Preguiça
estado de prostração e moleza
Preguiça pode ser interpretada também como aversão ao trabalho, negligência, indolência, malandrice, morosidade, lentidão, pachorra, moleza.

- "Trabalha, meu preguiçoso! Ouro é o tempo que se perde / não deves ser ocioso"
- - Adelina Lopes Vieira na poesia "O ramo verde"
- "Um homem com preguiça é um relógio sem corda."
- - Un hombre con pereza es un reloj sin cuerda.
- - La sociedad: revista religiosa, filosófica, política y literaria - Página 280, Jaime Balmes - Imprenta de A. Brusi, 1851, 2a. ed. - 288 páginas
- - Un hombre con pereza es un reloj sin cuerda.
- "Só não mato ninguém por preguiça de esconder o corpo"
- "Todo mundo é preguiçoso e gosta de comer aquele tantinho a mais".
- - Jim Davis citado em Revista ISTO É, Edição 1754.
- "Nada melhor que um programador preguiçoso. Você usa coisas que já estão prontas e tudo fica mais simples."
- - Vint Cerf citado em Revista INFO Exame, edição Junho/2006
- "O tédio é uma invenção dos preguiçosos".
- - Ugo Ojetti; "Sessanta, VII"
- "A burocracia pode ser preguiçosa, descortês, incapaz e até corrupta. Não é exclusivamente na Dinamarca, em qualquer reino sempre há algo de podre. Rematada insânia tornar impublicáveis lacunas, faltas ou crimes, pois contamina de responsabilidade o governante que a ordena ou tolera."
- - Ulysses Guimarães In: discurso proferido em 22 de setembro de 1973.
- "Rico ou pobre, todo preguiçoso é um cretino."
- - Riche ou pauvre, puissant ou faible, tout citoyen oisif est un fripon
- - Émile: ou de l'education - Volume 2, Página 91, Jean-Jacques Rousseau - Bélin, 1792
- - Riche ou pauvre, puissant ou faible, tout citoyen oisif est un fripon
Ver também
editarA preguiça costuma ser definida como aversão ao trabalho, negligência ou falta de disposição para agir. Durante séculos, foi tratada principalmente como um defeito moral, associado à improdutividade e ao desperdício do tempo. Em uma sociedade marcada pelo valor do esforço e da disciplina, o indivíduo preguiçoso era frequentemente visto como alguém incapaz de contribuir para o bem comum. Essa visão aparece em diversas obras literárias, filosóficas e religiosas, que exaltam a dedicação e condenam a ociosidade. Contudo, a compreensão desse comportamento tem se tornado mais complexa na contemporaneidade. Hoje, diferentes áreas do conhecimento buscam analisar suas causas e significados de maneira mais ampla. Na sociedade atual, marcada pela velocidade da informação e pela exigência constante de desempenho, a preguiça nem sempre representa simples falta de vontade. Muitas vezes, ela pode estar relacionada ao cansaço físico, ao esgotamento emocional ou à sobrecarga de tarefas. O avanço das discussões sobre saúde mental contribuiu para diferenciar a preguiça de condições como ansiedade, depressão e síndrome de burnout. Dessa forma, comportamentos antes'interpretados apenas como indolência passaram a ser observados sob uma perspectiva mais cuidadosa. Essa mudança favorece uma compreensão menos preconceituosa e mais baseada em evidências. Ainda assim, permanece o desafio de distinguir a necessidade legítima de descanso da mera procrastinação. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento tecnológico trouxe uma nova interpretação para o conceito de preguiça. Em áreas como a informática e a engenharia, busca-se constantemente criar ferramentas que reduzam esforços repetitivos e aumentem a eficiência. Nesse contexto, a chamada “preguiça inteligente” pode estimular a inovação, levando à automação de processos e à criação de soluções mais práticas. Muitos avanços tecnológicos nasceram justamente da tentativa de realizar tarefas de forma mais simples e rápida. Assim, a busca pelo menor esforço nem sempre produz resultados negativos. Em determinadas circunstâncias, ela pode impulsionar a criatividade e o progresso. Portanto, a preguiça não deve ser entendida apenas como um vício ou uma falha de caráter. Embora possa gerar consequências negativas quando leva à negligência e à inação constante, ela também pode revelar necessidades humanas legítimas de repouso e recuperação. Além disso, a procura por meios mais fáceis de executar tarefas contribuiu para importantes transformações sociais e tecnológicas. O desafio contemporâneo consiste em encontrar equilíbrio entre produtividade, bem-estar e responsabilidade individual. Compreender a preguiça em suas múltiplas dimensões permite uma análise mais crítica e menos simplista desse comportamento. Dessa forma, torna-se possível avaliar seus impactos de maneira mais justa e contextualizada.