Melcarte (também conhecido pelas transliterações Melqart, Melkart, Melkarth ou Melgart, do fenício Milk-Qart, "Rei da Cidade";[1] em acádio: Milqartu) era o deus tutelar da cidade fenícia de Tiro, assim como Eshmun protegia Sídon. O nome resulta da compressão da expressão fenícia melk qart 'rei da cidade'. Melqart era frequentemente designado de Ba‘al, Senhor de Tiro.

Meio siclo cunhado na cidade fenícia de Tiro por volta de 102 a 101 a.C., duas décadas e meia depois de ter reconquistado a sua independência ao decadente Império Selêucida: "A cabeça com forma humana é a de Melcarte, a divindade tíria (frequentemente chamada, de forma um tanto enganadora, de 'Hércules de Tiro'). No verso da moeda, há uma águia com um pé na proa de uma galera. Ao lado, encontra-se um bastão, símbolo de Melcarte."

Os escritores gregos o chamavam de Héracles tírio,[carece de fontes?] identificando-o, não com o filho de Alcmena, mas com o Héracles dos dáctilos.[2]

Segundo o escritor fenício Sanconíaton, traduzido do fenício por Filo de Biblos e preservado por Eusébio de Cesareia, Melcarte (Melicarthus), chamado de Héracles, era filho de Demarous (chamado de Zeus), e este era filho de Urano com uma concubina, que foi dada, grávida, como esposa a Dagon por Cronos, quando este estava lutando contra seu pai.[3]

Referências

  1. Lipiński, Edward (2001–2002). Semitic Languages: Outline of a Comparative Grammar. Col: Orientalia Lovaniensia analecta, 80. Bélgica: Peeters Leeuven. p. 235. ISBN 978-90-429-0815-4
  2. Pausânias, Descrição da Grécia, 9.27.6 [em linha] e comentário do autor do site Theoi em linha
  3. Sanconíaton, A Teologia dos Fenícios, As Gerações em linha
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