— Maria Alice, escrevi um poema pra você. Não sei se é bom, mas é teu. De modo que eu vou dizer:
“Se fosse meu, o segredo do seu corpo, eu gritaria para todo mundo…
De teus cabelos agrestes, sobre os quais faz noite escura…
Tua boca, que é um poço com um berço no fundo onde nasci…
De teus dedos longos como gritos…
Teu corpo, para compreendê-lo Maria Alice, é preciso muita convivência…
Teu sexo, um rio, onde navega o meu barco ao vento de sete paixões…
Longo caminho, poucos viajantes o percorreram impunemente…
E tua alma, tua alma é teu corpo Maria Alice…”