Tem coisas que eu gosto e me interessam aqui. A principal é como o filme trabalha a experiência sensorial do espaço, a duração dos planos e a relação entre imagem e a arquitetura da desorientação. Outra questão que eu gosto é o desprezo pelas explicações da mecânica daquele não-lugar.
Mas é curioso como mesmo com essa construção abstrata do medo, o filme ser dentro do gênero algo muito formulaico e, em alguns pontos, tedioso. A impressão que tenho é que talvez seja um tédio provocado pela previsibilidade dos efeitos. O espaço é novo, mas a forma de concretizar medo dentro dele não é.