Indústria automobilística

indústria envolvida com o projeto, fabricação e a venda de veículos automóveis.
(Redirecionado de Automotiva)

A indústria automobilística, indústria automotiva ou indústria de automóveis, é a indústria envolvida com o projeto, desenvolvimento, fabricação, publicidade e a venda de veículos automóveis. Em 2006, mais de 69 milhões de veículos, incluindo automóveis e veículos comerciais, foram produzidos no mundo.[1] Em 2006, mais de 16 milhões de automóveis foram vendidos nos Estados Unidos, mais de 15 milhões na Europa Ocidental e cerca de 7 milhões na China.[2] Em 2007 vem sendo observada uma estagnação nos mercados da América do Norte, da Europa e do Japão, enquanto ocorre um crescimento nos mercados da América do Sul, especialmente do Brasil, e da Ásia, na Coreia do Sul e na Índia.

Indústria automobilística

Linha de montagem
da Opel, na Polônia.
Características
Classificação Empresa
tipo de indústria Edit this on Wikidata
indústria manufatureira
vehicle industry
Data/Ano 1893
Fonte Grande Enciclopédia Soviética (1926—1947), Enciclopédia Soviética Armênia, vol. 1
Commons Automotive industry
Composto de Manufacture of parts and accessories for motor vehicles
manufacture of bodies (coachwork) for motor vehicles; manufacture of trailers and semi-trailers
manufacture of motor vehicles
Resulta em automóvel, veículo automóvel, camião, motocicleta
Parte de division in classification of productive activities Edit this on Wikidata
Diferente de vehicle construction, vehicle construction, vehicle industry, car industry
Faceta indústria de transporte Edit this on Wikidata
Especificações ténicas
[ Editar Wikidata ] [ Mídias no Commons ]
[ Categoria principal ] [ Editar infocaixa ]

A indústria automóvel produz automóveis para auxiliar no deslocamento e/ou transporte da população, de bens ou serviços. Atualmente os automóveis estão entre os bens de maior necessidade, expandindo sua relevância a diversos campos da natureza humana. O automóvel, hoje, representa para muitos um símbolo. Em teoria, as pessoas optam por veículos por necessidade. Porém, a industria automóvel já percebeu que os veículos poderiam ter maior ou menor procura em função de sua aparência. Um automóvel pode transmitir uma "ideia" de como o seu dono é, ou de como ele gostaria de ser.

Com o aumento da população mundial, a redução de custos de produção, a revolução dos materiais, e com técnicas de fabricação inovadoras, a frota de automóveis cresce a cada ano, um conjunto de problemas inimagináveis na época da criação do automóvel. A poluição, o barulho, os acidentes, os congestionamentos, são alguns dos problemas oriundos do número excessivo de automóveis nos centros urbanos.

Algumas cidades do mundo tentam controlar, ou simplesmente proíbem, o uso de veículos. Há diversas maneiras de limitar o uso dos automóveis nas grandes cidades. O fato é que as indústrias de automóveis não parecem se importar muito com o grande número de carros na Terra. Ao contrário, a disputa entre os fabricantes é acirrada. Os grandes fabricantes de automóveis, gastam milhões de dólares por ano, na tentativa de convencer o usuário final, isto é, a população, de que o seu "produto" é melhor.

A indústria automóvel, em geral, pesquisa e investe cada vez mais, elevando o nível a um custo somente suportado por grandes empresas e por nações realmente desenvolvidas e com um alto poder de compra.

Alguns fabricantes de veículos acabam por tornar-se uma espécie de representantes nacionais, como por exemplo a Ford é para os Estados Unidos, ou a Ferrari é para os italianos, entre outros. Há casos de grandes nações produtoras e consumidoras de veículos mas que não possuem um "representante". Este é o caso do Brasil, possui fabricantes diversos, exportam para todo o globo, contudo não tem uma marca internacionalmente expressiva.

