Pólemos 13 (28):84-115 (
2024)
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Abstract
Neste artigo, busco compreender a relação entre o conceito de humanidade, cunhado por discursos modernos e coloniais, e a ideia de monstruosidade, compreendida, aqui, como seu antagonismo. As figuras do monstro e do humano, tal qual da besta e do soberano ou do Outro e do Sujeito, existem em cenários de distribuição de violências, em que a morte do monstro/besta/Outro reitera a dominância do humano/soberano/Sujeito. Todavia, não é somente a morte do monstro que compõe esta dinâmica, como também, e talvez principalmente, o desejo do humano em direção ao monstro. Tendo como aporte autores que dialogam com as temáticas do corpo, da violência e da sexualidade, procuro investigar a relação entre a morte e o desejo, a violência e o gozo, no que diz respeito ao contraste simbólico e orgânico entre aqueles que se nomeiam humanos e aqueles nomeados enquanto monstros. Há gozo na violência?