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Visita a uma Tribo Masai - o Turismo Moderno?

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      Visitei uma Tribo Masai! Será que visitei mesmo?!      Par timos cedo de Nairobi, rumo até Masai Mara – província de Narok. Connosco vinha o nosso guia dos próximos dias, Left, um masai de 38 anos, que iria acompanhar-nos na estadia por Masai Mara . O transporte era nada menos que um jipaço verde tropa, com teto de abrir.      Já na estrada, a excitação que sentia pelos dias que se advinham, era demasiado alta para sucumbir ao sono. Passei a viagem de olhos colados à janela: observo as aldeias - umas de construção moderna, outras apenas feitas de chapa e contraplacado; contemplo crianças a brincar, babuínos à beira da estrada e, finalmente vislumbro massais a passear sobre as vastas planícies do Quénia. Algumas paragens depois, pelas 14h, chegámos ao nosso acampamento das próximas 3 noites onde fomos recebidos por membros da Tribo Masai. O excitement começava a subir! O Left era um homem calmo e modesto, falou-nos um pou...

2, 0, 2, 3

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  2023, Viste-me a terminar uma relação que julgavas não ter um fim. Viste-me solitária por Saigon, a encontrar-me com um desconhecido que se tornou num grande amigo. Viste-me abraçar dezenas desconhecidos e a procurar o amor que estava retido. Viste-me a voltar para a cidade que tanto amo (Bangkok). Viste-me acreditar na bondade de um conhecido, que no fim se tornou num abusivo. Viste-me a cair de Mota. Viste-me doente e de mochilas as costas, à procura de rumo sobre uma mente esperançosa. Viste-me a cair num abismo, e fizeste-me recuar de um martírio. Viste-me a regressar de coração partido. Viste-me a chorar, 24 horas por dia, 7 dias da semana. Viste-me abraçar a família após meses fora. Viste-me a fingir sambar com o povo carioca. Viste-me a escrever, cantar, sorrir. Viste-me a libertar a mágoa, a tristeza e raiva, e aceitar como tudo parte do caminho. Viste-me esperançosa com um novo sonho em mente. Viste-me a viver uma vida calma e leve. Viste-me a voltar a sorrir para a...

Subjacência

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  Cada ano uma história para contar. Existem anos amenos, anos que passam, mas sempre, permanecem histórias e memórias para recordar. Traçam marcos, aprendizagens e a inerente maturidade. Serei eu capaz de datar cada vivência de cada ano da minha existência? Dos que a memória não me falha e a cognição tampouco, sou capaz. Cada um desempenhou a sua função. E cada um, na sua particularidade sob uma metamorfose constante, moldaram o que sou hoje. No entanto, existem: Os anos. Anos de vida que pelas suas páginas marcantes e regeneradoras, subsiste a certeza de que permanecerão vivos e translúcidos , na minha materialidade imaterial. (Bem, assim espero) Os meus 25 anos, foram um desses anos. O meu 1/4 de século começou a 19 de novembro de 2022 em Luang Prabang, no Laos.  Longe dos meus, triste pela distância, num dia em que gosto de passá-lo em família. Recordo o aperto no coração que senti.  Mas, quando o “meu” dia estava a poucas horas de terminar, a vida presenteou-me com o...

Viagem Huay Xai - Luang Prabang

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São 00h22 e acordo com o balançar do autocarro por entre as curvas e contra-curvas, e o solo esburacado sobre o qual, para alívio meu, o condutor tem a gentil ação de abrandar. Olho para a pequena janela dos meus aposentos, e apenas vejo escuridão e contornos de árvores. Pessoas ao meu redor dormem, seja nas “camas” ou no corredor. Questiono-me sobre estas últimas, o porquê de irem dessa maneira: pagaram menos?  A viagem delas será mais curta que a minha? E depois questiono-me - e se me pedissem eu trocaria de lugar?  E se de um(a) idoso(a), grávida, criança se tratasse? . São 00h30 e relembro: Já não durmo como deve ser há dois dias (ou talvez 3), a última refeição que me aconchegou o estômago já foi no dia 16, passei hoje o dia atravessar uma ponte, a fazer um visto, e mais não sei quantas horas numa paragem de autocarro sobre um calor húmido que, aliando-se aos restantes fatores, colocava-me num estado de inércia e de certa apatia. Nessa estação, entre brincadeiras com as c...