História

editar
A fábrica de automóveis da Thomas B. Jeffery Company em Kenosha, Wisconsin, por volta de 1916
Sedãs Fiat 1800 e 2100 sendo montados em uma fábrica da Fiat em 1961

A indústria automobilística teve início na década de 1860, com centenas de fabricantes sendo pioneiros na carruagem sem cavalos. Inicialmente, a fabricação de automóveis envolvia a montagem manual por um trabalhador humano. O processo evoluiu de engenheiros trabalhando em um carro estacionário para um sistema de esteira transportadora, onde o veículo passava por várias estações de engenheiros mais especializados. Na década de 1960, equipamentos robóticos foram introduzidos e, atualmente, a maioria dos carros é montada principalmente por máquinas automatizadas.[3]

Por muitas décadas, os Estados Unidos lideraram a produção total de automóveis no mundo, com as "Três Grandes" americanas — General Motors, Ford Motor Company e Chrysler — sendo, por um tempo, as três maiores fabricantes de automóveis do mundo, e a G.M. e a Ford permanecendo como as duas maiores até meados dos anos 2000. Em 1929, antes da Grande Depressão, o mundo possuía 32.028.500 automóveis em uso, dos quais as empresas automobilísticas dos EUA produziam mais de 90%. Naquela época, os EUA tinham um carro para cada 4,87 pessoas.[4] Após 1945, os EUA eram responsáveis por cerca de três quartos da produção mundial de automóveis. Em 1980, os EUA foram superados pelo Japão e voltaram a ser líderes mundiais em 1994. O Japão superou por pouco os EUA em produção durante 2006 e 2007, e em 2008 também foi superado pela China, que em 2009 assumiu a primeira posição (do Japão) com 13,8 milhões de unidades, embora os EUA tenham superado o Japão em 2011, tornando-se a segunda maior indústria automobilística.

Em 2024, a China produziu mais de 31 milhões de veículos em um ano, após ultrapassar a marca de 30 milhões em 2023, atingindo 29 milhões pela primeira vez em 2017 e 28 milhões no ano anterior. Em 2024, a China produziu a maior quantidade de carros de passeio no mundo, seguida pelo Japão, Índia, Alemanha e Coreia do Sul. Isso foi alcançado por meio de empresas de automóveis chinesas assinando joint ventures com fabricantes estrangeiros.[5] De 1970 (140 modelos) a 1998 (260 modelos) e 2012 (684 modelos), o número de modelos de automóveis nos EUA cresceu quase duas vezes.[6]

Segurança

editar
Um Hyundai Tucson de 2010 usado para um crash test pelo Insurance Institute for Highway Safety

A segurança é um estado que implica estar protegido de qualquer risco, perigo, dano ou causa de ferimento. Na indústria automobilística, segurança significa que usuários, operadores ou fabricantes não enfrentam qualquer risco ou perigo proveniente do veículo motorizado ou de suas peças de reposição. A segurança para os próprios automóveis implica que não há risco de danos.

A segurança na indústria automobilística é particularmente importante e, portanto, altamente regulamentada. Automóveis e outros veículos motorizados devem cumprir um certo número de regulamentações, sejam locais ou internacionais, para serem aceitos no mercado. A norma ISO 26262 é considerada uma das melhores estruturas de prática para alcançar a segurança funcional automotiva.[7]

Em caso de problemas de segurança, perigo, defeito de produto,[8] ou procedimento falho durante a fabricação do veículo motorizado, o fabricante pode solicitar a devolução de um lote ou de toda a produção. Esse procedimento é chamado de recall. Os recalls de produtos ocorrem em todas as indústrias e podem estar relacionados à produção ou originar-se de matérias-primas.

Testes e inspeções de produtos e operações em diferentes estágios da cadeia de valor são realizados para evitar esses recalls, garantindo a segurança do usuário final e a conformidade com os requisitos da indústria automobilística. No entanto, a indústria automobilística ainda está particularmente preocupada com os recalls de produtos, que causam consequências financeiras consideráveis.

