Otto Maria Carpeaux
Otto Maria Carpeaux, pseudônimo de Otto Maria Karpfen, nascido Otto Karpfen [8] (Viena, 9 de março de 1900 – Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1978), foi um historiador, crítico e jornalista de origem austríaca que se naturalizou brasileiro em 1944[9] e foi aclamado pela crítica e público pelas obras Pequena bibliografia crítica da literatura brasileira,[10] [11] Uma nova história da música e, sobretudo, História da literatura ocidental, reputadas entre as mais importantes que se publicaram no Brasil no século XX.
| Otto Maria Karpfen | |
|---|---|
Otto Maria Karpfen no Consulado Geral do Brasil em Antuérpia a 25 de julho de 1939 | |
| Pseudônimo(s) | Otto Maria Carpeaux Otto Maria Fidelis Leopold Wiesinger |
| Nascimento | Otto Karpfen 9 de março de 1900 |
| Morte | |
| Nacionalidade | austríaco, brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Gisela Schmelz (Cracóvia, 24 de abril de 1880, [1] [2] – Włodawa, [entre maio e outubro] de 1942) [3] [4] Pai: Dr. Jur. Max Karpfen (Viena, 20 de novembro de 1869 – Viena, 24 de novembro de 1931) [1] |
| Cônjuge | Helene Silberherz (Ottynia, 18 de setembro de 1899 [5] – Rio de Janeiro, 14 de junho 1991) |
| Ocupação | Bibliotecário, jornalista, escritor (historiografia, crítica literária e ensaísmo) |
| Prêmios | • Prêmio Jabuti 1964 • Prêmio Luíza Cláudio de Souza 1966, do Pen Clube do Brasil [6] [7] |
| Magnum opus | História da literatura ocidental (1959-1966) |
| Religião | Judaísmo (1900-1933) Catolicismo (1933–déc. [1940]) |
| Assinatura | |
Biografia
editarNa Europa
editarOtto Karpfen nasceu a 9 de março de 1900 na casa paterna,[12] [13] situada no prédio de apartamentos na rua Kaiser Josefstrasse, n.º 35,[14][15]. em Leopoldstadt, isto é, no segundo distrito da “Capital Imperial e Real e Cidade Residencial de Viena” (k. k. Reichshaupt- und Residenzstadt Wien), como era o seu nome oficial sob a Coroa habsburga; “capital imperial”, no entanto, apenas para a porção germânica do Império Austro-Húngaro, o qual se constituía do estado soberano do Império Austríaco, de que os Karpfen eram naturais, e do Reino da Hungria, que tinha Budapeste por capital. Seu pai era o israelita de ascendência morávia[16] Dr. Max Karpfen (Viena, 1869-1931), doutor em Direito titulado, com toda a probabilidade, na Universidade de Viena;[17] irmão mais novo de Friederike Engel (1868-1937) e tio dos meninos Ernst e Oskar;[18] e agente de seguros na Versicherungs-Gesellschaft “Donau”,[19] a sesquicentenária “Companhia de Seguros Danúbio”, que ainda hoje, há mais de século e meio, ocupa o casarão [20] onde Herrn Max trabalhou entre 1904 e 1931;[21] — e sua mãe, a israelita de origem polonesa Gisela Schmelz (1880-1942), natural de Cracóvia, capital do grão-ducado austríaco homônimo, e irmã mais velha do engenheiro Dr. Ernst Moriz Schmelz (1883-1962) [22] e, por fim, vítima dos nacional-socialistas entre abril e outubro de 1942,[23] período no qual seu filho, que lhe ignorava o paradeiro em meio à guerra, preparava no Rio de Janeiro sua primeira obra de língua portuguesa, A cinza do purgatório: ensaios, publicada na primeira quinzena de dezembro de 1942.[24]
“O ambiente em que vivia a família”, escreveu Renard Perez em artigo de série biográfica memorável, “era burguês sem riqueza”, e Otto, filho único, “fez os estudos primários em Viena: mas esse período de sua vida”, observa o jornalista, “se encontra quase totalmente esquecido, e daria trabalho para um psicanalista a tentativa de sua reconstituição. Também o ginásio (8 anos) foi feito em Viena”.[25]

Por desejo do pai, iniciou em 1918[27] o curso de Direito, mas o abandonou um ano depois, por não sentir a vocação.[25] Por volta de 1922[28] até 1925 estudou na Faculdade de Filosofia da Universidade de Viena, frequentando cursos de filosofia e química e graduando-se em Química em 29 de junho de 1925, obtendo o título de Doutor em Filosofia com a tese Über die Hypohirnsäure, ein neues Triaminomonophosphorsulfadit aus Menschenhirn,[29] publicada em 1926 na revista Biochemische Zeitschrift.[30] Embora não seguisse a profissão,[31] continuou na Universidade de Viena de 1925 a 1927, exercendo o cargo de assistente da Faculdade de Filosofia.[30][32]
