Abstract
Resumo: A filosofia tradicional chinesa tem, convencionalmente, visto as emoções como uma barreira para a acuidade moral, enquanto o controle e a racionalidade têm sido os pilares. Este artigo argumenta contra essa escola de pensamento e sintetiza a ética tradicional chinesa com alguns trabalhos psicológicos de última geração, nos quais as emoções aparecem como o ponto central do julgamento moral. Mais especificamente, o que ele discute é o papel das emoções, como empatia e culpa, na tomada de decisões morais. Com base nas pesquisas mais recentes em psicologia, este texto argumenta que, se as emoções forem bem gerenciadas, elas contribuirão positivamente para o raciocínio moral e o comportamento ético. Combinando princípios de regulação emocional da ética chinesa e estruturas psicológicas contemporâneas, essa abordagem reaviva o argumento filosófico clássico e, ao mesmo tempo, fornece importantes percepções culturais para a teoria ética moderna e a psicologia moral.