Impactos ambientais

editar
A participação dos caminhões (incluindo SUVs e picapes) na produção de veículos dos EUA triplicou desde 1975. Embora a eficiência de combustível tenha aumentado em cada categoria, a tendência geral para tipos de veículos menos eficientes compensou parte dos benefícios da maior economia de combustível e da redução das emissões de dióxido de carbono.[9] Sem a migração para os SUVs, o uso de energia por unidade de distância poderia ter caído 30% a mais do que caiu entre 2010 e 2022.[10]

A indústria automobilística global é uma grande consumidora de água. Algumas estimativas superam 39 000 litros de água por carro fabricado, dependendo de se a produção de pneus está incluída. Os processos de produção que utilizam um volume significativo de água incluem tratamento de superfície, pintura, revestimento, lavagem, resfriamento, ar-condicionado e caldeiras, sem contar a fabricação de componentes. As operações de pintura consomem quantidades especialmente grandes de água, pois os equipamentos que operam com produtos à base de água também devem ser limpos com água.[11]

Em 2022, a Gigafactory Berlin-Brandenburg da Tesla enfrentou desafios legais devido a secas e à queda nos níveis do lençol freático na região. O Ministro da Economia de Brandemburgo, Joerg Steinbach, afirmou que, embora o suprimento de água fosse suficiente durante a primeira etapa, mais seria necessário assim que a Tesla expandisse o local. A fábrica quase dobraria o consumo de água na área de Gruenheide, com 1,4 milhão de metros cúbicos sendo contratados das autoridades locais por ano — o suficiente para uma cidade de cerca de 40.000 pessoas. Steinbach disse que as autoridades gostariam de perfurar em busca de mais água no local e terceirizar qualquer fornecimento adicional, se necessário.[12]

A indústria automobilística no Brasil

editar
Logotipos da FNM:
Primeira FNM
(Fábrica Nacional de Motores)

A indústria automóvel brasileira contou com uma produção de quase 3 milhões de veículos em 2007. No Brasil encontram-se instalados os maiores fabricantes mundiais, como Toyota, Ford, GM (Chevrolet), Volkswagen, Fiat, Mitsubishi, Peugeot, Citroën, Mercedes-Benz, Renault, Honda, etc., e também alguns fabricantes nacionais emergentes, como a Marcopolo, Agrale, Randon, dentre outros.

Em 1942, durante a Era Vargas, foi criada a FNM (Fábrica Nacional de Motores) popularmente conhecida como "Fenemê".[13] Focada inicialmente na produção de motores aeronáuticos, a partir de 1949 a FNM passou a fabricar também caminhões e automóveis.[14]

De volta ao Governo em 1951, Getúlio Vargas encomenda ao Capitão Lúcio Meira, sub-chefe da Casa Militar, um estudo sobre a viabilidade de implantar um indústria automobilística nacional.

A então Comissão de Desenvolvimento Industrial (CDI) criada em 1951 decide partir para o exterior em busca de apoio de fabricantes estrangeiros. Em troca de isenções fiscais e garantia de remessas de lucro às matrizes, Lúcio Meira, Luís Dumont Villares, Humberto Monteiro, Jorge Resende, Alberto Pereira de Castro e Eros Orosco tem a missão de convencer os grandes fabricantes a investirem no Brasil.

Em 1952 o governo cria dentro da CDI a "Subcomissão de Jipes, Tratores, Caminhões e Automóveis", presidida por Lúcio Meira. De seus estudos resultam o Aviso 288 (agosto de 1952) da Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil (CEXIM), que limita a concessão de licenças para a importação de auto-peças que já produzidas no país e o Aviso 311 (abril de 1953) vetando a importação de veículos completos e montados.

Para mostrar aos empresários do setor automotivo as diversas auto-peças nacionais, é lançada no Aeroporto Santos Dumont, RJ em 20 de janeiro de 1953 a I Mostra da Indústria Nacional de Auto-Peças. São 145 estandes - 103 de São Paulo, 24 do Rio de Janeiro, 17 do Rio Grande do Sul e 1 de Minas Gerais - que expõe 106 componentes como baterias, pneus, bancos, anéis de pistão, entre outros.

Quem chega primeiro é a Volkswagen, em abril de 1953, inaugurando sua fábrica no bairro do Ipiranga, em São Paulo/SP. Em Julho de 1955 transforma-se em Sociedade Anônima (Volkswagen do Brasil S.A.) com 80% de capital alemão e 20% do grupo Monteiro Aranha. No final do ano muda-se para um prédio próprio no km 23,5 da Via Anchieta em São Bernardo do Campo/SP.

A segunda empresa a vir para o Brasil é a alemã Mercedes Benz, que na verdade foi a primeira a assinar um contrato com a CDI, mas só iniciou a construção da sua fábrica em outubro de 1953, no km 15 da Via Anchieta.