Num período ainda não esclarecido (antes de 1922 ou depois de 1927), Carpeaux ainda teria estudado na Faculdade de Filosofia da Universidade de Leipzig,[30] bem como Literatura Comparada na Faculdade de Filosofia da Universidade de Nápoles[30][33] e Sociologia e Política na Hochschule für Politik (Escola Superior de Política), de Berlim.[34]
De 1927 a 1929, segundo registros da Fundação Getúlio Vargas,[30] Carpeaux teria percorrido a Europa, especializando-se em universidades e atuando, a partir de 1928, como correspondente de jornais vienenses, em Paris, Londres, Roma e Amsterdã. Em 1927 ou 1928, teria se formado na Haute École des Sciences Politiques, de Paris; em 1928 na Faculté de Lettres de Genebra. Entre 1928 e 1929, conforme revela Homero Senna, "teria trabalhado em Berlim redigindo roteiro para o cinema mudo",[35] atividade a que Carpeaux se referiu em um pronunciamento, em 15 de julho de 1942, no Rio, durante um "debate sobre cinema silencioso e sonoro".[36]
De volta a Viena, casou-se em 22 de fevereiro de 1930, na Sinagoga Hietzinger,[37] com a cantora Helene Silberherz (Ottynia, 18 de setembro de 1899 [5] – Rio de Janeiro, c. 1988[38]) que ele já conhecia havia anos e, no ano seguinte, morre-lhe o pai.[25] Meses antes, em 1931, teria começado a escrever ensaios e resenhas literárias e musicais para alguns periódicos, como a revista Die Literatur[39] (Stuttgart), o jornal Neue Freie Presse[40] (Viena), a revista Der Querschnitt[41] (Berlim) e, de 1931 a 1934, a revista musical Signale für die musikalische Welt[42] (Berlim).
Em 18 de abril de 1933 renuncia formalmente ao judaísmo[43] e se converte ao catolicismo, motivo por que ora acrescenta "Maria", ora substitui "Karpfen" por "Maria Fidelis" ao seu nome, este último até o ano de 1935. Ainda em 1933 é nomeado diretor da Biblioteca de Ciências Econômicas e Sociais de Viena, cargo exercido até 1938.[30] De 1934 a 1938, torna-se segundo redator-chefe do jornal Reichspost, o "maior jornal católico da Áustria", onde, durante longo tempo, escreveu "os artigos de fundo políticos e econômicos", como revelou em carta a Alceu Amoroso Lima.[32] Também neste período (1934-1938), foi diretor e redator-chefe da revista Berichte zur Kultur und Zeitgeschichte,[30] periódico oficial da Ação Católica na Áustria,[32] fundado pelo amigo Nikolaus Hovorka (1900-1966) e por Viktor Matejka. Hovorka também adquirira a Editora Reinhold, provavelmente em 1934, onde se editaram a citada revista e, entre outros, dois livros de Carpeaux e um de Engelbert Dollfuss.[44] Foi por meio de Hovorka que conheceu o fundador do jornal católico Der Christliche Ständestaat (Viena) Dietrich von Hildebrand (1889-1977), teólogo e filósofo católico cuja "oposição a Hitler e ao nazismo", afirma projeto dedicado a ele, "foi tão sincera que foi forçado a fugir da Alemanha em 1933".[45] Nas memórias de Hildebrand, publicadas recentemente em My battle against Hitler (2014), Carpeaux é descrito como "amigo e colaborador" de Hovorka. "Karpfen", prossegue, "era um judeu convertido. Hovorka recomendou-mo como colaborador do Ständestaat. Karpfen era muito talentoso e, desde então, escreveu frequentemente em nosso jornal".[46]
Por esta época, Carpeaux tornou-se homem de confiança dos primeiros-ministros Engelbert Dollfuss e Kurt Schuschnigg, últimos antes da anexação da Áustria pelo Reich alemão. Com a queda do Reich, Otto Maria e Helene foram obrigados a seguir para o exílio, durante o qual Otto deixou a mãe para trás[3][25] e levou consigo apenas um missal.[47]
Em princípios de 1938, foge para Antuérpia, na (Bélgica), onde trabalha como jornalista na Gazet van Antwerpen, maior jornal belga de língua holandesa.
