Um anti-Vertigo godardiano disfarçado de blockbuster. Um filme que assimila o melodrama hitchcockiano e a inquietação existencial da nouvelle vague. Um Pierrot Le Fou fantasiado de franquia, dançando rumo ao abismo de si mesmo.
Peter Parker não interpreta o vilão — ele se torna a projeção mal resolvida do desejo. O simbionte não é um agente externo de corrupção, mas um espelho negro: amplifica o que já estava em Peter. Não o modifica — o revela. O que emerge é…