No mesmo mês o Congresso aprova a Lei 2004, criando a Petrobras, empresa responsável pela pesquisa, lavra, refinação, comércio e transporte de petróleo pelo país (ver: O petróleo é nosso).

Em 1954 Vargas cria a Comissão Executiva da Indústria de Material Automobilístico (CEIMA) para disciplinar e promover a fabricação de automóveis segundo um plano de nacionalização progressiva. A comissão não chega a ser instalada por força da trágica morte de Vargas. Enquanto o Brasil se engaja nas eleições, vinte projetos alemães, franceses e americanos aguardam nas gavetas. Os futuros fabricantes de veículos desligam-se do Sindicato da Indústria de Construção e Montagem do Estado de São Paulo para fundar uma entidade própria, a Associação Profissional dos Fabricantes de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares do Estado de São Paulo. A fase de montagem está superada, agora é ultimar os planos de fabricação.

Em 21 de dezembro de 1955, o novo presidente eleito Juscelino Kubitschek inaugura a fundição de motores diesel da Mercedes Benz (Sofunge).

Os anos de 1953 a 1956 tiveram poucos veículos montados, a maioria veículos comerciais, como caminhões e ônibus. Quando JK toma posse em 1956 a General Motors estava produzindo 140 veículos por mês embora sua linha de montagem permitisse 200 veículos por dia, num único turno! A Ford estava preparada para fabricar 125 veículos por dia e produzia apenas 10 por mês. Algumas montadoras interromperam sua produção, como a Varam Motors (carros e caminhões Fiat e Nash) e a Brasmotor/Brastemp [15] que desistira dos automóveis Chrysler do Brasil e dos caminhões Dodge, DeSoto e Fargo, a espera de dias melhores.

Em 15 de maio de 1956, é criada a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que absorve o sindicato específico da categoria.

Em 16 de junho de 1956 é criado o GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística) reúne empresas fabricantes de autoveículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus/autocarros) e máquinas agrícolas automotrizes (tratores de rodas e de lagartas, cultivadores motorizados, colheitadeiras e retroescavadeiras) com instalações industriais no Brasil ou em vias de iniciar a produção.

Em 2018 a FNM ressurgiu, agora com sua sigla significando Fábrica Nacional de Mobilidade, dedicada a fabricação de veículos elétricos (caminhões).[13]

Atualmente, 89,7 milhões de veículos são produzidos no mundo, sendo 3,1 milhões destes fabricados no Brasil. São calculadas em média 5 533 concessionárias e 31 fabricantes automotivos entre estados brasileiros, que, em seu todo, posicionam o Brasil como o 8º maior produtor de veículos no mundo.[carece de fontes?]

Mercado

editar

Em 2018 foram registados 2 566 433[16] veículos 2 099 611 no Brasil, dos quais [16] foram de passageiros, 375 754[16] comerciais ligeiros, 75 987[16] caminhões e 15 081[16] ônibus/autocarros. As exportações foram de 629 175[16] veículos e a produção de 2 880 724[16] veículos.

Galeria

editar
Trabalhadores da Ford em 1913. Inspeção de um Fusca da Volkswagen. Automóvel no processo
de montagem.
Líderes das principais empresas de
construção automóvel com a chanceler
alemã Angela Merkel na Nationale
Plattform Elektromobilität
2013 em
Berlim. Da direita para a esquerda:
Neumann (Opel), Varin (ex-PSA),
Zetsche (Daimler), Wan Gang (China)

Produção mundial

editar
Maiores produtores de veículos do mundo em 2019, em milhões de unidades por ano
1. China25,72
2. Estados Unidos10,88
3. Japão9,68
4. Alemanha4,66
5. Índia4,51
6. México3,98
7.Coreia do Sul Coreia do Sul3,95
8. Brasil2,94
9. Espanha2,82
10. França2,20
11. Tailândia2,01
12. Canadá1,91
13. Rússia1,71
14. Turquia1,46
15. Chéquia1,43
16. Reino Unido1,38
17. Indonésia1,28
18. Eslováquia1,10
19. Itália0,91
20.Irã Irão0,82

Fontes: OICA .

