"Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!
Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis!
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso “alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” para visitar – todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém…
…as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida…
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!!
Tire o pó… se precisar…
Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !
Tire o pó… se precisar…
Mas você não terá muito tempo livre…
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!
Tire o pó… se precisar…
Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente….
- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!
Tire o pó… se precisar…
mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou."
AFINAL:
“Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”
Cotidiano da Fer
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!
terça-feira, 26 de maio de 2026
Frequência Espiritual
Na penúltima segunda-feira, dia 18 de maio de 2026, fui surpreendida por uma sensação profunda de vazio que me fez perceber, de forma muito clara, que talvez estivesse na hora de recalcular a rota e voltar para a igreja. Nos últimos tempos, minha frequência espiritual vinha sendo bastante rara e oscilava entre visitas ocasionais à igreja católica e ao centro espírita kardecista, mas, apesar de buscar respostas nesses lugares, eu ainda sentia que faltava alguma coisa essencial dentro de mim, como se eu estivesse constantemente tentando preencher um espaço que insistia em continuar desocupado. Pensando melhor sobre o meu passado, compreendi que o único lugar onde eu havia me sentido verdadeiramente acolhida, em paz e conectada espiritualmente de forma genuína foi na Igreja Quadrangular, um ambiente que acabou ficando para trás depois da minha última separação, quando fui deixando a rotina espiritual de lado e me distanciando de algo que antes me fazia tão bem. Naquele dia específico, o vazio falou mais alto e a exaustão de tentar ignorar essa falta me impulsionou a buscar uma reconexão comigo mesma e com a minha fé, mesmo sem ter todas as respostas prontas.
Essa história com a Igreja Quadrangular começou de uma forma muito particular durante o meu último casamento, época em que ele era evangélico e eu me identificava como espírita. Como nunca fui uma pessoa presa a dogmas rígidos de uma única religião e sempre acreditei que todas as vertentes possuem pontos positivos e negativos, aceitei a proposta dele de frequentarmos juntos a igreja evangélica, já que para mim o que realmente importa é o que existe no coração da gente diante de Deus. A única condição que impus na época foi a de não frequentar uma linha pentecostal, o que nos levou à excelente ideia de visitar uma igreja diferente a cada final de semana para continuarmos naquela onde nos sentíssemos melhor acolhidos. Foi assim que descobrimos esta igreja e passamos cerca de dois anos frequentando a Quadrangular, onde me adaptei tão bem que cheguei até a me batizar, mas todo esse envolvimento desmoronou quando o relacionamento terminou por causa de uma infidelidade, gerando em mim uma decepção tão profunda que acabei enxergando tudo através da lente da mágoa, generalizando a hipocrisia da atitude dele para a instituição da igreja como um todo e me afastando completamente de uma rotina espiritual.
Hoje, com o distanciamento do tempo, percebo que confundi a falha de uma pessoa com a essência da minha própria fé, e foi justamente essa clareza que me deu coragem para ir ao culto daquela segunda-feira sem ter a menor ideia do que me esperava. Ao chegar lá, descobri que as reuniões daquele dia eram tipo o “Culto do Impossível”, um momento voltado especificamente para entregar nas mãos de Deus tudo aquilo que nos aflige, nos machuca ou necessita de socorro e direção espiritual. Sentada no fundo do salão, bem afastada e sem ninguém por perto (este sempre foi meu cantinho preferido), aproveitei o momento da oração para conversar com Jesus em silêncio, desabafando sobre as minhas dores, os medos acumulados e aquele vazio crônico que eu carregava há tanto tempo. No meio desse desabafo silencioso, um irmão cruzou o corredor, parou em pé ao meu lado esquerdo, segurou minha mão esquerda e colocou a outra mão sobre a minha cabeça em um gesto que, para quem tem vivência no espiritismo, assemelhava-se muito a um passe espiritual. Enquanto ele orava em um tom que eu podia o escutar, suas palavras tocavam feridas tão íntimas que parecia que o próprio Jesus estava o usando para me acolher e conversar diretamente comigo, me proporcionando uma experiência espiritual inédita e que fez as minhas lágrimas descerem sem controle, libertando tudo o que estava preso no meu peito e me deixando, ao final de tudo, com a maravilhosa e reconfortante certeza de me sentir, pela primeira vez em muito tempo, verdadeiramente amada por Deus.
