Consumer Reports (CR), anteriormente Consumers Union (CU), é uma organização sem fins lucrativos e não partidária norte-americana dedicada a testes independentes e avaliações de produtos, jornalismo investigativo, pesquisas voltadas ao consumidor, educação pública e defesa dos direitos do consumidor.[1] Em 2025, Phil Radford [en] assumiu como presidente e CEO da organização.[2]

Consumer Reports, Inc.
TipoOrganização sem fins lucrativos
Fundaçãofevereiro de 1936 (90 anos) (como Consumers Union)
Sede101 Truman Avenue
Yonkers, Nova Iorque, EUA 10703
Receita$238 milhões (2024-2025)
Fundadores
Pessoas importantesPhil Radford [en], presidente e CEO
Empregados550+ (2025)
Websitewww.consumerreports.org

Fundada em fevereiro de 1936, a organização conta com mais de cinco milhões de membros e publica conteúdo por meio de seu site e da revista homônima Consumer Reports. Ambos são baseados em assinatura e oferecem análises, classificações, recomendações e orientações sobre uma ampla gama de produtos e serviços. A organização também está presente em outras plataformas digitais.[3] A Consumer Reports mantém uma política de independência, comprando produtos de forma anônima em lojas de varejo e recusando publicidade tradicional. Ao longo de sua história, influenciou legislações de proteção ao consumidor e contribuiu para recalls e redesenhos de produtos.

História

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Consumers Want to Know, documentário de 1960 sobre a Consumer Reports

Fundada em 1936, a CR foi criada para fornecer informações que permitissem aos consumidores avaliar a segurança e o desempenho dos produtos.[4][5] Desde então, mantém testes e análises de produtos e serviços e atua na defesa do consumidor em áreas legislativas e regulatórias.[6] Entre as reformas em que a CR teve papel estão a criação de leis de uso obrigatório do cinto de segurança,[7] a exposição dos efeitos do tabagismo na saúde,[8] e, mais recentemente, o fortalecimento da proteção financeira ao consumidor, o aumento do acesso a cuidados de saúde de qualidade e a defesa da privacidade e segurança de dados.[9][10] Os esforços de defesa da CR concentram-se em melhorar a segurança de produtos e a saúde pública, economizar dinheiro dos consumidores (inclusive em energia e serviços públicos) e garantir a privacidade e a segurança digital.[11][12][13][14][15][16]

Fundação e primeiros anos

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Em 1927, Frederick J. Schlink [en] e Stuart Chase [en] publicaram o best-seller Your Money's Worth [en], que alcançou grande público devido ao movimento consumidor. A demanda por pesquisas de marcas levou Schlink a fundar a empresa Consumers' Research [en] em 1927. A organização publicava o boletim Consumers’ Research Bulletin (anteriormente chamado Consumer Club Commodity List). Em 1933, o número de assinantes ultrapassava 42 mil. Nesse ano, a Consumers' Research mudou-se para Nova Iorque. Após a mudança, funcionários começaram a se sindicalizar, alegando salários injustos. Schlink demitiu os grevistas. Os ex-funcionários da Consumers' Research, junto com "jornalistas, engenheiros, acadêmicos e cientistas", fundaram a Consumers Union — hoje conhecida como Consumer Reports — em fevereiro de 1936.[17] A Consumers Union se diferenciou da Consumers' Research ao criar uma comunidade entre os leitores. Dentro da missão de formar consumidores mais informados, uniu-se a clubes femininos e grupos cívicos, transmitindo uma mensagem progressista. Em 1940, a Consumers Union já superava a Consumers' Research em número de assinantes, alcançando 71 mil.[18]

Resistência

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Diversas empresas e corporações tentaram suprimir as ações da Consumers Union. Para desacreditar as críticas, o New York Herald Tribune criou um instituto com o objetivo de demonstrar que os esforços de grupos de consumidores eram inúteis, já que as empresas já realizavam extensos testes de produtos.[19]