Os 10 maiores (2016–2020)

editar

Estes foram os dez maiores fabricantes por volume de produção em 2017,[17] dos quais os oito maiores ocupavam as oito primeiras posições desde a aquisição da Chrysler pela Fiat em 2013 (embora o Grupo PSA estivesse entre os oito maiores de 1999 a 2012) e os cinco maiores mantinham as cinco primeiras posições desde 2007, de acordo com a OICA, que, no entanto, parou de publicar estatísticas de produção de veículos motorizados por fabricante após 2017. Todos os dez permaneceram como as dez maiores montadoras em vendas até a fusão entre a Fiat-Chrysler e o Grupo PSA no início de 2021; apenas a Renault caiu para o 11º lugar em 2022, ao ser superada pela BMW (que se tornou a 10ª maior em 2021) e pela Chang'an.[18]

Posição[a]GrupoPaísVeículos
produzidos (2017)[17]
Veículos vendidos
(2018)
Veículos vendidos
(2019)[19]
1ToyotaJapão10.466.05110.521.13410.741.556
2Volkswagen GroupAlemanha10.382.33410.831.23210.975.352
3General Motors
(exceto SAIC-GM-Wuling)[b]
Estados Unidos9.027.658
(6.856.880)
8.787.2337.724.163
4HyundaiCoreia do Sul7.218.3917.437.2097.189.893
5FordEstados Unidos6.386.8185.734.2175.385.972
6NissanJapão5.769.2775.653.7435.176.211
7HondaJapão5.235.8425.265.8925.323.319
8Fiat-Chrysler
(agora parte da Stellantis)
Itália /
Estados Unidos
4.600.8474.841.3664.612.673
9RenaultFrança4.153.5893.883.9873.749.815
10Grupo PSA
(agora parte da Stellantis)
França3.649.7424.126.3493.479.152

Os 20 maiores (2012–2013)

editar

Estes foram os vinte maiores fabricantes por volume de produção em 2012 e 2013, ou os 21 maiores em 2011 (antes da fusão entre a Fiat e a Chrysler), dos quais os quatorze maiores em 2011 ocupavam as 14 primeiras posições em 2010, 2008 e 2007 (exceto em 2009, quando a Changan e a Mazda rebaixaram temporariamente a Chrysler para o 16º lugar). Os dezoito maiores em 2013 permaneceram entre os 20 maiores até 2017, exceto a Mitsubishi, que saiu do top 20 em 2016, enquanto a Geely saiu do top 20 em 2014 e 2015, mas retornou em 2016.

Posição[c]GrupoPaísVeículos
produzidos (2013)[20]
Veículos
produzidos (2012)[21]
Veículos
produzidos (2011)[22]
1ToyotaJapão10.324.99510.104.4248.050.181 
2General MotorsEstados Unidos9.628.9129.285.4259.031.670
3Volkswagen GroupAlemanha9.379.2299.254.7428.525.573
4HyundaiCoreia do Sul7.233.0807.126.4136.616.858
5FordEstados Unidos6.077.1265.595.4835.516.931
6NissanJapão4.950.9244.889.3794.631.673
7Fiat / FCAItália4.681.7044.498.722[d]2.336.954
8HondaJapão4.298.3904.110.8572.909.016
9PSA Peugeot CitroënFrança2.833.7812.911.7643.582.410
10SuzukiJapão2.842.1332.893.6022.725.899
11RenaultFrança2.704.6752.676.2262.825.089 
12DaimlerAlemanha1.781.5072.195.1522.137.067
 ChryslerEstados Unidosparte da FCAparte da FCA1.999.017
13BMWAlemanha2.006.3662.065.4771.738.160
14SAICChina1.992.2501.783.5481.478.502
15TataÍndia1.062.6541.241.2391.197.192
16MazdaJapão1.264.1731.189.2831.165.591
17DongfengChina1.238.9481.137.9501.108.949
18MitsubishiJapão1.229.4411.109.7311.140.282
19ChanganChina1.109.8891.063.7211.167.208
20GeelyChina969.896922.906897.107

Relações entre empresas

editar

Participações acionárias

editar

As tabelas a seguir listam fabricantes de automóveis que possuem participações em outras montadoras:

