Campeonato Europeu de Futebol
O Campeonato Europeu de Futebol da UEFA,[1] menos formalmente designado Campeonato Europeu e informalmente conhecido como Euro ou Eurocopa,[2][3] é a principal competição de futebol organizada pela UEFA. A prova é disputada pelas seleções nacionais masculinas principais das associações membros e determina o campeão continental da Europa.[4][5] É o segundo torneio de futebol mais visto do mundo, depois do Campeonato do Mundo da FIFA. Originalmente, chamava-se Copa das Nações Europeias, tendo adotado a designação atual em 1968.
O Troféu Henri Delaunay, atribuído ao vencedor do Campeonato Europeu da UEFA | |||||||
| Dados gerais | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Organização | UEFA | ||||||
| Edições | 17 | ||||||
| Número de equipes | 24 | ||||||
| Sistema | Grupos e eliminatórias | ||||||
Dados históricos
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Ascensão e descenso
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Estatísticas
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Campeonato Europeu de Futebol da UEFA | |
| Competições | |
|---|---|
A competição realiza-se, em geral, de quatro em quatro anos, estando programada para os anos pares situados entre as edições do Campeonato do Mundo da FIFA. Alterna num ciclo de dois anos com a Liga das Nações da UEFA. Antes de entrarem no torneio, todas as seleções, com exceção das dos países anfitriões, que se qualificam automaticamente, disputam uma fase de qualificação. A partir da edição de 2020, o vencedor participa na Copa dos Campeões CONMEBOL–UEFA.
As dezassete edições do Campeonato Europeu foram conquistadas por dez seleções nacionais: a Espanha venceu quatro títulos; a Alemanha, três; a Itália e a França, dois cada; e a União Soviética, a Checoslováquia, os Países Baixos, a Dinamarca, a Grécia e Portugal venceram um título cada. Até à data, a Espanha é a única seleção que conquistou títulos consecutivos, tendo-o feito em 2008 e 2012.
História
editarInício (1960–1976)
editarAntes do aparecimento de uma verdadeira competição pan-europeia, já existiam torneios regionais para seleções nacionais. A partir de 1883, o British Home Championship foi uma competição anual disputada pelas quatro seleções nacionais do Reino Unido: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda. Até estas seleções participarem no Campeonato do Mundo da FIFA, em 1950, este foi o torneio internacional mais importante em que competiam. Do mesmo modo, entre 1927 e 1960, a Copa Internacional da Europa Central foi disputada por seis vezes. A competição reuniu as seleções nacionais da Áustria, Hungria, Itália, Checoslováquia, Suíça e Jugoslávia. A ideia de um torneio pan-europeu de futebol foi proposta pela primeira vez, em 1927, pelo secretário-geral da Federação Francesa de Futebol, Henri Delaunay, mas a competição só teve início em 1958, três anos após a morte de Delaunay.[6] Em sua homenagem, o troféu atribuído aos campeões recebeu o seu nome.[7] O torneio de 1960, realizado em França, contou com quatro equipas na fase final, entre as 17 que participaram na competição. Foi conquistado pela União Soviética, que derrotou a Jugoslávia por 2–1 numa final tensa, em Paris.[8] A Espanha retirou-se do seu encontro dos quartos de final contra a União Soviética devido a dois protestos políticos.[9] Entre as 17 equipas que participaram na fase de qualificação, destacaram-se as ausências da Inglaterra, dos Países Baixos, da Alemanha Ocidental e da Itália.[10]
A Espanha organizou o torneio seguinte, em 1964, no qual se registou um aumento do número de participantes na fase de qualificação, com 29 equipas inscritas;[11] a Alemanha Ocidental voltou a ser uma ausência notável, enquanto a Grécia se retirou após ter sido sorteada para defrontar a Albânia, país com o qual ainda se encontrava em guerra.[12] A seleção anfitriã derrotou a detentora do título, a União Soviética, por 2–1, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid.[13]
