Carlo Petrini Embaixador(a) da boa vontade da FAO (Bra, 22 de junho de 1949 – Bra, 21 de maio de 2026) foi um jornalista italiano que fundou o movimento internacional Slow Food.[1]

Carlo Petrini
Durante assinatura de acordo de cooperação entre o Governo do Brasil e a associação internacional. Foto:Marcello Casal Jr/ABr
Nascimento
Morte
21 de maio de 2026 (76 anos)

Nacionalidadeitaliano
OcupaçãoJornalista, fundador do movimento Slow Food

Biografia

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Filho de uma agricultora de hortaliças e de um ferroviário,[2] estudou sociologia na Universidade de Trento e participou ativamente na vida política, sendo eleito vereador pelo Partido da Unidade Proletária em Bra. A partir de 1977, dedicou-se ao tema da gastronomia e do vinho nos principais jornais e revistas italianas, tendo participado ativamente na criação, com Stefano Bonilli, do Gambero Rosso, inicialmente um suplemento mensal do jornal. Nesse período, através da revista Arci, colaborou com o Clube Tenco e descobriu, em 1980, os Gêmeos Nete. Fundou a "Associação Livre e Benemérita de Amigos do Barolo", que se tornou Arcigola em julho de 1986, mantendo fortes laços com o Gambero Rosso e a revista La Gola.

Carlo foi uma das pessoas que encampou uma série de ações contra o fast-food, em especial contra o McDonald's quando este abriu uma lanchonete no centro histórico de Roma. Ele foi o criador de eventos importantes como o Cheese, o Salone del Gusto em Turim e a bienal "Terra Madre", que acontece em Turim simultaneamente ao Salone del Gusto. O Movimento Internacional Slow Food foi fundado em Bra, em 9 de dezembro de 1989. Ele editou o Guia de Vinhos do Mundo e também o Guia de Vinhos Italianos. Colaborou com publicações como l'Unità e La Stampa; a partir de 2007, foi colunista do jornal La Repubblica.

Ele esteve na vanguarda de uma batalha contra os OGM,[3][4] muitas vezes encontrando-se em desacordo com expoentes do mundo científico, a favor da pesquisa sobre Organismos Geneticamente Modificados e seu uso.[5]

Também criou a Universidade de Ciência Gastronômica, com unidades instaladas no Palazzo Ducale di Colorno, em Colorno, na região de Parma, e no Castello di Pollenzo, em Pollenzo, no Piemonte. Publicou vários livros e fundou a Editora Slow Food.

Petrini morreu a 21 de maio de 2026, aos 76 anos.[6]

Referências

  1. «Alimentos bons, limpos e justos. Entrevista com Carlo Petrini». ecodebate.com.br. Consultado em 22 de maio de 2026
  2. «Carlo Petrini». Consultado em 14 de abril de 2013. Arquivado do original em 15 de janeiro de 2016
  3. «Ogm - Perché dico dieci volte no ]» (em italiano). Fevereiro de 2018
  4. Carlo Petrini (11 de fevereiro de 2010). «Perchè dico NO dieci volte». L'Espresso. Consultado em 18 de novembro de 2022. Arquivado do original em 26 de outubro de 2020
  5. Veja: Rapporti, articoli scientifici e giornalistici che difendono l'uso degli OGM (Organismi Geneticamente Modificati) (em italiano) Arquivado em 2014-11-29 no Wayback Machine
  6. «E' morto Carlo Petrini, addio al fondatore di Slow Food: aveva 76 anni». ADN Kronos. 22 de maio de 2026. Consultado em 22 de maio de 2026

Bibliografia

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  • Slow Food: Princípios da Nova Gastronomia, Editora Senac SP, 2009, ISBN 9788573598872 (em português)
  • Slow Food Nation: Why Our Food Should Be Good, Clean, and Fair, Rizzoli, May 2007, ISBN 0847829456
  • Slow Food Revolution: A New Culture for Dining and Living in conversation with Gigi Padovani, Rizzoli , September 2006, ISBN 0847828735 (em inglês)
  • Slow Food: The Case for Taste (Arts & Traditions of the Table: Perspectives on Culinary History), Columbia University Press , April 2003, ISBN 0231128444 (em inglês)

Ligações externas

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