Entidade detida Participação (%) Direitos de voto (%) Proprietário da participação Referência
Perodua 25 Daihatsu [23]
Daimler Truck 30,01 Mercedes-Benz Group
6,49 BAIC Group
Fuso 89,29 Daimler Truck
BAIC Group 12 Mercedes-Benz Group [24]
Mercedes-Benz Group 5 BAIC Group
9,69 Geely Holding Group [25]
Grupo PSA 12,23 19,94 Dongfeng Motor
Haima Automobile 49 FAW Group
FCA Srbija 67 Stellantis
Tofaş 37,8 FCA
37,8 Koç Holding
Zastava Trucks 54 Fiat Automobili Srbija
46 Fiat Industrial
King Long 15 Fujian Motors Group
London EV Company 23 Geely Automobile
Proton Holdings 49,9 Geely Automobile [26]
Lotus Cars 51 Geely Automobile
Volvo 8,3 15,9 Geely Holding Group
Industries Mécaniques Maghrébines 20 General Motors
10 Isuzu
New Flyer Industries 19 Marcopolo
Nissan Shatai 43 Nissan
Volkswagen Group 53,3 Porsche SE
AvtoVAZ 32,39 Rostec
67,61 Instituto Central de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis e Motores
Renault Korea 52,8 Renault
Pars Khodro 51 SAIPA
Jaguar Land Rover 100 Tata Motors
Daihatsu 100 Toyota
Hino 100 Toyota
Isuzu 4,6 Toyota
Mazda 5,05 Toyota [27]
Subaru Corporation 16,7 Toyota
Suzuki 4,94 Toyota [28]
Toyota 0,25 Mazda
0,2 Suzuki [28]
Grupo Audi 99,55 Volkswagen Group
Scania 37,73 68,6
MAN SE 53,7 55,9
Tatra 19 Paccar
Zhejiang Jonway 51 ZAP
Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi
Entidade detida Participação (%) Direitos de voto (%) Proprietário da participação Controladora Referência
Nissan 43,4 Renault [29][30]
Renault 15 Nissan
Mitsubishi Motors 24 Nissan [31][32]

O Mercedes-Benz Group deteve uma participação combinada de 6,2% na Aliança Renault–Nissan–Mitsubishi, e a Aliança também deteve uma participação combinada de 6,2% no Mercedes-Benz Group até 2021.[33]

Empreendimentos conjuntos (Joint ventures)

editar
Nome Participação (%) Proprietários Referência
Blue Diamond Truck 50 Ford
50 International Motors
Ford Sollers 50 Ford
50 Sollers JSC
Ford Otosan 50 Ford
50 Koç Holding
Ford Lio Ho 70 Ford
30 Grupo Lio Ho
GM Uzbekistan 25 General Motors
75 UzAvtosanoat
GM-AvtoVAZ 41,61 GM
41,61 AvtoVAZ
16,76 BERD
Hyundai Assan Otomotiv 70 Hyundai Motor Company
30 Kibar Holding
Anadolu Isuzu 50 Isuzu
50 Grupo Anadolu
Isuzu Truck South Africa 50 Isuzu
50 General Motors
Sollers-Isuzu 29 Isuzu
66 Sollers JSC
5 Imperial Sojitz
Mahindra Trucks and Buses Limited 51 Mahindra & Mahindra
49 International Motors
MAN Auto-Uzbekistan 49 MAN SE
51 UzAvtosanoat
PSA AVTEC Powertrain Pvt. Ltd. 50 PSA
50 Grupo CK Birla (AVTEC)
Tata Marcopolo 51 Tata Motors
49 Marcopolo
VE Commercial Vehicles 50 Volvo
50 Eicher Motors

Até 2022, a China exigia que as empresas automotivas estrangeiras formassem empreendimentos conjuntos para acessar seu mercado.[34] Essa política levou à melhoria da qualidade em toda a indústria.