O formato da competição manteve-se inalterado no torneio de 1968, organizado e conquistado pela Itália.[14][15] Pela primeira e única vez, um encontro foi decidido por cara ou coroa — a meia-final entre a Itália e a União Soviética —,[16] enquanto a final teve de ser repetida, depois de o encontro contra a Jugoslávia ter terminado empatado por 1–1.[17] A Itália venceu o jogo de repetição por 2–0.[18] Um maior número de equipas participou nesta edição — 31 —, demonstrando a crescente popularidade da competição.[19]
A Bélgica organizou o torneio de 1972, conquistado pela Alemanha Ocidental, que derrotou a União Soviética por 3–0 na final, com golos de Gerd Müller, por duas vezes, e Herbert Wimmer, no Estádio de Heysel, em Bruxelas.[20] Este torneio constituiu uma antevisão do que viria a acontecer, uma vez que a seleção principal alemã incluía muitos dos jogadores fundamentais da equipa que venceria o Campeonato do Mundo da FIFA de 1974.[21][22]
O torneio de 1976, realizado na Jugoslávia, foi o último em que apenas quatro equipas participaram na fase final e também o último em que o país anfitrião foi escolhido entre as quatro equipas qualificadas. A Checoslováquia derrotou a Alemanha Ocidental no recém-introduzido desempate por grandes penalidades. Após sete remates convertidos com sucesso, Uli Hoeneß falhou, deixando o checoslovaco Antonín Panenka com a oportunidade de marcar e conquistar o torneio. Uma cavadinha "audaciosa",[23] descrito pela UEFA como "talvez a grande penalidade mais famosa de todos os tempos", garantiu a vitória, com a Checoslováquia a vencer por 5–3 no desempate por grandes penalidades.[24]
Expansão para 8 equipas (1980–1992)
editarA competição foi alargada para oito equipas no torneio de 1980, novamente organizado pela Itália. Passou a incluir uma fase de grupos, com os vencedores de cada grupo a disputarem a final e os segundos classificados a jogarem o encontro de atribuição do terceiro lugar.[25] A Alemanha Ocidental conquistou o seu segundo título europeu ao derrotar a Bélgica por 2–1, com dois golos de Horst Hrubesch no Estádio Olímpico, em Roma.[26] Horst Hrubesch marcou no início da primeira parte, antes de René Vandereycken empatar para a Bélgica através de uma grande penalidade na segunda parte. A dois minutos do fim, Hrubesch marcou de cabeça o golo da vitória da Alemanha Ocidental, após um pontapé de canto de Karl-Heinz Rummenigge.[27]
A França conquistou o seu primeiro título importante em casa, no torneio de 1984, com o seu capitão, Michel Platini, a marcar nove golos em apenas cinco jogos, incluindo o primeiro golo da final, na qual derrotou a Espanha por 2–0.[28][29] O formato também foi alterado, com as duas primeiras equipas de cada grupo a avançarem para as meias-finais, em vez de os vencedores de cada grupo passarem diretamente à final. O encontro de atribuição do terceiro lugar também foi abolido. As equipas derrotadas nas meias-finais passaram a receber a medalha de bronze.[30]

A Alemanha Ocidental organizou o Campeonato Europeu de Futebol de 1988, mas perdeu por 2–1 frente à seleção dos Países Baixos, sua rival tradicional, nas meias-finais, o que desencadeou grandes celebrações nos Países Baixos.[31][32] Os Países Baixos acabaram por vencer o torneio, numa repetição do seu primeiro jogo da fase de grupos, derrotando a União Soviética por 2–0 no Estádio Olímpico, em Munique.[33] Marco van Basten marcou o segundo golo, num remate de primeira por cima do guarda-redes, a partir da ala direita, que é frequentemente considerado um dos melhores golos alguma vez marcados.[34]
O Campeonato Europeu de Futebol de 1992 foi realizado na Suécia e conquistado pela Dinamarca, que tinha sido convidada a participar na fase final depois de as sanções das Nações Unidas terem impedido a participação da Jugoslávia, uma vez que alguns dos Estados que constituíam a República Socialista Federativa da Jugoslávia se encontravam em guerra entre si.[35][36] Os dinamarqueses derrotaram os detentores do título, os Países Baixos, nas grandes penalidades, nas meias-finais,[37] antes de derrotarem por 2–0 a Alemanha, campeã mundial em 1990.[38] Este foi o primeiro torneio em que participou uma Alemanha reunificada e também o primeiro grande torneio em que os nomes dos jogadores foram impressos nas costas das camisolas.