Mais tarde, o Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara (criado em 1938) incluiu a Consumers Union em uma lista de organizações “subversivas”.[20] Isso ocorreu devido à associação da organização com líderes sindicais e à sua recusa em usar publicidade,[21][20] vista como uma conspiração contra o livre mercado. Posteriormente, a Consumers Union foi retirada da lista, e a tentativa de supressão acabou fortalecendo a opinião pública em seu favor.[20][21]

Defesa do consumidor

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Durante a Segunda Guerra Mundial, a Consumers Union apoiou o esforço de guerra. Incentivou seus apoiadores a consumir menos e seguir as políticas governamentais de racionamento. Também criticou empresas que usavam o período de guerra como oportunidade para anunciar produtos, desperdiçando papel.[22]

Na década de 1950, já conhecida como Consumer Reports, a organização realizou análises de cintos de segurança em carros e destacou sua importância. Também alertou sobre os perigos do cigarro.[23][20] O relatório do Cirurgião-Geral de 1964 sobre tabagismo citou pesquisas da Consumer Reports.[20]

Em 2000, após anos de testes mostrando que muitos SUVs eram propensos a capotamento em curvas fechadas, a Consumer Reports testemunhou perante o Congresso que todos os carros deveriam passar por testes de capotamento como parte de um protocolo nacional de segurança.[20] O teste de capotamento passou a integrar a avaliação de novos veículos pela Administração Nacional de Segurança Rodoviária.[20]

Em 2017, a Consumer Reports liderou um consórcio que estabeleceu o Digital Standard, um conjunto de critérios para medir produtos digitais.[10]

A organização também atuou em outras questões, incluindo:

Tecnologia

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  • Fusão Sprint-T-Mobile: A organização se posicionou contra a fusão, defendendo a escolha do consumidor e a concorrência no setor.[24][25]
  • Aquisição da Mint pela T-Mobile: A Consumer Reports uniu-se a outros defensores do consumidor para pedir à FCC que impusesse o desbloqueio de celulares como condição para a aquisição da Mint Mobile pela T-Mobile US.[26]
  • Neutralidade de rede: A organização defendeu a manutenção das proteções de neutralidade de rede para oferecer melhores opções aos consumidores.[27][28][29]
  • Direito à reparação: Os defensores da Consumer Reports ajudaram a aprovar a primeira lei de “direito à reparação” nos Estados Unidos, em Nova Iorque.[30] Essa lei dá aos consumidores mais opções para consertar produtos tecnológicos, sem depender apenas dos fabricantes ou de serviços autorizados.[30]

Privacidade de dados

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  • Escândalo Cambridge-Analytica: A organização defendeu leis mais rígidas de privacidade após o escândalo Cambridge-Analytica.[31]
  • Lei Estadual de Privacidade de Dados: A Consumer Reports e a EPIC elaboraram uma proposta de Lei Estadual de Privacidade de Dados para melhorar as proteções à privacidade na ausência de uma lei federal.[32][33]

Inteligência artificial

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  • Clonagem de voz por IA: A Consumer Reports alertou sobre riscos à proteção do consumidor com a proliferação de ferramentas de clonagem de voz por IA. A organização pediu à Comissão Federal do Comércio que ampliasse fiscalização e restrições.[34][35][36] A investigação da CR, que mostrou como essas ferramentas podem ser usadas por golpistas para roubo de identidade e fraudes, recebeu o prêmio Anthem.[37]

Justiça financeira

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  • Seguro de automóvel: A Consumer Reports e a ProPublica revelaram disparidades raciais nos prêmios de seguro de carro.[38][39]

Segurança alimentar

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  • Metais pesados em alimentos infantis: A Consumer Reports participou da aprovação de uma lei que obriga fabricantes a testar alimentos infantis para metais pesados.[12] Após a lei entrar em vigor, a organização, junto com a Unleaded Kids, investigou se as empresas cumpriam a norma e se mais medidas eram necessárias.[11]

