Abstract
O que se pretende tratar no escopo deste artigo é uma reflexão breve sobre o autoritarismo e patriarcalismo frente às questões levantadas como fenômeno político, social e econômico que afeta fortemente o modo de ser da sociedade, principalmente no que implica em seus desdobramentos a luta incansável pela questão de gênero em seu pleno exercício de direitos e deveres tanto na esfera privada, quanto na esfera pública. Para tanto, o texto se divide em duas partes: primeiro, volta-se ao autoritarismo no Brasil enraizado sob o poder senhorial hierárquico de obediência servil que cria através do biopoder, uma sociedade frágil, desigual e excludente aos corpos mais vulneráveis e, segundo, ressalta-se a importância da questão de gênero e a emancipação no século XIX, trazendo como pioneira desta luta, a forte voz de expressão política e social, Nísia Floresta (1810-1885), a precursora do feminismo brasileiro contra toda forma autoritária de poder sobre as mulheres.