No Brasil
editarDiante da escalada nazista, Carpeaux sente-se inseguro e foge com a mulher, em fins de 1939, para o Brasil. Durante a viagem de navio, estoura a II Guerra. Recusando qualquer ligação com o que estava acontecendo no Reich, muda seu sobrenome germânico Karpfen para o francês Carpeaux.
Ao desembarcar, nada conhecia da literatura brasileira, nada sabia do idioma e não tinha conhecidos. Na condição de imigrante, foi enviado para uma fazenda no Paraná, designado para o trabalho no campo. O cosmopolita e erudito Carpeaux ruma para São Paulo. Inicialmente passa dificuldades; sem trabalho, sobrevive à custa da venda de seus próprios pertences, inclusive livros e obras de arte. Poliglota, o homem que já sabia inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, flamengo, catalão, galego, provençal, latim e servo-croata, em um ano aprendeu e dominou o português, com muita facilidade devido ao conhecimento do latim e de outras línguas dele derivadas.
Em 1940, tenta ingressar no jornalismo nacional, mas não consegue. Então escreve uma carta a Álvaro Lins a respeito de um artigo sobre Eça de Queiróz. A resposta veio em forma de convite, em 1941, para escrever um artigo literário para o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Seu artigo é publicado, iniciando uma colaboração regular. Até 1942, Carpeaux escrevia os artigos em francês, que eram publicados em tradução. Mostrando sua grande inteligência e erudição, divulgou autores estrangeiros pouco ou mal conhecidos entre o público brasileiro, desenvolvendo-se um grande crítico literário. Nesse mesmo ano, Otto Maria Carpeaux naturalizou-se brasileiro. Ainda em 1942, publica o livro de ensaios A Cinza do Purgatório.
Entre 1942 e 1944 Carpeaux foi diretor da Biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1943, publica Origens e Fins.
De 1944 a 1949 foi diretor da Biblioteca da Fundação Getúlio Vargas. Em 1947 publica sua monumental História da Literatura Ocidental – o mais importante livro do gênero em língua portuguesa – no qual analisa a obra de mais de oito mil escritores, partindo de Homero até mestres modernistas, neste caso sendo o estudo de sua predileção. Em 1950, torna-se redator-editor do Correio da Manhã. Em 1951, publica Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira, obra singular na literatura nacional - reunindo, em ordem cronológica, mais de 170 autores de acordo com suas correntes, da literatura colonial até nossos dias. Sua produção crítica literária é intensa, escrevendo em jornais semanalmente.
Em 1953, publicou Respostas e Perguntas e Retratos e Leituras. Em 1958, publicou Presenças, e em 1960, Livros na Mesa.
Carpeaux foi forte opositor do Regime Militar, redigindo artigos acerca da retrógrada autoridade da então nova ordem militar, participando de debates e eventos políticos. Contudo, escreveu editoriais em Jornais de 1964 pró-golpe (Basta! e Fora! foram os títulos deles), Nesse período foi também, ao lado de Antônio Houaiss, coeditor da Grande Enciclopédia Delta-Larousse.[48] Participou da Passeata dos Cem Mil, em 1968, contra a ditadura militar.
Eentre 1972 e 1977, Carpeaux foi convidado pela Revista Manchete para participar, junto com Paulo Mendes Campos, José Castello, Raimundo Magalhães Junior e Ruy Castro, dentre outros, da série de ensaios literários "As Obras Primas que Poucos Leram". Mais de 70 dos cerca de 200 artigos da série foram de sua autoria.
Em 3 de fevereiro de 1978, morre no Rio de Janeiro de ataque cardíaco.