Método de avaliação e impacto

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A revista Consumer Reports utilizava anteriormente uma forma modificada de bolas de Harvey [en] para comparações qualitativas. Os ideogramas circulares eram dispostos do melhor ao pior. À esquerda do diagrama, o círculo vermelho indicava a melhor classificação, o círculo meio vermelho e meio branco era a segunda melhor, o círculo branco era neutro, o círculo meio preto era a segunda pior e o círculo totalmente preto era a pior classificação possível.[40]

Como parte de um reposicionamento em setembro de 2016, o sistema de classificação da revista foi reformulado. As bolas de Harvey foram substituídas por círculos coloridos: verde para excelente; verde-limão para muito bom; amarelo para bom; laranja para razoável; e vermelho para ruim. A mudança foi justificada como uma forma de tornar as tabelas de classificação mais claras, utilizando uma metáfora “universalmente compreendida”.[41][42]

Métodos de avaliação e revisão

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Em 2025, a Consumer Reports já havia publicado mais de 10 mil avaliações e análises independentes de produtos e serviços.[43]

Os métodos da organização são transparentes, permitindo que consumidores e profissionais da indústria compreendam como as pontuações são calculadas.[20][44] A CR utiliza compradores anônimos para adquirir todos os produtos avaliados em lojas físicas e online.[45][44] As compras são feitas de forma anônima, e a CR não aceita amostras gratuitas para evitar suborno e garantir que não receba amostras acima da média.[45][46][47]

Após a compra, a Consumer Reports conta com dezenas de laboratórios especializados para analisar tudo, desde equipamentos de ginástica até telefones, televisores e alimentos.[20] Os produtos adquiridos passam por testes rigorosos e padronizados.[20][44][43] A CR também coleta dados regularmente por meio de pesquisas com associados, incorporando essas informações às avaliações.[48]

Durante grande parte de sua história, a CR evitou contato com especialistas do governo e da indústria “para não comprometer a independência de seu julgamento”.[49] Em 2007, após erros em testes de cadeirinhas infantis, passou a aceitar orientações de diversos especialistas na elaboração de testes, mas não nas avaliações finais.[49] Em alguns casos, a CR permite que fabricantes revisem críticas antes da publicação e implementem mudanças nos produtos.[50][20][44] Isso às vezes resulta em redesenhos ou recalls.[20]

Parte dos testes objetivos e comparativos publicados pela Consumer Reports é realizada sob a coordenação da organização internacional International Consumer Research & Testing [en].[51] A Consumer Reports também utiliza laboratórios externos para alguns testes, incluindo 11% dos realizados em 2006.[49]

Impacto dos testes e investigações

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Pista de testes automotivos da Consumer Reports em East Haddam [en], Connecticut.

Os testes independentes e investigações da Consumer Reports levaram a recalls, redesenhos e correções de software por parte dos fabricantes. Alguns exemplos incluem:

Automotivo

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Dodge Omni/Plymouth Horizon

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Na edição de julho de 1978, a Consumer Reports classificou o Dodge Omni [en]/Plymouth Horizon como “não aceitável”, a primeira vez que o fazia desde o AMC Ambassador em 1968. Nos testes, foi constatada a possibilidade de oscilação de guinada em resposta a uma entrada brusca no volante. O fabricante alegou que “alguns exemplares apresentam isso, outros não”, mas que não tinha “validade no mundo real de direção”.[52] No ano seguinte, esses modelos receberam um volante mais leve e um amortecedor de direção, e a Consumer Reports informou que a instabilidade anterior não estava mais presente.