Expansão para 16 equipas (1996–2012)
editarA Inglaterra organizou o Campeonato Europeu de Futebol de 1996, o primeiro torneio a utilizar a designação "Euro [ano]", e que viu o número de equipas participantes duplicar para 16.[39] A seleção anfitriã, numa repetição da meia-final da Copa do Mundo de 1990, foi eliminada pela Alemanha no desempate por grandes penalidades.[40] A equipa-surpresa do torneio foi a recém-formada seleção da República Checa, que participava na sua primeira competição internacional após a dissolução da Checoslováquia e chegou à final depois de derrotar Portugal e França na fase a eliminar. A Alemanha venceu a final por 2–1, graças ao primeiro golo de ouro alguma vez marcado numa grande competição, apontado por Oliver Bierhoff cinco minutos após o início do prolongamento.[41][42] Este foi o primeiro título da Alemanha enquanto nação reunificada.
O Campeonato Europeu de Futebol de 2000 foi o primeiro torneio organizado conjuntamente por dois países, os Países Baixos e a Bélgica.[43] A França, então campeã mundial, era a favorita à vitória e correspondeu às expectativas ao derrotar a Itália por 2–1 após o prolongamento, depois de ter estado a perder por 1–0: Sylvain Wiltord empatou no último minuto do tempo regulamentar e David Trezeguet marcou o golo de ouro da vitória no prolongamento.[44]

Tal como na edição de 1992, o Campeonato Europeu de Futebol de 2004 proporcionou uma grande surpresa: a Grécia, que anteriormente apenas se tinha qualificado para um Campeonato do Mundo — a edição de 1994 — e um Campeonato Europeu — a edição de 1980 —, derrotou a anfitriã Portugal por 1–0 na final, depois de também a ter vencido no jogo de abertura. Um golo de Angelos Charisteas, aos 57 minutos, permitiu-lhe conquistar um torneio no qual era considerada uma das seleções com menos probabilidades de vencer.[45][46] No caminho para a final, os gregos também derrotaram a detentora do título, a França,[47] bem como a República Checa, através de um golo de prata,[48][49] regra que substituiu o anterior golo de ouro em 2003, antes de ser igualmente abolida pouco depois deste torneio.
O torneio de 2008, organizado pela Áustria e pela Suíça, marcou a segunda ocasião em que duas nações organizaram conjuntamente a competição e a primeira edição em que foi atribuído o novo troféu.[50] Teve início a 7 de junho e terminou a 29 de junho.[51] A final entre a Alemanha e a Espanha foi disputada no Ernst-Happel-Stadion, em Viena.[52] A Espanha derrotou a Alemanha por 1–0, com um golo de Fernando Torres aos 33 minutos, desencadeando grandes celebrações por todo o país.[53] Este foi o seu primeiro título desde o torneio de 1964. A Espanha foi a equipa com mais golos marcados, com um total de 12, e David Villa terminou como o melhor marcador, com quatro golos. Xavi foi eleito o melhor jogador do torneio e nove jogadores espanhóis foram escolhidos para a equipa do torneio.
O Campeonato Europeu de Futebol de 2012 foi organizado conjuntamente pela Polónia e pela Ucrânia.[54] A Espanha derrotou a Itália por 4–0 na final, tornando-se assim a primeira seleção a defender com sucesso um título do Campeonato Europeu e também a primeira equipa europeia a conquistar três grandes torneios consecutivos.[55] Ao marcar o terceiro golo da final, Torres tornou-se o primeiro jogador a marcar em duas finais do Campeonato Europeu. Terminou como melhor marcador do torneio em igualdade, com um total de três golos, juntamente com Mario Balotelli, Alan Dzagoev, Mario Gómez, Mario Mandžukić e Cristiano Ronaldo, apesar de ter sido utilizado apenas como suplente. O torneio também se destacou por ter registado o maior número de golos de cabeça numa edição do Campeonato Europeu — 26 dos 76 golos marcados —; por um golo anulado no jogo da fase de grupos entre a Inglaterra e a Ucrânia, que as repetições demonstraram ter ultrapassado a linha de golo e que levou o presidente da FIFA, Sepp Blatter, a escrever no Twitter: "A TLG (tecnologia da linha de golo) já não é uma alternativa, mas uma necessidade",[56] invertendo assim a sua prolongada relutância em adotar esta tecnologia; e por alguns episódios de violência entre adeptos nos jogos da fase de grupos.
