Ayub Khan

autobiógrafo, Raj Britânico
 Nota: Não confundir com Maomé Aiube Cã.

Mohammad Ayub Khan (14 de maio de 1907 próximo a Haripur[1][2]Islamabade, 19 de abril de 1974) foi presidente do Paquistão no período de 27 de outubro de 1958 a 25 de março de 1969.

Mohammad Ayub Khan
Mohammad Ayub Khan
Presidente do Paquistão
Período27 de outubro de 1958
25 de novembro de 1969
Antecessor(a)Iskander Mirza
Sucessor(a)Yahya Khan
Dados pessoais
Nascimento14 de maio de 1907
Haripur, Raj Britânico
Morte19 de abril de 1974 (66 anos)
Islamabad, Paquistão
PartidoLiga Muçulmana do Paquistão
ReligiãoIslão
Profissãomilitar e político

Khan estudou na Universidade Muçulmana de Aligarh e treinou no Colégio Militar Real de Sandhurst.[3] Ele lutou na Segunda Guerra Mundial ao lado dos britânicos contra o Exército Imperial Japonês. Após a Partição da Índia Britânica em agosto de 1947, juntou-se ao Exército do Paquistão e foi destacado para Bengala Oriental. Em 1951, tornou-se o primeiro comandante-em-chefe nativo, sucedendo ao General Douglas Gracey. De 1953 a 1958, serviu no governo civil como Ministro da Defesa e do Interior e apoiou a decisão do Presidente Iskandar Ali Mirza de impor a lei marcial contra o governo do primeiro-ministro Feroz Khan Noon em 7 de outubro de 1958. Três semanas depois, Ayub Khan assumiu a presidência num golpe militar, o primeiro na história do país.[3]

Como presidente, Khan nomeou o General Musa Khan para substituí-lo como Comandante-em-Chefe do Exército do Paquistão, que serviu como Chefe do Exército por oito anos sob o governo do Presidente Khan.[4][5] Ele alinhou o Paquistão com os Estados Unidos e permitiu o acesso estadunidense às bases aéreas dentro do Paquistão, principalmente à base aérea nos arredores de Peshawar, de onde foram lançadas missões de espionagem sobre a União Soviética. As relações com a vizinha China foram fortalecidas, mas seu alinhamento com os Estados Unidos piorou as relações com a União Soviética em 1962. Ele lançou a Operação Gibraltar contra a Índia em 1965, levando a uma guerra total. Isso resultou em um impasse e a paz foi restaurada por meio da Declaração de Tasquente. Internamente, Ayub adotou a política de laissez-faire das nações alinhadas ao Ocidente na época. Ayub Khan privatizou indústrias estatais e liberalizou a economia em geral. Grandes influxos de ajuda externa e investimento levaram à economia de crescimento mais rápido do Sul da Ásia. Seu mandato também foi marcado pela conclusão de usinas hidrelétricas, barragens e reservatórios. Sob o governo de Khan, o programa espacial do Paquistão foi estabelecido e o país lançou sua primeira missão espacial não tripulada em 1962. No entanto, o fracasso das reformas agrárias e um sistema tributário frágil fizeram com que a maior parte desse crescimento fosse parar nas mãos da elite. Em 1965, Khan entrou na corrida presidencial como candidato da Liga Muçulmana da Convenção para enfrentar a candidata da oposição, Fatima Jinnah. Khan venceu as eleições e foi reeleito para um segundo mandato. Em 1967, a insatisfação com o aumento dos preços dos alimentos provocou manifestações em todo o país, lideradas por Zulfikar Ali Bhutto. Após os protestos no Paquistão Oriental, Khan renunciou em 25 de março de 1969 e nomeou o General Yahya Khan como seu sucessor. Posteriormente, após uma breve doença, ele faleceu em 1974.[6]

Referências

Bibliografia

editar
  • Alves, Adalberto (2014). Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa. Lisboa: Leya. ISBN 9722721798 
Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) político(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.