BMW X5

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A BMW alterou o software do controle de estabilidade do X5 após replicar um possível problema de capotamento identificado em testes.[53]

Lexus GX 460

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Em 2010, a revista classificou o Lexus GX 460 como inseguro após falha em teste de segurança de emergência. A Toyota suspendeu temporariamente as vendas, realizou seus próprios testes, reconheceu o problema e emitiu um recall. O veículo passou em novo teste.[54]

Tesla Model 3

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Em maio de 2018, a revista afirmou que não recomendava o Tesla Model 3 devido à distância de frenagem longa. Dias depois, a Tesla lançou uma atualização remota de software. A revista realizou um novo teste dos freios e passou a recomendar o Model 3.[55][56]

Tecnologia

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Apple 2016 MacBook Pro

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Em 2016, a revista constatou variação inconsistente na duração da bateria em testes do MacBook Pro de 2016 da Apple. Isso levou à descoberta de uma falha no navegador Safari, corrigido pela Apple por meio de atualização de software.[57]

Instacart

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Em 2025, uma investigação da Consumer Reports revelou que a Instacart [en] realizou experimentos de precificação dinâmica por IA, cobrando preços diferentes de clientes diferentes pelos mesmos itens na mesma loja ao mesmo tempo.[58] Após repercussão pública, a Instacart encerrou o programa de testes de preço por IA.[59]

Smart TVs da Samsung

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A Samsung corrigiu falhas em certas smart TVs após a Consumer Reports identificar vulnerabilidades que permitiam hackeamento.[10]

Campainha Eken

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A Consumer Reports encontrou falhas de segurança em campainhas com vídeo fabricadas pela Eken Group Ltd. e vendidas sob várias marcas.[60][61] Após compartilhamento da investigação pela CR, a Eken lançou uma correção de firmware.[62]

Produtos infantis

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Fisher-Price

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Em 2019, a Fisher-Price recolheu todos os seus berços Rock ‘n Play, cerca de 4,7 milhões, após investigação da CR revelar que o produto estava associado a pelo menos 32 mortes de bebês desde 2009.[63][64]

Alimentos

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Kraft Heinz

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Em 2024, os lanches da Kraft Heinz destinados às escolas americanas foram retirados dos programas de merenda devido à baixa demanda.[65][66] Meses antes, a CR havia publicado investigação sobre os lanches escolares, revelando níveis relativamente altos de chumbo, cádmio e sódio.[66][65]

Independência editorial

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Políticas principais

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A Consumer Reports é reconhecida por suas políticas de independência editorial [en], que visam “manter nossa independência e imparcialidade... [para que] a CR não tenha outra agenda além dos interesses dos consumidores”.[67][50] A organização adota regras rigorosas e, em alguns casos, toma medidas extraordinárias; por exemplo, recusou renovar uma assinatura em massa de uma concessionária por “aparência de impropriedade”.[68]

Sem publicidade externa

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A Consumer Reports não aceita publicidade externa para não comprometer sua objetividade.[67][50][69][70][48] A organização obtém recursos por meio de assinaturas pagas,[50][44] doações,[10] subsídios,[48][71][72] redes de afiliados[48] e por meio de seu programa de licenciamento comercial.[73][74][75]

Publicações

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Consumer Reports
Editores-chefes Ellen Kunes, Editorial Director, Digital & Print
Categoria Organização de consumidores
Frequência Mensal
Circulação 3.800.000
Editora Consumer Reports
Primeira edição maio de 1936 (90 anos)[76]
País Estados Unidos
Idioma Inglês
ISSN 0010-7174
www.consumerreports.org

Revista digital e impressa

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A Consumer Reports publica conteúdo por meio de suas plataformas digitais e produz uma revista impressa.[77] Ambas oferecem conselhos sobre produtos (resultados dos rigorosos testes da CR) e reportagens investigativas.[69][77][78] Pelo site, a CR disponibiliza classificações e análises de milhares de produtos e serviços.[78] Também fornece informações sobre recalls e demonstrações em vídeo.[78][79]

