TODOS PELA PAZ! Solidariedade! Soberania! Paz!

Vivemos um tempo com sérios riscos para a Humanidade e que exige uma forte mobilização e acção em solidariedade com os povos que defendem e lutam pelos seus direitos e soberania, em prol da Paz e da cooperação.
Com a escalada belicista e as constantes violações dos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional promovidas pelos EUA, a NATO e os seus aliados, desde logo Israel, milhões de pessoas são atormentadas pela guerra, pela agressão, por bloqueios e sanções, pela ingerência e a desestabilização. A não ser contrariada, esta escalada coloca o perigo de um conflito generalizado de trágicas proporções.
A escalada belicista é responsável pelo enorme aumento das despesas militares e o desenvolvimento de armas cada vez mais sofisticadas e destrutivas – incluindo armas nucleares, drones, a militarização do espaço e a utilização da robótica e da inteligência artificial para fins militares –, o que para além das gravosas e ameaçadoras consequências que representam para os povos, alimentam poderosos complexos militares-industriais.
Portugal deve afirmar a sua soberania e independência nacional e exercer uma política externa de paz e cooperação. Não pode ser associado e subordinado à política belicista dos EUA, da NATO e da União Europeia.
Queremos a Paz! Não aceitamos a inevitabilidade do militarismo e da guerra!
Conscientes de que a Paz é um direito fundamental dos povos, sem o qual nenhum outro direito estará garantido, alertamos para os sérios perigos da presente escalada belicista e para a urgência de parar este desastroso rumo e de garantir o presente e o futuro da Humanidade e convidamos a que se associem a este Apelo, exigindo:
• A concretização dos direitos nacionais do povo palestiniano e a Paz no Médio Oriente – Fim ao genocídio do povo palestiniano! Fim à guerra contra o Líbano! Fim à expulsão das populações das suas casas e terras, fim à ocupação por Israel! Fim à agressão contra o Irão!
• O respeito da soberania e dos direitos dos povos da América Latina e Caraíbas – Fim à escalada de agressão, às ameaças, aos bloqueios, às sanções e a outras medidas coercivas contra Cuba, a Venezuela e outros países!
• A Paz na Europa e no mundo – Fim às guerras na Ucrânia, no Sudão, na Região do Sahel e em todo o mundo! Fim à ocupação de territórios do Sara Ocidental, pela concretização do direito à autodeterminação do povo sarauí!
• A melhoria das condições de vida dos trabalhadores, das mulheres, dos jovens, dos idosos, dos povos; o aumento dos salários e das pensões, o reforço dos serviços públicos da saúde, da educação, da segurança social; o direito à habitação – Basta de mais dinheiro para o militarismo e a guerra! Basta de ataques às condições de vida!
• O cumprimento dos princípios da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e da Ata Final da Conferência de Helsínquia – Rejeitando a ameaça e o uso da força nas relações internacionais! Defendendo a solução negociada e pacífica dos conflitos!
• O cumprimento dos princípios da Constituição da República Portuguesa, o direito à autodeterminação dos povos, a não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva – Não ao alinhamento do Governo português com a confrontação, a militarização e a guerra!
• O desarmamento geral, simultâneo e controlado, e a abolição das armas nucleares – Não à escalada armamentista dos EUA e da NATO e à militarização da União Europeia!
• A promoção da solidariedade, da cooperação e da amizade entre os povos e a defesa do direito à Paz, condição essencial para a garantia dos direitos dos trabalhadores e dos povos, do desenvolvimento, da justiça e do progresso social, da igualdade, da segurança e do bem-estar da Humanidade!
Apelamos a que se associem a este Apelo, que se empenhem na mobilização em prol da Solidariedade, da Soberania e da Paz e que desenvolvam acções em torno destas exigências!
Considerando que vivemos um tempo com sérios riscos para a Humanidade e que exige uma forte mobilização e acção em solidariedade com os povos que defendem e lutam pelos seus direitos e soberania, em prol da Paz e da cooperação, 15 organizações defensoras da paz e da cooperação e que não aceitam a inevitabilidade da guerra, decidiram lançar uma grande acção TODOS PELA PAZ! com o Apelo "Solidariedade! Soberania! Paz!", de que são primeiras subscritoras e que conta também já com um conjunto de subscritores individuais
O Apelo será apresentado no próximo dia 16 de julho, às 18 horas, na Casa do Alentejo, em Lisboa.
Primeiras organizações subscritoras:
Associação Conquistas da Revolução
Associação de Amizade Portugal-Cuba
Associação Portuguesa de Juristas Democratas
Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional
Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos - MURPI
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Fundação José Saramago
Juventude Operária Católica
Movimento Democrático de Mulheres
Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
Porta-a-Porta – Casa para Todos
Projecto Ruído - Associação Juvenil
União de Resistentes Antifascistas Portugueses
Vida Justa
Primeiros subscritores individuais:
Agostinho Santos, jornalista, artista plástico
Álvaro Siza Vieira, arquitecto
André Escoval, porta voz do Porta a Porta – Casa para Todos
António Avelãs Nunes, professor catedrático
Carlos Almeida, presidente da direção do MPPM,
Cláudia Dias, coreógrafa, directora artística da Sete Anos/Companhia de Dança do Seixal
Conceição Matos, foi presa política
Cristina Torres, presidente da direção nacional do STAL
Deolinda Machado, professora, dirigente da Liga Operária Católica
Domingos Lobo, escritor
Filipa Costa, presidente da direção nacional do CESP
Frederico Gama Carvalho, investigador científico
Ilda Figueiredo, economista, activista pela paz, foi deputada, eurodeputada, autarca
Isabel Camarinha, presidente da direção nacional do CPPC
Isabel Gomes, presidente da direção do MURPI
Isabel Medina, actriz e encenadora
João Barreiros, comissão executiva da CGTP-IN
João Madeira Lopes, presidente da mesa da assembleia geral da União de Resistentes Antifascistas Portugueses
Joaquim Judas, médico
Jorge Aires, presidente da direção da Associação Conquistas da Revolução
Jorge Feliciano, presidente da direção da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto
Luísa Tito Morais, jornalista
Madalena Santos, presidente da direção da Associação Portuguesa de Juristas Democratas
Manuel Martins Guerreiro, almirante
Manuel Verdugo, presidente da direção da Casa do Alentejo
Maria do Céu Guerra, actriz e encenadora
Maria José Ribeiro, foi presa política
Mariana Metelo, vice-presidente da direção do Projecto Ruído – Associação Juvenil
Nuno Ramos de Almeida, coordenação da Vida Justa
Pedro Esteves, presidente da direção da Juventude Operária Católica
Pedro Pezarat Correia, major-general
Pilar Del Rio, presidente da Fundação José Saramago
Raquel Ribeiro, professora universitária e investigadora
Regina Marques, direção nacional do Movimento Democrático de Mulheres
Rogério Silva, coordenador da FIEQUIMETAL
Rui Namorado Rosa, professor
Sandra Pereira, presidente da direção da Associação de Amizade Portugal Cuba
Santiago Macias, historiador, professor universitário
Sebastião Santana, coordenador da FNSTFPS
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP-IN
Viriato Soromenho-Marques, professor universitário



