Abstract
Resumo O artigo examina a questão da discrepância entre arte e filosofia, partindo da leitura que Heidegger faz de Nietzsche, e mais especificamente do curso de palestras de 1936-37, A Vontade de Poder como Arte. Após recordar brevemente a importância de Nietzsche para as reflexões de Heidegger sobre a arte e seguir a reconstrução heideggeriana da estética de Nietzsche, o foco se desloca para aquilo que tanto Nietzsche quanto Heidegger chamam de Zwiespalt - a discrepância, precisamente, entre beleza e verdade - um elemento de tensão e de interação entre as dimensões propriamente filosófica e artística. Em conclusão, o artigo pergunta se e como essa percepção ainda pode ser útil hoje, para além de Nietzsche e Heidegger, na reinterpretação da relação entre as duas esferas e disciplinas.