Encontra-se colaboração da sua autoria na revista luso-brasileira Atlântico.[49]
Perfil
editarJosé Roberto Teixeira Leite, que conheceu Carpeaux quando vivia no Rio de Janeiro, descreve a figura do sábio austríaco: Carpeaux foi um dos homens mais feios que conheci... sua aparência neanderthalesca, todo mandíbulas e sobrancelhas, fazia a delícia dos caricaturistas: parecia, sem tirar nem por, um troglodita, mas troglodita de ler Homero e Virgílio no original, de se deliciar com Bach e Beethoven e de diferenciar entre Rubens e Van Dyck. E acrescenta que Carpeaux era totalmente gago, o que o afastou da cátedra e das universidades para confiná-lo em bibliotecas, gabinetes e redações.[50]
Cultivou amizade com grande número de intelectuais de sua época, bem como algumas inimizades. Não raro, Carpeaux foi identificado como um homem generoso, paciente mas intransigente quando provocado por fatos e juízos que julgasse absurdos ou equivocados.[51]
Segundo Sérgio Augusto, "Carpeaux conhecia a fundo todos os clássicos, todos os pensadores, todos os compositores eruditos, todos os pintores (...) Era generoso, paciente com jovens ignaros como eu e divertidamente intransigente e irascível quando provocado por fatos e juízos que julgasse equivocados, insultuosos ou apenas absurdos." e "Na verdade, não era ortodoxo nem heterodoxo, preferindo uma relação dialética entre esses dois extremos".[51]
Alfredo Bosi notou que "Carpeaux atravessou a crítica positivista, a idealista, a psicanalítica, o new criticism, a estilística espanhola, o formalismo, o estruturalismo, a volta à crítica ideológica... Mas, educado junto aos culturalistas alemães e italianos do começo do século, ele sabia que nada se entende fora da História".[52]
Franklin de Oliveira, citado na quarta capa do vol. 1 de História da literatura ocidental (2005), considerou que Carpeaux "não é um escritor — é uma enciclopédia viva. Mas, mais do que uma enciclopédia viva, é um homem: na coragem de suas convicções, na bravura de suas atitudes, na limpidez de sua visão — um rebelde inato. Sua linhagem — a dos grandes humanistas".[53]
Para Álvaro Lins, Carpeaux tem um estilo "muito pessoal, muito direto, muito denso. [...]. Notar-se-á que é um estilo vivo, preciso e ardente. Às vezes, enérgico e áspero. Nestas ocasiões, sobretudo, este estilo está confessando um temperamento de inconformista, de panfletário, de debater".[54]
Obras
editar- Publicadas na Europa
- 1934 – Wege nach Rom: Abenteuer, Sturz und Sieg des Geistes [nota 1]
- 1935 – Osterreichs europäische Sendung: ein aussenpolitischer Überblick [nota 2]
- 1937 - Van Habsburg tot Hitler [nota 3]
- Publicadas no Brasil
- 1942 – A cinza do purgatório [nota 4]
- 1943 – Origens e fins [nota 5]
- 1951 – Pequena bibliografia crítica da literatura brasileira [nota 6]
- 1953 – Respostas e perguntas [nota 7]
- 1953 – Retratos e leituras [nota 8]
- 1958 – Presenças [nota 9]
- 1958 – Uma nova história da música [nota 10]
- 1959-1966 – História da Literatura Ocidental [nota 11]
- 1960 – Livros na mesa [nota 12]
- 1964 – A literatura alemã [nota 13]
- 1965 – A batalha da América Latina [nota 14]
- 1965 – O Brasil no espelho do mundo [nota 15]
- 1968 – As revoltas modernistas na literatura [nota 16]
- 1968 – Vinte e cinco anos de literatura [nota 17]
- 1971 – Hemingway: tempo, vida e obra [nota 18]
- Em coautoria
- Póstumas
- 1978 – Reflexo e realidade: ensaios [nota 21]
- 1978 – Alceu Amoroso Lima [nota 22]
- 1992 – Sobre letras e artes [nota 23]
- 1999 – Ensaios reunidos: 1942-1978, vol. I [nota 24]
- 2005 – Ensaios reunidos: 1946-1971, vol. II [nota 25]
- 2013 – A história concisa da literatura alemã [nota 26]
- 2014 – Caminhos para Roma: aventura, queda e vitória do espírito [nota 27]
- 2016 – O canto do violino e outros ensaios inéditos [nota 28]
- 2020 – A Literatura Russa através dos Contos: ensaio crítico (2 vols.) [nota 29]
- 2021 – Para compreender Tolstói e outros: ensaios: vol. 1 [nota 30]
- 2021 – Para compreender Tolstói e outros: ensaios: vol. 2 [nota 31]
- 2021 – Homens e destinos [nota 32]
Notas: “Obras”
- ↑ Ed. brasileira: (trad. Bruno Mori, Campinas, Ecclesiae, 2014).
- ↑ (Viena, Reinhold). — No alemão, "A missão européia da Áustria: visão geral da política externa".
