Abstract
Resumo: Diante do duplo impasse atual de “carnaval tecnológico” e “experiência superficial”, enfrentado pelos espaços de turismo cultural imersivo, este estudo propõe as seguintes contramedidas e sugestões: toma a “Unidade Corpo-Ambiente” como uma importante perspectiva ontológica e se centra nela, para realizar uma reconstrução profunda. Construindo um modelo analítico quadridimensional de “corporeidade-ambientalidade-interpenetrabilidade-criatividade”, isto serve tanto como complemento ao desprezo pela corporificação na teoria crítica espacial ocidental quanto como tradução desse conceito para aplicação prática. Este texto insiste, consistentemente, na reflexão teórica sobre a “Unidade Corpo-Ambiente”, permanecendo vigilante contra seus riscos de romantização ou assimilação pelo capital. Finalmente, este trabalho argumenta que o design espacial deve ser uma “habitação existencial” que transcende o espetáculo tecnológico - uma fusão profunda entre humanidade e natureza.