Expansão para 24 equipas (2016–presente)
editarEm 2007, a Associação de Futebol da Irlanda e a Associação Escocesa de Futebol propuseram o alargamento do torneio, que foi posteriormente confirmado pelo Comité Executivo da UEFA, em setembro de 2008.[57][58] Das 54 associações-membro da UEFA, apenas três, incluindo as de Inglaterra e da Alemanha, se opuseram ao alargamento.[59] Em 28 de maio de 2010, a UEFA anunciou que o Campeonato Europeu de Futebol de 2016 seria organizado pela França. A candidatura francesa derrotou a da Turquia — por 7–6 na segunda volta da votação — e a da Itália, que recebeu o menor número de votos na primeira volta.[60] O Euro 2016 foi o primeiro a contar com 24 equipas na fase final.[61] Esta foi a terceira vez que a França organizou a competição. Portugal, que se qualificou para a fase a eliminar apesar de ter terminado em terceiro lugar no seu grupo, acabou por conquistar o campeonato ao derrotar a anfitriã e grande favorita França por 1–0 na final, graças a um golo de Éder aos 109 minutos. Cristiano Ronaldo, avançado português de renome mundial, saiu do encontro devido a lesão aos 25 minutos. Foi a primeira vez que Portugal conquistou uma grande competição.[62]
Para o torneio de 2020, foram apresentadas três candidaturas, incluindo uma candidatura da Turquia,[63] uma candidatura conjunta da República da Irlanda, Escócia e País de Gales,[64] e uma candidatura conjunta da Geórgia e do Azerbaijão.[65] Contudo, em dezembro de 2012, a UEFA anunciou que o torneio de 2020 seria realizado em várias cidades de diferentes países da Europa, com as meias-finais e a final a serem disputadas em Londres.[66][67] Os locais foram selecionados e anunciados pela UEFA em 19 de setembro de 2014.[68] No entanto, Bruxelas foi retirada da lista de cidades anfitriãs em 7 de dezembro de 2017, devido aos atrasos na construção do Eurostadium.[69] Em 17 de março de 2020, a UEFA anunciou que o Euro 2020 seria adiado por um ano devido à pandemia de COVID-19 na Europa, propondo que fosse realizado entre 11 de junho e 11 de julho de 2021. A competição foi adiada para reduzir a pressão sobre os serviços públicos dos países afetados e disponibilizar espaço no calendário para a conclusão das ligas nacionais que tinham sido suspensas.[70] Antes do Euro 2020, Dublin também foi retirada da lista de cidades anfitriãs devido à sua incapacidade de garantir a presença de espectadores no estádio, enquanto Bilbau foi substituída por Sevilha pelo mesmo motivo.[71][72] Na final, a Itália derrotou a Inglaterra, finalista pela primeira vez, por 3–2 no desempate por grandes penalidades, depois de o encontro ter terminado empatado por 1–1 após o prolongamento, conquistando assim o seu segundo Campeonato Europeu.[73]
O torneio de 2024 regressou ao seu ciclo habitual de quatro anos, depois de a edição de 2020 ter sido adiada para 2021 devido à pandemia. A Alemanha derrotou a Turquia na disputa pelos direitos de organização do torneio, assinalando a terceira vez que a competição seria realizada em território alemão.[74] A Espanha acabou por conquistar o torneio pela quarta vez, um recorde, depois de derrotar a Inglaterra por 2–1 na final.[75]
Troféu
editar
O Troféu Henri Delaunay, atribuído ao vencedor do Campeonato Europeu,[76] recebeu este nome em homenagem a Henri Delaunay, o primeiro secretário-geral da UEFA, que concebeu a ideia de um campeonato europeu, mas morreu cinco anos antes da realização do primeiro torneio, em 1960. O seu filho, Pierre, ficou responsável pela criação do troféu.[77] Desde o primeiro torneio, o troféu é atribuído à equipa vencedora, que o conserva durante quatro anos, até à edição seguinte. Na parte da frente, o troféu ostentava as inscrições Coupe d'Europe ("Taça Europeia"), Coupe Henri Delaunay ("Taça Henri Delaunay") e Championnat d'Europe ("Campeonato Europeu"), enquanto no verso figurava um rapaz a fazer malabarismos com uma bola.
