Transquei

antigo bantustão na África do Sul (1976–94)

Transquei [3][4] ou Transkei [5][6][7] (significando '[área] para além do [rio] Kei'), oficialmente República de Transkei (em xhosa: iRiphabliki yeTranskei), foi, entre 1976 e 1994, um estado não reconhecido localizado na região sudeste da África do Sul, na antiga província do Cabo. Era, juntamente com Ciskei, um bantustão para o povo Xossa.[8] Funcionava como uma democracia parlamentar nominalmente independente. A sua capital era Umtata (renomeada Mthatha, em 2004).[9]

República de Transquei
Republic of Transkei (inglês)
iRiphabliki yeTranskei (xhosa)
Bandeira de Transkei
Bandeira
Brasão de armas de Transkei
Brasão
Lema: Imbumba yamaNyama (xhosa: A União faz a Força)
Hino: Nkosi sikelel' iAfrika (xhosa: Deus Abençoe a África)
Localização  República de TransqueiRepública de Transkei
CapitalUmtata (atual Mthatha)
31°00'S 29°00'N
Maior cidadeUmtata
Língua oficialXhosa (oficial), tsuana, inglês, sesoto e africâner (usado nos poderes Executivo e Judiciário)
GovernoDemocracia parlamentar
 Chefe
Kaiser Matanzima (1976–1986)
Bantu Holomisa (1987–1994)
Apartheid
 Autonomia
30 de maio de 1963
 Independência nominal
26 de outubro de 1976
 Rompimento de laços diplomáticos
1978
 Dissolução
27 de abril de 1994
Área
  Total43 798 km² km²
População
  Estimativa para 1980[2]2 323 650 hab.
MoedaRand sul-africano

Transkei representou um precedente significativo e um ponto de inflexão histórico na política sul-africana de apartheid e "desenvolvimento separado". Foi o primeiro de quatro territórios declarados independentes na África do Sul. Durante toda a sua existência, permaneceu como um estado de partido único de facto, não reconhecido internacionalmente, diplomaticamente isolado e politicamente instável, que a certa altura rompeu relações com a África do Sul, o único país que o reconhecia como entidade jurídica. Em 1994, foi reintegrado ao seu "vizinho" maior e tornou-se parte da província do Cabo Oriental.

Esse bantustão tornou-se famoso, não só por ser a região de origem de Nelson Mandela, mas também por o seu líder, Kaizer Matanzima, que era sobrinho daquele que foi o primeiro presidente negro da África do Sul, defender uma teoria segundo a qual a independência teria que passar pelos bantustões, em vez de uma África do Sul para todos, pela qual Mandela e o Congresso Nacional Africano lutavam.

Referências

Bibliografia

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