A revista impressa é publicada desde maio de 1936.[20] Sua primeira capa tratou da diferença entre leite Grau A e Grau B. Pesquisas da Consumer Reports mostraram que os dois tipos eram idênticos, e por isso não recomendou que os consumidores pagassem mais pelo Grau A.[20]

Televisão e podcasts

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Em 1990, a Consumer Reports lançou a Consumer Reports Television.[80] Assim como os demais serviços da CR, a Consumer Reports Television não aceita publicidade.[80] Produz reportagens mensais e especiais, como o “Buy Me That” de 1989, que discutia como a publicidade na TV pode enganar crianças.[80] Em 2025, a Consumer Reports produz seus próprios podcasts e vídeos para emissoras locais e da Telemundo.[44] O conteúdo digital também é compartilhado pelo site da organização, Amazon, Apple TV, MSN.com e canais de mídia social, incluindo YouTube.[44]

Distribuição de conteúdo

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Ao longo dos anos, a Consumer Reports publicou conteúdo em outras plataformas, incluindo:

  • Links para o serviço de comparação de compras BizRate.com na seção de câmeras digitais[75]
  • Permissão para a Yahoo vender guias de compra on-line da Consumer Reports[81]
  • Apple News[82]
  • Apple News+[82]

Publicações anteriores

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ShopSmart

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Em 1º de agosto de 2006, a Consumer Reports lançou a ShopSmart,[83] revista voltada a mulheres jovens.[84] A última edição foi publicada em agosto/setembro de 2015.[85]

Consumerist

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Em 2008, a Consumer Reports adquiriu o blog Consumerist [en] da Gawker Media [en].[86] O blog foi encerrado em 2017, e seu conteúdo foi incorporado ao site da Consumer Reports.[87]

Consumer Reports Best Buy Drugs

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O Consumer Reports Best Buy Drugs [en] está disponível gratuitamente no site Consumer Reports Health.org. Compara medicamentos prescritos em mais de 20 categorias principais, como doenças cardíacas, pressão arterial e diabetes, oferecendo classificações comparativas de eficácia e custo em relatórios e tabelas, em páginas web e documentos PDF, em formato resumido e detalhado.[88]

Penny Power/Zillions

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A Consumer Reports publicou uma versão infantil da revista chamada Penny Power em 1980, renomeada em agosto de 1990 como Zillions [en].[89] A publicação era semelhante à Consumer Reports, mas voltada a um público mais jovem. No auge, alcançava cerca de 350 mil assinantes.[90] Oferecia conselhos financeiros para crianças gerenciarem mesadas e pouparem para compras maiores, avaliava produtos voltados a crianças (brinquedos, roupas, eletrônicos, alimentos, jogos eletrônicos etc.) e promovia consumismo consciente entre crianças e adolescentes. As avaliações vinham de crianças na faixa etária alvo do produto. Também ensinava sobre práticas enganosas de marketing. A revista foi encerrada em 2000.[91]

Consumer Reports WebWatch

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Em 2001, a Consumer Reports lançou o projeto financiado por doações Consumer Reports WebWatch, que visava educar consumidores sobre golpes on-line e outros riscos.[92] O projeto foi apoiado por The Pew Charitable Trusts, John S. and James L. Knight Foundation e Open Society Institute.[92] Em 2009, o projeto foi encerrado.[92]

Financiamento

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Assinaturas e engajamento do consumidor

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A Consumer Reports defende e trabalha com consumidores e oferece assinaturas pagas para acesso às publicações impressas e digitais.[50][44] Seus mais de 5 milhões de membros têm acesso a ferramentas on-line, como rastreador de recalls de carros e conteúdo personalizado.[48][20][78][79]

Subsídios

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A Consumer Reports recebe ocasionalmente subsídios de outras organizações para projetos específicos de pesquisa. Em 2012, por exemplo, o Pew Charitable Trust concedeu um subsídio para que a organização examinasse alimentos em busca de carcinógenos, contaminação por metais pesados e patógenos.[48][72]