Para o torneio de 2008, o Troféu Henri Delaunay foi remodelado e aumentado, uma vez que o antigo troféu era ofuscado por outros troféus da UEFA, como a nova Taça dos Clubes Campeões Europeus. O novo troféu, fabricado em prata de lei, pesa agora 8 quilogramas (18 lb) e tem 60 centimetros (24 in) de altura, sendo 2 quilogramas (4,4 lb) mais pesado e 18 centimetros (7,1 in) mais alto do que o anterior. O pedestal de mármore que servia de base foi removido. A nova base de prata do troféu teve de ser alargada para lhe conferir estabilidade. Os nomes dos países vencedores, que anteriormente apareciam em placas fixadas ao pedestal, estão agora gravados no verso do troféu,[78] por baixo da inscrição Coupe Henri Delaunay, e encontram-se escritos em inglês, em vez do francês utilizado no troféu anterior. Desde 2016, a figura do rapaz a fazer malabarismos com uma bola voltou a estar presente no verso do troféu.
Os jogadores e treinadores das equipas vencedora e vice-campeã recebem medalhas de ouro e de prata, respetivamente. Cada associação que participa na fase final do torneio recebe uma placa comemorativa. Cada uma das equipas derrotadas nas meias-finais, assim como cada uma das finalistas, recebe uma placa própria. Embora já não exista um encontro de atribuição do terceiro lugar, a UEFA decidiu, na edição de 2008, atribuir pela primeira vez medalhas de bronze às equipas derrotadas nas meias-finais — Turquia e Rússia —,[79] tendo feito o mesmo na edição de 2012, quando a Alemanha e Portugal receberam medalhas de bronze.[80] Contudo, a UEFA decidiu que, a partir da edição de 2016, as equipas derrotadas nas meias-finais deixariam de receber medalhas.[81] Anteriormente, as medalhas de bronze eram atribuídas aos vencedores do encontro de atribuição do terceiro lugar, realizado pela última vez em 1980.[82]
Resultados
editarPor edições
editar| Ano | Sede | Final | Semifinalistas | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Campeão | Placar(es) | Vice-campeão | 3.º lugar | Placar(es) | 4.º lugar | ||||
| 1960 Detalhes |
França |
União Soviética |
2 – 1 (pro) | Iugoslávia |
Checoslováquia |
2 – 0 | França | ||
| 1964 Detalhes |
Espanha |
Espanha |
2 – 1 | União Soviética |
Hungria |
3 – 1 (pro) | Dinamarca | ||
| 1968 Detalhes |
Itália |
Itália |
1 – 1 (pro) 2 – 0 |
Iugoslávia |
Inglaterra |
2 – 0 | União Soviética | ||
| 1972 Detalhes |
Bélgica |
Alemanha Ocidental |
3 – 0 | União Soviética |
Bélgica |
2 – 1 | Hungria | ||
| 1976 Detalhes |
Iugoslávia |
Checoslováquia |
2 – 2 (pro) 5 – 3 (pen) |
Alemanha Ocidental |
Países Baixos |
3 – 2 (pro) | Iugoslávia | ||
| 1980 Detalhes |
Itália |
Alemanha Ocidental |
2 – 1 | Bélgica |
Checoslováquia |
1 – 1 9 – 8 (pen) |
Itália | ||
Por seleções
editar| Seleções | Títulos | Vices | Semifinalistas |
|---|---|---|---|
| 4 (1964, 2008, 2012 e 2024) | 1 (1984) | 1 (2020) | |
| 3 (1972, 1980 e 1996) | 3 (1976, 1992 e 2008) | 3 (1988, 2012 e 2016) | |
| 2 (1968 e 2020) | 2 (2000 e 2012) | 2 (1980 e 1988) | |