- ↑ (Antuérpia-Bilthoven, Orbis-Gemeenschap), sob pseudônimo de Leopold Wiesinger. Título no holandês, "Dos Habsburgos a Hitler". — É o único livro europeu não renegado por Carpeaux, como informa Renard Perez, 'Escritores brasileiros contemporâneos VI: Otto Maria Carpeaux', Diário de Notícias, Rio de Janeiro, 11 nov. 1962, Suplemento Literário, p. 3: "Publica, na Europa, cinco livros; mas os considera a todos, hoje, obsoletos — com exceção de um, escrito em língua holandesa e publicado em 1938 na Holanda, descrevendo o fim da Áustria pela Alemanha nazista".
- ↑ ([ed. Aurélio Buarque de Holanda], Rio de Janeiro, Casa do Estudante Brasileiro [CEB]). — Reedições: In: Ensaios reunidos: 1942-1978: vol. 1 (1999), pp. 78-258; (Balneário Camboriú, Danúbio, 2015).
- ↑ (Rio de Janeiro, Casa do Estudante Brasileiro [CEB]). — Reedições: In: Ensaios reunidos: 1942-1978: vol. 1 (1999), pp. 265-743; (Curitiba, Danúbio, 2017).
- ↑ (Rio de Janeiro, Ministério da Educação e Saúde). — Reedições e reimpressões: (2ª ed. rev. e aum., Rio de Janeiro, Ministério da Educação e Saúde, 1955); (3ª ed. rev. e aum., Rio de Janeiro, Letras e Artes, 1964); (4ª ed., Rio de Janeiro, Tecnoprint, 1968), dita "nova ed.", com apêndice de Assis Brasil, incluindo 47 escritores; (reimp. da 4ª ed., 1971).
- ↑ (Rio de Janeiro, Ministério da Educação e Saúde). Reedições: In: Ensaios reunidos: 1942-1978: vol. 1 (1999), pp. 475-530; (Curitiba, Danúbio, 2019).
- ↑ (Rio de Janeiro, Simões). Reedições: In: Ensaios reunidos: 1942-1978: vol. 1 (1999), pp. 531-639; (Curitiba, Danúbio, 2020).
- ↑ (Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro). Reedição: In: Ensaios reunidos: 1942-1978: vol. 1 (1999), pp. 641-769.
- ↑ (Rio de Janeiro, Zahar) — Reedições: (2ª ed. rev. e aum., Rio de Janeiro, José Olympio, 1967); (3ª ed. rev. e at., Rio de Janeiro, Alhambra, 1977); [edições das décadas de 1980 e 1990]; a partir de 2001, reeditado sob o título O livro de ouro da história da música: da Idade Média ao século XX (Rio de Janeiro, Ediouro, 2001).
- ↑ (9 vols., Rio de Janeiro). — Reedições: (8 vols., 2ª ed. rev. e atualizada, Rio de Janeiro, Alhambra, 1978-1984); (8 vols., 3ª ed. rev. e atualizada, Rio de Janeiro, Alhambra, 1985-[1987]); (4 vols., [1ª ed.], Brasília, Senado Federal, 2008), dita "3ª ed."; (10 vols., São Paulo, Leya, 2012).
- ↑ (Rio de Janeiro, São José). Reedição: In: Ensaios reunidos: 1942-1978: vol. 1 (1999), pp. 770-906.
- ↑ (São Paulo, Cultrix). Reedições: (São Paulo, Nova Alexandria, 1994); A história concisa da literatura alemã (Barueri, Faro, 2013), acrescida de um capítulo escrito por Willi Bolle.
- ↑ (Rio de Janeiro, Civilização Brasileira).
- ↑ Subtítulo: crônicas de política internacional e nacional (Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1965).
- ↑ (Rio de Janeiro, Ediouro); biografia do autor por Renard Perez. — Reimpressão: (Rio de Janeiro, Ediouro, [1986]).
- ↑ (Rio de Janeiro, Civilização Brasileira).
- ↑ (Rio de Janeiro, Bruguera-Instituto Nacional do Livro).
- ↑ ‘Bibliografia de Joaquim Nabuco e o pan-americanismo’. In: ___, Nelson Werneck Sodré, Múcio Leão, Sobre Joaquim Nabuco e o pan-americanismo. Rio de Janeiro, Sul América, 1949. 54 p.
