Abstract
Este artigo discute a educação inclusiva no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em unidades socioeducativas, destacando as lacunas nas políticas públicas para esse público marginalizado. Partindo de uma análise crítica do cenário atual, o estudo identifica os principais entraves institucionais e pedagógicos que impedem a devida efetivação do direito à educação para jovens e adultos em privação de liberdade, enfatizando a falta de investimentos, a superlotação das unidades e a ausência de um currículo pedagógico específico. Fundamentado em teóricos como Freire (2000. 2001 e 2006), Honneth (2009) e Winnicott (2005), o trabalho argumenta que a educação inclusiva no sistema socioeducativo é não apenas uma obrigação legal, mas uma estratégia essencial para a ressocialização e a redução das desigualdades sociais. Por fim, propõe recomendações para políticas públicas mais efetivas, alinhadas aos direitos humanos e à justiça social, incluindo a criação de projetos pedagógicos adaptados e a formação continuada de profissionais.