Nome Participação (%) Proprietários Referência
Fujian Benz FMG
Beijing Automotive Group
China Motor
Mercedes-Benz Group
Soueast 50 FMG
25 China Motor
25 Mitsubishi Motors
Beijing Benz 50 Beijing Automotive Group
50 Mercedes-Benz Group
Beijing Foton Daimler Automobile Beijing Automotive Group
Mercedes-Benz Group
Beijing Hyundai 50 Beijing Automotive Group
50 Hyundai
BMW Brilliance 50 BMW
40,5 Brilliance
9,5 Governo municipal de Shenyang
Changan PSA 50 Changan Automobile
50 Grupo PSA
Changan Suzuki 50 Changan Automobile
50 Suzuki
Changan Mazda 50 Changan Automobile
50 Mazda
Changan Ford 50 Changan Automobile
50 Ford
Chery Jaguar Land Rover 50 Chery [35]
50 Jaguar Land Rover
Qoros 50 Chery
50 Israel Corporation
Dongfeng Motor Company 50 Dongfeng Motor Corporation
50 Nissan
Denza 50 Mercedes-Benz Group
50 BYD Auto
smart Automobile 50 Mercedes-Benz Group [36]
50 Geely Holding Group
Dongfeng Peugeot-Citroën 50 Dongfeng Motor
50 Stellantis
Dongfeng Honda 50 Dongfeng Motor
50 Honda
Dongfeng Renault 50 Dongfeng Motor
50 Renault
FAW-GM 50 FAW Group
50 General Motors
FAW-Volkswagen 50 FAW Group
50 Volkswagen Group
Sichuan FAW Toyota Motor 50 FAW Group
50 Toyota
SAIC-GM General Motors
SAIC Motor
SAIC-GM-Wuling General Motors
SAIC Motor
Wuling Motors

Dissolvidos

editar
Nome Participação (%) Proprietários Referência
Dongfeng Nissan-Diesel Dongfeng Motor
Volvo
Toyota Peugeot Citroën Automobile Czech 50 PSA
50 Toyota

Ver também

editar
  1. Em 2017
  2. A OICA lista a SAIC-GM-Wuling combinada com a G.M. até 2014, mas separadamente a partir de 2015. Incluindo a SAIC-GM-Wuling, a G.M. ainda seria maior que a Hyundai até 2020.
  3. Em 2012
  4. A Fiat adquiriu a Chrysler em 2012. Contudo, a Fiat e a Chrysler ainda foram listadas separadamente pela OICA em 2012, e combinadas apenas a partir de 2013. Separadamente, a produção da Fiat foi de 2.127.295 e a da Chrysler de 2.371.427.