- ↑ 'José Lins do Rego'. In: ___, Alvaro Lins, Franklin M. Thompson, José Lins do Rego. Rio de Janeiro, Ministério da Educação e Saúde–Serviço de Documentação, 1952. 38 p. (Os cadernos de cultura).
- ↑ (Rio de Janeiro, Fontana). — A coletânea de ensaios foi preparada em vida do autor, pelo menos desde meados de 1977. Sobre o andamento da edição do livro em janeiro de 1978, cf. 'Os livros de 1978: o que prometem os editores dos Estados', Livro, suplemento do Jornal do Brasil, n. 66, 7 jan. 1978, p. 6.
- ↑ (Rio de Janeiro, Geral).
- ↑ (org. Alfredo Bosi, São Paulo, Nova Alexandria).
- ↑ 2.º subtítulo: de A cinza do purgatório até Livros na mesa (org. Olavo de Carvalho, Rio de Janeiro, UniverCidade-Topbooks, 1999). — Reunião de coletâneas do autor, com exceção de Reflexo e realidade (1978).
- ↑ 2.º subtítulo: Dispersos (parte 1); Prefácios e introduções (parte 1) (org. Christine Ajuz, Rio de Janeiro, UniverCidade-Topbooks, 2005).
- ↑ Reedição de A literatura alemã (1964), acrescida de um capítulo escrito por Willi Bolle.
- ↑ Tradução de Wege nach Rom: Abenteuer, Sturz und Sieg des Geistes (Viena, Reinhold, 1934). Dados da ed. brasileira: (trad. Bruno Mori, Campinas, Ecclesiae, 2014).
- ↑ (Balneário Camboriú, Danúbio, 2016).
- ↑ (2 vols., Curitiba, Karpfen, 2020). Subtítulo do vol. 1: "De Púchkin a Gógol"; subtítulo do vol. 2: "De Mámin-Sibiriak a Paustóvski". — Reedição de Estudo dividido pelos 9 volumes de Antologia do conto russo (org. Vera Neverova, pref. Otto Maria Carpeaux, Rio de Janeiro, Lux, 1961-1962).
- ↑ (2ª ed., Curitiba, Karpfen, 2021). Coletânea de artigos e ensaios sobre realismo russo do século XIX.
- ↑ (Curitiba, Karpfen, 2021). Coletânea de artigos e ensaios sobre “realismos soviéticos”.
- ↑ (Campinas, Sétimo Selo, 2021). Coletânea de 30 artigos dispersos.
Referências
- 1 2 Israelitischen Kultusgemeinde Wien (IKG), 1899-1902.
- ↑ Hirschberg.
- 1 2 Documentation Centre of Austrian Resistance (DÖW).
- ↑ Zomkowski, 2018.
- 1 2 República dos Estados Unidos do Brasil.
- ↑ Santos Moraes.
- ↑ Guima.
- ↑ Israelitischen Kultusgemeinde Wien (IKG), 1900.
- ↑ Estados Unidos do Brasil.
- ↑ — Athayde, pp. 1, 4: “Pequena bibliografia crítica da literatura brasileira, incomparável contribuição à nossa história literária, de Otto Maria Carpeaux, esse homem [que] vem esmerilhando o nosso patrimônio literário com um carinho e uma minúcia bibliográfica que em geral faltaram aos nossos críticos e historiadores”. — Broca, p. 7: “Brasileiro, com pouco mais de dez anos de Brasil e de contato com a nossa literatura, Carpeaux é dos que entendem do assunto [...] De onde as qualidades excepcionais do trabalho em questão, no qual o pesquisador se pôs a serviço do crítico e do historiador literário.” — Campos, 1955: “[...] seja como repositório de referências biobibliográficas utilíssimas e que foi Carpeaux o primeiro a reunir, no Brasil, numa obra que abrange todas as fases e escolas da literatura brasileira; seja como orientação crítica [...] — a Pequena bibliografia crítica da literatura brasileira vem incluir o nome de Otto Maria Carpeaux na lista dos europeus a quem a nossa vida cultural ficará sempre devendo”. — Coutinho, 1952: “Doravante, disporemos, porém, de um trabalho [...] que servirá de base, no particular, a qualquer estudo literário entre nós. O seu autor presta com ele [...] um relevante e imorredouro serviço a nossos estudos literários”. — Lins, 1952: “Para os trabalhos de história e crítica literária, como para os estudos didáticos de literatura brasileira, esta obra se torna agora valiosa e mesmo imprescindível.”