| 2 (1984 e 2000) | 1 (2016) | 3 (1960, 1996 e 2024) | |
| 1 (1960) | 3 (1964, 1972 e 1988) | 2 (1968 e 2008) | |
| 1 (2016) | 1 (2004) | 3 (1984, 2000 e 2012) | |
| 1 (1976) | 1 (1996) | 3 (1960, 1980 e 2004) | |
| — | 2 (1960 e 1980) | ||
| 1 (1988) | — | 5 (1976, 1992, 2000, 2004 e 2024) | |
| 1 (1992) | — | 3 (1964, 1984 e 2020) | |
| 1 (2004) | — | — | |
| — | 2 (2020 e 2024) | 2 (1968 e 1996) | |
| — | 2 (1960 e 1968) | 1 (1976) | |
| — | 1 (1980) | 1 (1972) | |
| — | — | 2 (1964 e 1972) | |
| — | — | 1 (1992) | |
| — | — | 1 (2008) | |
| — | — | 1 (2016) |
Desempenho da equipa anfitriã
editar
| Ano | Anfitrião | Resultado |
|---|---|---|
| 1960 | 4º lugar | |
| 1964 | Campeã | |
| 1968 | Campeã | |
| 1972 | 3º lugar | |
| 1976 | 4º lugar | |
| 1980 | 4º lugar | |
| 1984 | Campeã | |
| 1988 | Semifinalista | |
| 1992 | Semifinalista | |
| 1996 | Semifinalista | |
| 2000 | Semifinalista 1ª fase | |
| 2004 | Vice-campeã | |
| 2008 | 1ª fase | |
| 2012 | 1ª fase | |
| 2016 | Vice-campeã | |
| 2024 | Quartos-de-final | |
Recordes individuais
editarTabela com os principais recordes da competição por jogadores.[86][87]
| Recorde | Jogador | Seleção | Total |
|---|---|---|---|
| Maior goleador | Cristiano Ronaldo | 14 | |
| Mais assistências | Cristiano Ronaldo | 9 | |
| Mais participações diretas em golos | Cristiano Ronaldo | 23 | |
| Maior goleador (incluindo qualificação) | Cristiano Ronaldo | 55 | |
| Maior goleador em edições | Cristiano Ronaldo | 2 | |
| Mais golos em uma única edição | Michel Platini | 9 | |
| Mais golos em fase de eliminação | Gerd Müller | 8 | |
| Mais golos em fase de eliminação numa única edição | Gerd Müller | 4 | |
| Mais hat-tricks | Michel Platini | 2 | |
| Mais edições disputadas | Cristiano Ronaldo | 6 | |
| Mais jogos disputados | Cristiano Ronaldo | 30 | |
| Mais vitórias | Cristiano Ronaldo | 14 | |
| Mais prémios de melhor jogador em campo (MOTM) | Cristiano Ronaldo | 6 | |
| Andrés Iniesta |
Maiores goleadores
editar| Pos. | Jogador | Seleção | Golos | Jogos | Média | Torneios |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Cristiano Ronaldo | 14 | 30 | 0,47 | 2004, 2008, 2012, 2016, 2020, 2024 | |
| 2 | Michel Platini | 9 | 5 | 1,89 | 1984 | |
| 3 | Alan Shearer | 7 | 9 | 0,78 | 1992, 1996, 2000 | |
| Antoine Griezmann | 10 | 0,70 | 2016, 2020, 2024 | |||
| 5 | Ruud van Nistelrooy | 6 | 8 | 0,75 | 2004, 2008 | |
| Patrick Kluivert | 9 | 0,67 | 1996, 2000 | |||
| Wayne Rooney | 10 | 0,60 | 2004, 2012, 2016 | |||
| Romelu Lukaku | 10 | 0,60 | 2016, 2020, 2024 | |||
| Álvaro Morata | 10 | 0,60 | 2016, 2020, 2024 | |||
| Thierry Henry | 11 | 0,55 | 2000, 2004, 2008 | |||
| Zlatan Ibrahimović | 13 | 0,46 | 2004, 2008, 2012, 2016 | |||
| Nuno Gomes | 14 | 0,43 | 2000, 2004, 2008 | |||
| 13 | Savo Milošević | 5 | 4 | 1,25 | 2000 | |
| Patrik Schick | 5 | 1 | 2020 | |||
| Marco van Basten | 9 | 0,56 | 1988, 1992 | |||
| Robert Lewandowski | 11 | 0,45 | 2012, 2016, 2020, 2024 | |||
| Milan Baroš | 11 | 0,45 | 2004, 2008, 2012 | |||
