Preguiça

estado de prostração e moleza

Preguiça pode ser interpretada também como aversão ao trabalho, negligência, indolência, malandrice, morosidade, lentidão, pachorra, moleza.

Preguiça - da série Os Vícios, por Jacob Matham (1571-1631)

- Adelina Lopes Vieira na poesia "O ramo verde"
  • "Um homem com preguiça é um relógio sem corda."
- Un hombre con pereza es un reloj sin cuerda.
- La sociedad: revista religiosa, filosófica, política y literaria‎ - Página 280, Jaime Balmes - Imprenta de A. Brusi, 1851, 2a. ed. - 288 páginas
  • "Só não mato ninguém por preguiça de esconder o corpo"
- Sérgio Bernardes citado na FolhaOnLine
  • "Todo mundo é preguiçoso e gosta de comer aquele tantinho a mais".
- Jim Davis citado em Revista ISTO É, Edição 1754.
  • "Nada melhor que um programador preguiçoso. Você usa coisas que já estão prontas e tudo fica mais simples."
- Vint Cerf citado em Revista INFO Exame, edição Junho/2006
  • "O tédio é uma invenção dos preguiçosos".
- Ugo Ojetti; "Sessanta, VII"
  • "A burocracia pode ser preguiçosa, descortês, incapaz e até corrupta. Não é exclusivamente na Dinamarca, em qualquer reino sempre há algo de podre. Rematada insânia tornar impublicáveis lacunas, faltas ou crimes, pois contamina de responsabilidade o governante que a ordena ou tolera."
- Ulysses Guimarães In: discurso proferido em 22 de setembro de 1973.
  • "Rico ou pobre, todo preguiçoso é um cretino."
- Riche ou pauvre, puissant ou faible, tout citoyen oisif est un fripon
- Émile: ou de l'education - Volume 2, Página 91, Jean-Jacques Rousseau - Bélin, 1792

Ver também

editar
A Wikipédia possui um artigo de ou sobre: Preguiça.
O Wikimedia Commons possui multimídia sobre: Preguiça.
 
Wikcionário lusófono
O Wikcionário possui o verbete: preguiça
 A preguiça costuma ser definida como aversão ao trabalho, negligência ou falta de disposição para agir. Durante séculos, foi tratada principalmente como um defeito moral, associado à improdutividade e ao desperdício do tempo. Em uma sociedade marcada pelo valor do esforço e da disciplina, o indivíduo preguiçoso era frequentemente visto como alguém incapaz de contribuir para o bem comum. Essa visão aparece em diversas obras literárias, filosóficas e religiosas, que exaltam a dedicação e condenam a ociosidade. Contudo, a compreensão desse comportamento tem se tornado mais complexa na contemporaneidade. Hoje, diferentes áreas do conhecimento buscam analisar suas causas e significados de maneira mais ampla.
 Na sociedade atual, marcada pela velocidade da informação e pela exigência constante de desempenho, a preguiça nem sempre representa simples falta de vontade. Muitas vezes, ela pode estar relacionada ao cansaço físico, ao esgotamento emocional ou à sobrecarga de tarefas. O avanço das discussões sobre saúde mental contribuiu para diferenciar a preguiça de condições como ansiedade, depressão e síndrome de burnout. Dessa forma, comportamentos antes'interpretados apenas como indolência passaram a ser observados sob uma perspectiva mais cuidadosa. Essa mudança favorece uma compreensão menos preconceituosa e mais baseada em evidências. Ainda assim, permanece o desafio de distinguir a necessidade legítima de descanso da mera procrastinação.
 Ao mesmo tempo, o desenvolvimento tecnológico trouxe uma nova interpretação para o conceito de preguiça. Em áreas como a informática e a engenharia, busca-se constantemente criar ferramentas que reduzam esforços repetitivos e aumentem a eficiência. Nesse contexto, a chamada “preguiça inteligente” pode estimular a inovação, levando à automação de processos e à criação de soluções mais práticas. Muitos avanços tecnológicos nasceram justamente da tentativa de realizar tarefas de forma mais simples e rápida. Assim, a busca pelo menor esforço nem sempre produz resultados negativos. Em determinadas circunstâncias, ela pode impulsionar a criatividade e o progresso.
 Portanto, a preguiça não deve ser entendida apenas como um vício ou uma falha de caráter. Embora possa gerar consequências negativas quando leva à negligência e à inação constante, ela também pode revelar necessidades humanas legítimas de repouso e recuperação. Além disso, a procura por meios mais fáceis de executar tarefas contribuiu para importantes transformações sociais e tecnológicas. O desafio contemporâneo consiste em encontrar equilíbrio entre produtividade, bem-estar e responsabilidade individual. Compreender a preguiça em suas múltiplas dimensões permite uma análise mais crítica e menos simplista desse comportamento. Dessa forma, torna-se possível avaliar seus impactos de maneira mais justa e contextualizada.