Referências

  1. «World Motor Vehicle Production by Country: 2005 - 2006» (PDF). OICA. Consultado em 20 de novembro de 2007. Arquivado do original (PDF) em 7 de agosto de 2007
  2. «China car sale»
  3. Jarvis, Alice-Azania (24 de setembro de 2010). «The Timeline: Car manufacturing». The Independent. Consultado em 19 de abril de 2024
  4. «U.S. Makes Ninety Percent of World's Automobiles». Popular Science. 115 (5). Novembro de 1929. p. 84. Consultado em 6 de agosto de 2013
  5. «China car production by type 2024». Statista (em inglês). Consultado em 15 de maio de 2025
  6. Aichner, Thomas; Coletti, Paolo (2013). «Customers' online shopping preferences in mass customization». Journal of Direct, Data and Digital Marketing Practice. 15 (1): 20–35. doi:10.1057/dddmp.2013.34Acessível livremente
  7. «ISO 26262-10:2012 Road vehicles -- Functional safety -- Part 10: Guideline on ISO 26262». International Organization for Standardization. Consultado em 25 de março de 2014
  8. Machado, Miguel Araújo; Rosado, Luís Filipe Soldado Granadeiro; Mendes, Nuno Alberto Marques; Miranda, Rosa Maria Mendes; dos Santos, Telmo Jorge Gomes (janeiro de 2022). «New directions for inline inspection of automobile laser welds using non-destructive testing». The International Journal of Advanced Manufacturing Technology (em inglês). 118 (3–4): 1183–1195. ISSN 0268-3768. doi:10.1007/s00170-021-08007-0Acessível livremente. hdl:10362/126077Acessível livremente
  9. «Highlights of the Automotive Trends Report». EPA.gov. 12 de dezembro de 2022
  10. Cazzola, Pierpaolo; Paoli, Leonardo; Teter, Jacob (Novembro de 2023). «Trends in the Global Vehicle Fleet 2023 / Managing the SUV Shift and the EV Transition» (PDF). p. 3
  11. Isaiah, David (6 de outubro de 2014). «Water, water, everywhere in vehicle manufacturing». Automotive World
  12. Raymunt, Monica; Wilkes, William (22 de fevereiro de 2022). «Elon Musk Laughed at the Idea of Tesla Using Too Much Water. Now It's a Real Problem». bloomberg.com (em inglês)
  13. 1 2 3 Pereira, Luiz Humberto Monteiro (22 de julho de 2020). «Caminhões da marca FNM ressurgem em versão elétrica». Correio do Estado. Consultado em 4 de julho de 2023
  14. «Conheça a história dos caminhões Fenemê: Os Primeiros Do Brasil!». AVEP Brasil. 15 de outubro de 2018. Consultado em 4 de julho de 2023
  15. «As primeiras montadoras de automóveis de São Bernardo do Campo». saobernardo.sp.gov.br. Consultado em 4 de julho de 2023
  16. 1 2 3 4 5 6 7 «Brazil - Flash report, Sales volume, 2018 - MarkLines Automotive Industry Portal». www.marklines.com. Consultado em 24 de junho de 2019
  17. 1 2 «World Motor Vehicle Production: World Ranking of Manufacturers, Year 2017» (PDF). OICA. Consultado em 5 de maio de 2019
  18. «Top 15 Automakers in the World | Car Sales Rank Worldwide». F&I Tools (em inglês). Consultado em 23 de fevereiro de 2026
  19. «2020 Worldwide Car Sales by Manufacturer». F&I Tools USA. 2022. Consultado em 4 de janeiro de 2024
  20. «World Ranking of Manufacturers Year 2013» (PDF). OICA. Consultado em 13 de agosto de 2024
  21. «World Ranking of Manufacturers Year 2012» (PDF). OICA. Consultado em 13 de agosto de 2024
  22. «World Ranking of Manufacturers Year 2011» (PDF). OICA. Consultado em 13 de agosto de 2024
  23. «Perusahaan Ootmobil Kedua» (em malaio). Malásia. 17 de janeiro de 2017
  24. Sun, Edward (23 de julho de 2019). «China's BAIC buys 5% Mercedes-Benz Group stake to cement alliance». Reuters. EUA. Consultado em 5 de dezembro de 2020
  25. «Mercedes and Geely joint ownership of Smart». Auto Express. Consultado em 5 de dezembro de 2020
  26. «China's Geely to Acquire Stake in Malaysian Carmaker Proton». Bloomberg.com. 23 de maio de 2017. Consultado em 28 de junho de 2017
  27. «Toyota buys stake in Mazda, joint US factory, EV development planned». CarAdvice.com. Consultado em 23 de fevereiro de 2026
  28. 1 2 «Toyota pulls Suzuki firmly into its orbit through stake deal». Reuters. 28 de agosto de 2019. Consultado em 11 de fevereiro de 2020
  29. «Nissan, Renault move toward alliance rejig». Euronews. 30 de janeiro de 2023. Consultado em 4 de maio de 2025
  30. «Renault Group and Nissan announce the completion of their agreements» (Nota de imprensa). 8 de novembro de 2023. Consultado em 4 de maio de 2025
  31. «Nissan to take 34% stake in Mitsubishi Motors». BBC News. 12 de maio de 2016. Consultado em 1 de julho de 2016
  32. Fitzgerald, Jack (8 de novembro de 2024). «Mitsubishi Buys Large Percentage of Shares Back from Nissan». EUA. Consultado em 4 de maio de 2025
  33. «Mercedes-Benz Offloads Its Entire Renault Stake». Auto Evolution. 12 de novembro de 2021. Consultado em 23 de dezembro de 2024
  34. Heng (22 de novembro de 2024). «The world's auto giants will need to partner with Chinese companies to survive in China». CNBC. Consultado em 24 de fevereiro de 2026
  35. «Corporate Introduction». Chery Jaguar Land Rover. Consultado em 5 de dezembro de 2020
  36. «Mercedes-Benz and Geely Holding have formally established its global joint venture "smart Automobile Co., Ltd."» (Nota de imprensa). Consultado em 5 de dezembro de 2020