Abstract
O presente artigo aborda um acontecimento recente ao redor de um problema babélico e, por conseguinte, literário, com o intuito de esclarecer os limites e os poderes da tradução. Não apenas é sabido que a responsabilidade de um tradutor está ligada a critérios empregados em escolhas atinentes às palavras, respeitando ou não a plurívoca matiz de seus significados e, detrás disso, seu sentido, mas, também, o tradutor escolhe, ao traduzir, aquilo que não deve ser traduzido, aquilo que, em determinados contextos, só é dito mantendo-se à distância.