Arthur Cardoso De Barros

Arthur Cardoso De Barros Pro

Favorite films

  • Hour of the Wolf
  • Street of Shame
  • House of Flying Daggers
  • Je Tu Il Elle

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  • Host

    ★★★½

  • Avengers: Endgame

    ★★★½

  • Allegro non troppo

    ★★★★★

  • The Backrooms (Found Footage)

    ★★★½

Pinned reviews

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Spider-Man 3
★★★★★ Liked Rewatched

Um anti-Vertigo godardiano disfarçado de blockbuster. Um filme que assimila o melodrama hitchcockiano e a inquietação existencial da nouvelle vague. Um Pierrot Le Fou fantasiado de franquia, dançando rumo ao abismo de si mesmo.

Peter Parker não interpreta o vilão — ele se torna a projeção mal resolvida do desejo. O simbionte não é um agente externo de corrupção, mas um espelho negro: amplifica o que já estava em Peter. Não o modifica — o revela. O que emerge é…

The Bloody Exorcism of Coffin Joe
★★★★★ Liked Watched

Se a natureza se enfurece com a afirmação de que Zé Do Caixão não existe, então aquilo que projetamos se constitui não apenas como cultura, mas também como natureza. Considerada, teoricamente, aquilo que não fora produzida pelo ser humano, ela é contrariada por Mojica — que tenta dar vida àquele que, no filme, age como a personificação de uma persona criada como personagem. Não se sabe, entretanto, até que ponto o personagem vive sob a sua máscara. Trata-se de algo…

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Host
★★★½ Watched

Assim como Pulse e O Chamado, Host transforma os meios materiais de seu contexto histórico em fonte de horror. Se aqueles filmes encontravam seus medos na internet, na fita VHS e na circulação das imagens, Host nasce diretamente da experiência da quarentena e converte chamadas de vídeo, telas e o isolamento social em elementos centrais de sua angústia. O terror não vem de um lugar distante, mas invade justamente o espaço que deveria oferecer proteção, fazendo com que os personagens…

Avengers: Endgame
★★★½ Rewatched

O impacto de Vingadores: Ultimato não vem apenas do encontro dos heróis ou da grandiosidade da batalha final, mas da derrota construída em Vingadores: Guerra Infinita. Se toda essa história acontecesse em uma única obra, a vitória teria muito menos peso. O filme começa em um mundo destruído, marcado pelo luto e pelo fracasso, e passa boa parte do tempo reconstruindo a esperança. Por isso, quando os heróis retornam no confronto final, a emoção não nasce apenas do espetáculo, mas da sensação de que tudo o que foi perdido pode ser recuperado. A vitória funciona porque antes houve uma derrota que parecia definitiva.

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Backrooms
★★ Watched

O filme compreende que o verdadeiro terror de seu universo está no desconhecido. O espaço deixa de ser apenas cenário e se torna uma ameaça em si, regido pela aleatoriedade e pela impossibilidade de compreensão. É justamente isso que faz o curta original funcionar tão bem, a ausência de respostas. O filme preserva parte dessa sensação, mas frequentemente a enfraquece ao explicar demais, seja os mistérios das salas ou os próprios conflitos dramáticos. Ao tentar decifrar aquilo que deveria permanecer estranho, acaba reduzindo parte da força que tornou o conceito tão perturbador.

Hamnet
★★★★½ Liked Watched

Tudo acaba se tornando teatro, e é nessa lógica que se organiza o gesto final de Hamnet. Não porque a vida se torne representação, mas porque a representação passa a ser a única forma possível de acesso ao que já não existe. Quando Agnes revê a morte do filho, não se trata apenas de uma repetição do trauma, mas de uma nova configuração do olhar. Há, pela segunda vez, a chance de um contato que não se dá pela memória,…