Abstract
O presente artigo propõe-se a examinar a dimensão filosófica subjacente à pedagogia do(a) oprimido(a) em Paulo Freire, evidenciando seu caráter revolucionário enquanto práxis latino-americana. Nesse sentido, objetiva-se demonstrar como o ideário freiriano se configura como uma forma de conscientização crítica da classe oprimida diante dos mecanismos de alienação capitalista que permeiam o trabalho e a cultura. Nesse quadro, realizaremos uma investigação da constituição da pedagogia do(a) oprimido(a) como ideário radical cuja inspiração, entre outras fontes, reivindica a presença de um diálogo crítico com a literatura marxiana. Isso posto, nossa ênfase será primordialmente direcionada à análise da obra Pedagogia do oprimido, destacando suas contribuições para um entendimento mais profundo da práxis emancipadora freiriana. As considerações delineadas neste artigo situam-se na perspectiva de que a pedagogia da(o) oprimida(o) se consubstancia como uma filosofia latino-americana cuja finalidade reside na interpretação e transformação significativa da realidade histórico-social e econômica hodierna. Palavras-chave: Paulo Freire. Filosofia da práxis. Opressores(as)-oprimidos(as). Radicalidade.