Farnésio

família italiana influente durante o Renascimento
 Nota: Se procura para a localidade italiana, veja Farnese (Lácio).

A família Farnésio (em italiano: Farnese), foi uma influente família italiana da aristocracia que ostentou o Ducado de Castro entre 1537 e 1649 e o Ducado de Parma e Placência entre 1545 e 1731. Os seus importantes membros incluíram o papa Paulo III e os duques de Parma e de Placência.[1]

Casa de Farnésio
Farnese (it)
Farnésio
Armas da Casa de Farnésio
Status Existente
Estado Estados Papais
Parma e Placência
Castro
Espanha
Título Papa
Duque de Parma
Duque de Castro
Regente de Espanha
Origem
Fundador Rainúncio, o Velho
Fundação 1419
Casa originária Orsini
Etnia Italianos
Atual soberano
Último soberano António Farnésio (Parma)
Isabel Farnésio (Espanha)
Dissolução 1766
Linhagem secundária
Brasão familiar dos Farnese: de or, seis flores de liz de azure colocadas em 3, 2 e 1.
Brasão a partir de 1537, ano em que Pedro Luís Farnésio é nomeado Gonfaloneiro da Igreja.
Brasão entre 1592 e 1731: o escudo original dos Farnese é combinado com o símbolo dos Gonfaloneiro da Santa Sé (cargo na posse da família), tendo as Armas de Portugal sobre o todo, dado Rainúncio I ser o legítimo herdeiro dos Aviz.

O poderio dos Farnésio e a sua ligação com as mais ilustres famílias romanas teve lugar em tempos de Rainúncio Farnésio, o Velho (em italiano: Ranuccio Farnese, il Vechio; 1390-1450), protegido do papa Eugénio IV. Rainúncio casou o seu filho Gabriel Francisco (Gabrielle Francesco) com Isabel Orsini, e o seu filho Pedro Luís, sénior[2] (Pier Luigi, seniore) foi o continuador da estirpe, com Joana Caetani. Desse matrimónio nasceram o papa Paulo III e Júlia Farnésio.[3]

Entre os séculos XVI e XVII os Farnésio distinguiram-se pela sua protecção às artes, e a eles se deve a construção do Palácio Farnésio em Roma, da Villa Farnese, em Caprarola, da Igreja de Jesus em Roma e do Palácio della Pilotta em Parma, actualmente a Galeria Nacional de Parma.

O último Farnésio soberano de Parma foi António Farnésio (Antonio Farnese) (1679-1731); ao morrer sem sucessão directa, o ducado passou para o filho da sua sobrinha Isabel Farnésio (Elisabeta Farnese) e do monarca espanhol Filipe V, o terceiro filho varão infante Filipe de Bourbon, que fundou a Casa de Bourbon-Parma.

Os Farnésio, herdeiros da dinastia de Aviz

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Com a morte do cardeal-rei Henrique I de Portugal, Rainúncio I Farnésio era o único candidato ao trono de Reino de Portugal que descendia por via legítima de um varão de D. Manuel I: D. Maria, filha mais velha do infante D. Duarte, quarto Duque de Guimarães, era mãe de Rainúncio.

Mas Rainúncio era ainda criança (em 1580 tinha apenas 11 anos) e seu pai, Alexandre Farnésio de Parma e Placência era governador dos Países Baixos Espanhóis, formalmente um súbdito de Filipe II de Espanha, facto que veio a preterir os Farnésio durante a Crise de sucessão de 1580.

Contudo, os Farnésio colocaram no centro do seu brasão, um escudete com as Armas de Portugal, demonstrando o seu direito inalianável ao trono do país (ver brasão à direita), que passou a ser o brasão da família até à morte do último duque Farnésio, António I.

Lista dos membros mais importantes da família Farnese

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Cardeal Ranuccio Farnese
Ticiano, 1542, Galeria Nacional de Arte, Washington, D.C.

Ver também

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Referências

  1. «Farnese Family». Encyclopædia Britannica. Arquivado do original em 4 de novembro de 2013
  2. por oposição a Pedro Luís Farnésio, junior, o primeiro duque de Parma e Placência
  3. «Farnése ‹-se›». Enciclopedia Treccani

Ligações externas

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