Abstract
O presente artigo busca compreender o conceito de corpo em Henry David Thoreau. Para isso, o texto se divide em três momentos: o primeiro, que tem por objetivo expor como se entende, inicialmente, o corpo como um dualismo preso entre as experiências do civilizatório e o selvagem; o segundo, que parte de uma compreensão desde a experiência dos rios para expor uma corporalidade líquida como ponto conhecimento e de relação com o mundo; e, finalmente, o terceiro expõe a filosofia thoreauviana do caminho como uma maneira de compreender o corpo desde o terreno e, por sua vez, como devir. Tudo isso a partir de uma interpretação filosófica que permite compreender a corporalidade em Thoreau como uma possibilidade experiencial capaz de produzir pensamento a partir de uma mística com a natureza; ou seja, no autor há uma filosofia que compreende o estar-no-mundo como uma experiência intimamente ligada com a natureza.