Abstract
Hans Jonas nos oferece uma análise filosófica que lança luz sobre o modo desenfreado do desenvolvimento tecnológico moderno. Para ele, a técnica moderna é uma forma de agir ambígua, coletiva, cumulativa e temporalmente ampla, por isso, não pode mais gozar da neutralidade moral da qual se inseria a antiga interação da técnica com a matéria. Mas o iluminismo científico caminha justamente nessa direção equívoca da neutralização da natureza (e do homem) sob o aspecto do valor, tornando-a um objeto sempre disponível ao interesse presente. Por isso, diante do dilema imposto entre o “poder e o dever” implicados no desenvolvimento de novas tecnologias, propomos uma leitura do princípio responsabilidade, recolocando o poder como um conceito chave para caracterizar a responsabilidade no pensamento de Hans Jonas enquanto princípio ético aplicável na esfera política.