Abstract
O presente texto busca abordar, a partir da obra Capitalismo e Esquizofrenia, o problema do regime de violência historicamente específico do capital como relação social. Desde O Anti-Édipo, Deleuze e Guattari se esforçam para tematizar as relações sociais não só em suas especificidades, mas em suas diferenças de natureza. Apreender a forma das relações sociais em suas especificidades históricas implica, assim, apreender diferentes regimes de violências a partir dos quais tais relações sociais se estruturam e se reproduzem. No caso do capitalismo, trata-se de apreendermos qual é o regime de violência específico da forma-dinheiro como relação social. Nesse sentido, se torna necessário não só analisarmos a relação entre forma-monetária e produção, relação pela qual o dinheiro enquanto capital empreende seu processo de objetivação, produzindo a realidade sobre a qual se exerce, mas também a relação entre forma-monetária e anti-produção, que revela como tal processo de auto-objetivação do capital implica uma relação específica entre produção e morte, que é analisado por Deleuze e Guattari a partir do conceito de anti-produção.