| Mario Gómez | 13 | 0,38 | 2008, 2012, 2016 | |||
| Jürgen Klinsmann | 13 | 0,38 | 1988, 1992, 1996 | |||
| Fernando Torres | 13 | 0,38 | 2004, 2008, 2012 | |||
| Zinedine Zidane | 14 | 0,36 | 1996, 2000, 2004 |
Jogadores que participaram em mais edições
editarMaior número de jogos disputados
editarEstatísticas gerais
editarTorneios
editar| Pos. | Seleção | Títulos | Vices | Semifinalista | Participações | Jogos | Vitórias | Empates | Derrotas | Sede |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 4 | 1 | 5 | 11 | 46 | 21 | 15 | 10 | 1 | |
| 2 | 3 | 3 | 9 | 13 | 53 | 27 | 13 | 13 | ||
| 3 | 2 | 2 | 6 | 10 | 44 | 17 | 6 | 2 | ||
| 4 | 1 | 5 | 43 | 12 | 10 | 3 | ||||
| 5 | 1 | 3 | 6 | 12 | 36 | 13 | 7 | 16 | 0 | |
| 6 | 1 | 5 | 10 | 15 | 14 | |||||
| 7 | 8 | 39 | 19 | 10 | 10 | 1 | ||||
| 8 | 0 | 10 | 20 | 8 | 11 | ½ | ||||
| 9 | 4 | 9 | 33 | 10 | 6 | 17 | 0 | |||
| 10 | 1 | 4 | 16 | 5 | 3 | 8 | ||||
| 11 | 0 | 2 | 3 | 5 | 14 | 3 | 2 | 9 | 1 | |
| 12 | 1 | 10 | 37 | 15 | 12 | 10 | ||||
| 13 | 2 | 6 | 22 | 11 | 2 | 9 | 1 + ½ | |||
| 14 | 0 | 3 | 11 | 2 | 4 | 5 | 0 | |||
| 15 | 1 | 7 | 20 | 5 | 6 | 9 | 1 | |||
| 16 | 5 | 18 | 4 | 2 | 12 | 0 | ||||
| 17 | 2 | 10 | 5 | 1 | 4 | |||||
| 18 | 0 | 6 | 22 | 9 | 6 | 7 | ||||
| 19 | 5 | 18 | 3 | 8 | ½ | |||||
| 20 | 16 | 1 | 5 | 10 | 0 | |||||
| 21 | 4 | 14 | 2 | 7 | 5 | ½ | ||||
| 22 | 3 | 10 | 3 | 0 | 7 | |||||
| 23 | 2 | 2 | 6 | 0 | ||||||
| 24 | ½ | |||||||||
| 25 | 9 | 5 | 0 | |||||||
| 26 | 2 | 7 | 1 | 4 | ||||||
| 27 | 6 | 1 | 4 | |||||||
| 28 | 1 | 5 | 2 | 2 | 1 | |||||
| 29 | 4 | 1 | 0 | 3 | ||||||
| 30 | 3 | 1 | 1 | |||||||
| 31 | 0 | 2 | ||||||||
| 32 | ||||||||||
| 33 | 0 | 2 | 1 | |||||||
| 34 | 1 | 2 | ||||||||
| 35 | 0 | 3 |
Maiores goleadas
editar| Data | Cidade | Mandante | Placar | Visitante |
|---|---|---|---|---|
| 25/06/2000 | Roterdão | 6 – 1 Relatório |
||
| 16/06/1984 | Nantes | 5 – 0 Relatório |
||
| 16/06/1984 | Lyon | 5 – 0 Relatório |
||
| 14/06/2004 | Lisboa | 5 – 0 Relatório |
||
| 23/06/2021 | Sevilha | 5 – 0 Relatório |
Ver também
editarNotas e referências
Notas
- ↑ A partir de 1984, não houve mais disputa pelo terceiro lugar. A colocação das seleções semifinalistas é ordenada de acordo com a campanha ao longo da competição.[83]
- ↑ Inicialmente previsto para 2020, o campeonato foi adiado para 2021 por conta da Pandemia de COVID-19, mas manteve o nome e a marca 2020.[84]
- ↑ Em celebração aos 60 anos da primeira edição do Campeonato Europeu de Futebol, a UEFA escolheu 11 cidades de países diferentes da Europa para a realização do torneio. As semifinais e a final, foram disputadas em Londres, na Inglaterra.[85]
- 1 2 A Alemanha herdou os resultados obtidos pela Alemanha Ocidental.
- 1 2 A Rússia herdou os resultados obtidos pela União Soviética.
- 1 2 3 4 A Chéquia e a Eslováquia herdaram os resultados obtidos pela Checoslováquia.
- 1 2 A Sérvia herdou os resultados obtidos pela Iugoslávia.
Referências
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