Em 2021, recebeu US$ 375 mil do grupo ambiental Climate Imperative Foundation para estudar fogões a gás e qualidade do ar interno.[48][71] Após concluir o estudo, publicou o artigo “Is Your Gas Range a Health Risk?[93] em 4 de outubro de 2022.[48] A organização incluiu nota informando que o estudo foi financiado em parte pelo Climate Imperative Foundation. Outras organizações que forneceram subsídios incluem a Hewlett Foundation e a Ford Foundation.[94][95] A Ford concedeu mais de US$ 1 milhão em subsídios nos últimos anos.[96]

Doações

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A Consumer Reports recebe doações de indivíduos e organizações para financiar diversos projetos.[10][97] Em junho de 2019, a fundação de Craig Newmark, Craig Newmark Philanthropies, doou US$ 6 milhões para testes de privacidade e segurança em produtos conectados à internet.[10] Isso é realizado pelo Laboratório da Inovação da organização.[10][98]

Outro doador é a Alfred P. Sloan Foundation, que apoiou o projeto Digital Standard da Consumer Reports.[99] Esse projeto criou um conjunto de direitos e proteções digitais para avaliar fabricantes e defender medidas de proteção ao consumidor.[99]

Redes de afiliados

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A Consumer Reports não aceita publicidade de varejistas ou fabricantes, mas utiliza redes de afiliados de terceiros em seu conteúdo.[48] Dessa forma, pode gerar receita sem ser incentivada a recomendar determinado produto.[48]

A organização foi uma das primeiras a adotar redes de afiliados.[100] Seu site inclui redes de afiliados em artigos para diversas marcas, modelos, tipos de produtos e categorias.[48]

Em determinado momento, a Consumer Reports também disponibilizou um site listando varejistas incluídos em suas avaliações de produtos.[48][101] Esse site era construído e operado pela PriceGrabber.[101] Por meio dessas redes de afiliados, a PriceGrabber recebia taxas de referência de varejistas quando alguém clicava em um link. A Consumer Reports recebia uma porcentagem dessa taxa, independentemente de haver compra ou não.[101]

Programa de licenciamento comercial

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Marcas avaliadas e revisadas pela Consumer Reports podem pagar para licenciar conteúdo da CR, mas não podem alterá-lo ou fazer trechos, devendo utilizá-lo integralmente.[73] Isso significa que as marcas precisam compartilhar com os consumidores tanto os pontos negativos quanto os positivos.[73]

Reações de empresas

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A Consumer Reports foi processada várias vezes por empresas insatisfeitas com avaliações de seus produtos, mas nunca perdeu um caso.[20][102][103]

Bose Corporation

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Em 1971, a Bose Corporation processou a Consumer Reports por difamação após a revista afirmar em uma análise que o som do sistema avaliado “tendia a vagar pelo ambiente”.[104] O caso chegou à Suprema Corte dos Estados Unidos, que confirmou em Bose Corp. v. Consumers Union of United States, Inc. [en] que a afirmação da CR foi feita sem má-fé e, portanto, não era difamatória.[105][106][107]

Suzuki

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Em 1988, a Consumer Reports anunciou em coletiva de imprensa que o Suzuki Samurai apresentava tendência a capotar e o classificou como “não aceitável”. A Suzuki entrou com ação em 1996 após nova menção ao Samurai em uma edição comemorativa da CR. Em julho de 2004, após oito anos na justiça, o processo foi resolvido em um acordo e arquivado sem troca de dinheiro e sem retratação, mas a Consumers Union concordou em não mais citar os resultados do teste de 1988 do Samurai em materiais publicitários ou promocionais.[108]

Rivera Isuzu

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Em dezembro de 1997, o distribuidor do Isuzu Trooper em Porto Rico processou a CR, alegando perda de vendas devido à desqualificação do Trooper pela Consumers Union dos Estados Unidos. Um tribunal de primeira instância concedeu a tutela antecipada da Consumers Union, e o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Primeiro Circuito confirmou a decisão favorável.[109]