- ↑ Condé, 1953: “Um fato pouco comum no Brasil: esgotou-se a primeira edição (10 mil exemplares) da Pequena bibliografia brasileira [sic], [redigida] por Otto Maria Carpeaux para o Serviço de Documentação do Ministério da Educação. Informa-se, agora, que aquele escritor acaba de entregar os originais da segunda edição, que aparecerá emendada e aumentada...”
- ↑ Israelitischen Kultusgemeinde Wien (IKG), 1900: “Ort der Geburt, Wohnung der Eltern: — II. Kaiser Josefstr. 35” [Local do nascimento; residência dos pais etc.]
- ↑ “na casa paterna” : Arquivo Nacional, f. 33: “De documentos redigidos em idioma alemão, que me foram apresentados nesta data, consta que o Dr. Otto Maria Karpfen, nascido em Viena II (Áustria), à rua Kaiser Josefstrasse, 35, aos nove de março de mil e novecentos, é filho legítimo de Max Karpfen” (grifamos).
- ↑ “Kaiser Josefstrasse”: renomeada “Heinestrasse” [Heinestraße] em 1919 (In: Stadt Wien, “Kaiser-Joseph-Straße (2)”, em Wien Geschichte Wiki); e referida, atualmente, pela grafia “Kaiser-Joseph-Strasse” [Straße].
- ↑ “...n.º 35”: o edifício de n.º 35 foi alvo de qualquer de cinco bombardeios que se lançaram sobre o distrito (“bairro”) entre 10 set. 1944 e 15 jan. 1945, últimos meses de Segunda Guerra. Outros dois prédios de apartamentos, relevantes panos de fundo da biografia de Carpeaux, foram com aquele simultaneamente bombardeados: na mesma via, o de n.º 30; aos fundos deste, o de n.º 1 na travessa Aloisgasse, todos três exatamente alinhados, pelo que se presume tenham sido alvo de única bomba ou bateria. — Sobre os 55 bombardeios lançados sobre Viena e cinco dos quais sobre o distrito de Leopondstadt, vide Stadt Wien, Luftkrieg, em Wien Geschichte Wiki. — “Inventário visual” de edifícios destruídos ou condenados disponível em mapa histórico fornecido pela Prefeitura de Viena: “Kriegssachschädenplan, um 1946”.
- ↑ Zomkowski, 2026. — Abraham Karpfen (1775-1861), Hermann K. (1809-1890) e Anton David K. (1844-1916), respectivamente bisavô, avô e pai de Dr. Max, eram naturais de Pohorelice, cidadezinha do Margraviato da Morávia.
- ↑ “formado, com toda a probabilidade, na Universidade de Viena” : Max Karpfen declarou-se Juris Doctor (“JDr.”) ano pós ano na lista de endereços Lehmann (vide notas 19 e 21), sem referência à instituição, obviamente; instituição, por fim, presumivelmente de sua terra natal e não alhures.
- ↑ Zomkowski, 2026.
- ↑ Lehmann, p. 591 (col. 1), s.v. “Karpfen”: “Max, JDr., Bmt. d. Versich. Ges. ‚Donau‛”, i.e., “Max, Juris Doctor, Beamter des Versicherungs-Gesellschaft ‚Donau‛” [Max, Doutor em Direito, agente da Companhia de Seguros “Donau”].
- ↑ Stadt Wien: “Die ab 1867 bestehende Donau-Versicherung zog [...] 1874 in den Donauhof (1., Schottenring 13-15) um, wo sie bis heute ihren Firmensitz hat” [A Donau-Versicherung, que existia desde 1867, mudou-se para o [casarão] Donauhof (1.º distrito, Schottenring 13-15) em 1874, onde ainda hoje tem a sua sede].
- ↑ “entre 1904 e 1931”: conforme registros nos volumes de 1905 a 1931 do anuário de endereços Lehmann (posteriomente Wiener Adressbuch), cujas publicações eram contratadas até o terceiro trimestre do ano precedente. Os referidos registros acham-se digitalizados nas seguintes páginas (acessíveis mediante serviço de VPN): 1905; 1906; 1907; 1908; 1909; 1910; 1911; 1912; 1913; 1914; 1915; 1916; 1917; 1918; 1919; 1920; 1921-1922; 1923; 1924; 1925; 1926; 1927; 1928; 1929; 1930; 1931.
