção de formas diferentes, sem reflexão com a forma que nos conduzimos em nossa vida (E eu te conto, com minha obsessão por livros, não querer ter filhos, eu seria companheira de cama de hospício com a Laura haha)

bouncy
melancholy