Sharper Image

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Em 2003, a Sharper Image [en] processou a CR na Califórnia por depreciação de produto após avaliações negativas do purificador de ar Ionic Breeze Quadra. A CR pediu rejeição em 31 de outubro de 2003, e o caso foi arquivado em novembro de 2004. A decisão também concedeu à CR US$ 525 mil em honorários advocatícios e custas.[110][111]

Descobertas controversas

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Cadeirinhas infantis

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Na edição de fevereiro de 2007, a Consumer Reports afirmou que apenas duas das cadeirinhas infantis testadas passaram nos testes de impacto lateral. A Administração Nacional de Segurança Rodoviária, que posteriormente retestou as cadeirinhas, constatou que todas passaram nos testes correspondentes nas velocidades descritas no relatório da revista.[112][113] O artigo da CR informou que os testes simulavam colisões a 38,5 mph. No entanto, os testes realizados simularam colisões a 70 mph.[112][113] Os testes foram conduzidos por um laboratório externo que interpretou erroneamente o pedido da CR.[49] Por isso, os testes foram realizados como se o veículo atingido estivesse a 38 mph após a colisão (o que exigiria que estivesse a 70 mph ao ser atingido), e não a 38 mph no momento do impacto.[80][112][13]

A CR retratou o relatório e enviou cartas e e-mails a milhões de assinantes para se desculpar.[49][112][113] Em carta de seu presidente Jim Guest aos assinantes, a organização afirmou que retestaria as cadeirinhas.[113] Em 28 de janeiro de 2007, o The New York Times publicou um op-ed de Joan Claybrook [en], que integrou o conselho da CR de 1982 a 2006 e foi chefe da Administração Nacional de Segurança Rodoviária de 1977 a 1981, no qual discutiu a sequência de eventos que levou à publicação da informação errada.[13] Isso incluiu ações da CR e da agência de segurança rodoviária, que na época não havia projetado teste para colisões laterais.[13]

Ração Iams para cães

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Em fevereiro de 1998, a organização testou ração para animais de estimação e afirmou que a ração para cães Iams era nutricionalmente deficiente. Posteriormente, retratou o relatório, alegando “um erro sistemático nas medições de vários minerais testados – potássio, cálcio e magnésio”.[114]

Veículos híbridos

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Em 2006, a Consumer Reports afirmou que seis veículos híbridos provavelmente não economizariam dinheiro aos proprietários. Posteriormente, descobriu que havia calculado errado a depreciação e divulgou uma atualização afirmando que quatro dos seis veículos economizariam dinheiro aos compradores se mantidos por cinco anos (e recebessem o crédito tributário federal para veículos híbridos, que expirava após cada fabricante vender 60 mil unidades híbridas).[115]

Liderança e estrutura

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O conhecido defensor do consumidor Ralph Nader integrou o conselho de administração, mas deixou o cargo em 1975 devido a “divisão de filosofia” com a organização.[116][98] Nader desejava que a Consumer Reports se concentrasse em defesa de políticas e produtos, enquanto Rhoda Karpatkin [en] priorizava avaliações e análises de produtos.[102] Karpatkin foi nomeada CEO em 1974 e se aposentou como presidente no início dos anos 2000.[102][117]

Em 2025, a Consumer Reports contava com orçamento anual superior a US$ 30 milhões, que sustentava 60 laboratórios e equipes de engenheiros e outros funcionários.[118][20]

Em janeiro de 2025, a Consumer Reports nomeou Phil Radford como novo presidente e CEO.[2] Radford foi anteriormente diretor de estratégia do Sierra Club, CEO da Greenpeace e trabalhou com o Public Interest Research Group e Public Citizen.[2] A organização contava com mais de 5 milhões de membros em abril de 2025.[48]

Ver também

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Referências

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Obras citadas

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Ligações externas

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