- ↑ Zomkowski, 2026. — Ernst Moriz Schmelz, nascido Moriz (“Ernst M.” em dez. 1908), natural de Viena, Doutor em Engenharia Elétrica pelo k.k. Polytechnisches Institut (Instituto Politécnico Imperial e Real), posteriormente designado Technische Universität Wien (TU Wien); naturalizado americano em 1912 (In: U.S. Department of Labor, «No. of certificate 696.765: Certificate of Naturalization», vol. 19.896, f. 31, 29 set.-24 nov. 1916.); esposo de Auguste Bertha (1884-?), austríaca do Reino da Boêmia, e residente em Detroit e ali sepultado. Decerto em visita ao sobrinho Otto Maria, Dr. Schmelz esteve no Rio de Janeiro em agosto de 1955 (In: Department of State, «Ficha de turista cidadão de país americano para uma estada de trinta dias no Brasil», Washington, D.C., 1 ago. 1955; documento bilíngue acompanhado de retrato fotográfico).
- ↑ Documentation Centre of Austrian Resistance (DÖW) & Zomkowski, 2018.
- ↑ F. A. B. [Francisco de Assis Barbosa].
- 1 2 3 4 Perez, p. 3.
- ↑ Dos 4 aos 25 anos, ou ainda, até os 27, Carpeaux residiu (junto de seus pais) em terceiro edifício da Kaiser Josefstrasse — o de n.º 30. Sobre o estado dos prédios na Segunda Guerra, vide nota 15.
- ↑ Ventura, 2016, p. 180.
- ↑ Ventura, 2002, p. 22, nota 3: "Em Viena, no início do século XX, o título de doutor não era obtido em cursos de pós-graduação como hoje. Após frequentar oito semestres, apresentar a defesa de uma tese e conseguir aprovação nos exames finais, o estudante obtinha o referido título" (grifos nossos).
- ↑ Porsch.
- 1 2 3 4 5 6 7 Fundação Getúlio Vargas, f. 131.
- ↑ Ventura, 2011.
- 1 2 3 Karpfen, [1940].
- ↑ Ventura, 2002, p. 22.
- ↑ Ventura, 2002, p. 22. — A julgar por Fundação Getúlio Vargas, f. 131, Carpeaux teria cursado Sociologia e Política na Haute École des Sciences Politiques, de Paris.
- ↑ Homero Senna, 'A literatura brasileira vista por um europeu', em República das Letras (3ª ed., Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1996), p. 295, apud VENTURA, 2002, p. 22.
- ↑ Moraes.
- ↑ GenTeam. — O casamento, que consta do 'Index of Jewish Records of Vienna and Lower Austria', ocorreu "im Tempel XIII, Eitelbergg.", ou seja, no Templo do "13.º distrito" de Viena, a Hietzinger Sinagoge, antigamente localizada na rua Eitelbergergasse, n.º 22, destruída em novembro de 1938 pelos nazistas.
- ↑ Silva, p. 295, nota 61.
- ↑ Karpfen, 1931-1932, p. 605 et seqq.
- ↑ Karpfen, 1931b, p. 27.
- ↑ Karpfen, 1932.
- ↑ Karpfen, 1931a, pp. 746-748.
- ↑ GenTeam. — A renúncia judaica, que consta da lista "Jewish Resignations 1915-1945", ocorreu na rua Theresiengasse, n.º 52, Viena.
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- Zomkowski, Eduardo (org.) [2026] «Genealogia de Otto Maria Carpeaux». [Árvore genealógica documentada e estruturada na plataforma genealógica MyHeritage. Documentos anexos, acessíveis mediante cadastro.]
Ver também
editarLigações externas
editar- Árvore genealógica de Carpeaux, austríaco de ascendência judaico-morávia
- Obras digitalizadas no Internet Archive
- Respostas e perguntas (1953), 1.ª edição
- Presenças (1958), 1.ª edição
- Artigos dispersos ausentes da Hemeroteca Digital Brasileira, Fundação Biblioteca Nacional
- Wladimir Saldanha, “Com Borges, em defesa de Carpeaux” (2021)
- Mário Zeidler Filho, “Os ‘livros perdidos’ de Otto Maria Carpeaux” (2018)
- Pedro Maciel, “O historiador das ideias” (1999)
- Ronaldo Conde Aguiar, “Otto Maria Carpeaux, cultura e política” (Wayback Machine) (2001)
- Thomas Giulliano Ferreira dos Santos, “Otto Maria Carpeaux e a revista literária ‘Província de São Pedro’” (Wayback Machine) (2018)