O fato de todos na igreja estarem realizando suas orações em voz alta criou um ambiente acolhedor onde não me senti exposta ou constrangida em momento algum, permitindo que eu me entregasse totalmente àquele instante em que o irmão, guiado por uma sensibilidade profunda, dizia que Deus estava cuidando da minha angústia mais íntima (um reflexo dessas recaídas na depressão que às vezes me assaltam), além de zelar pela minha família e me assegurar de que todos os problemas que venho acompanhando de perto encontrarão uma solução.
Amparada por essa experiência, consegui trabalhar bem durante o restante da semana, enfrentando apenas um momento mais difícil durante o final de semana, conforme já compartilhei com vocês no meu post anterior. Ontem, movida pela expectativa de reviver aquela mesma intensidade, retornei à igreja esperando sentir a exata emoção da segunda-feira passada, mas acabei descobrindo, na prática, que existem dias e dias, e que a espiritualidade não se repete da mesma forma.
Nesta última segunda, a sensação de acolhimento deu lugar a um sentimento de pressão, pois vários irmãos começaram a se aproximar para me abraçar e afirmar que o Senhor tinha uma grande promessa e um ministério importante reservado para mim, reações diante das quais eu não conseguia esboçar nada além de uma nítida cara de surpresa. Ao perceber que eu havia ficado visivelmente pensativa com aquelas palavras, uma das irmãs tentou me tranquilizar acrescentando que seria algo que eu realmente gostava de fazer, mas foi justamente aí que a situação se complicou na minha mente, engatilhando uma série daquelas crises existenciais que nos paralisam. Saí de lá inundada por questionamentos profundos sobre quem eu sou, o que eu gosto de fazer e qual seria o meu real dom nesta vida, transformando o que deveria ser um momento de calmaria em um espelho cheio de perguntas que eu ainda preciso aprender a responder.
Para além desse momento em que me senti pressionada e imersa em pensamentos, a verdade é que o culto em si não teve a mesma energia da semana anterior, o que pode ser explicado por fatores simples, como a presença de um pregador diferente ou de outros músicos na condução do louvor, mas essa própria oscilação me deixou um aprendizado valioso.
Compreendi que a nossa jornada espiritual não é linear e que, se você foi à igreja um dia e a experiência não correspondeu às suas expectativas, o segredo é insistir e ir de novo, pois nenhum dia é igual ao outro e cada momento traz a sua própria colheita. No fim das contas, entendi que a igreja não é o lugar onde encontramos todas as respostas prontas, mas o espaço seguro onde finalmente temos coragem de fazer as perguntas certas.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Quando a visita deixa de ser bem-vinda
O texto de hoje é mais um desabafo do que uma observação sobre algo bom.
Sabe quando pequenas situações vão se acumulando até você perceber que já não consegue mais ignorá-las? Foi exatamente assim que me senti neste fim de semana, depois de observar algumas atitudes que, por muito tempo, minha família fingiu não enxergar.
Meus pais moram em outra cidade e eu costumo visitá-los de 15 em 15 dias. Cheguei lá na sexta a noite e passei um tempo com minha mãe na mesa da cozinha bebendo vinho e comendo algumas besteiras que eu tinha levado. Durante a conversa, ela comentou que, no fim de semana anterior, quando eu não fui visitá-los, eles receberam visitas e ela ficou muito estressada. Disse que meus tios não avisaram com antecedência, o que para mim já não é novidade. Mas dessa vez eles ainda levaram amigos, como se a casa dos meus pais fosse extensão da casa deles. Isso foi ainda mais desrespeitoso.
No dia seguinte pela manhã estava com meu pai no pomar, enquanto comíamos tangerinas e mexericas (Sim galera, não é a mesma fruta) conversamos sobre varias coisas. Ele comentou que, no domingo anterior, colocou uma roupa velha para limpar o galinheiro e, do nada, as visitas chegaram. Isso o deixou muito irritado, porque ninguém avisou antes e ele estava todo sujo. Meu tio ainda reclamou que ele estava com cheiro de galinheiro perto da visita, mas meu pai, irritado por não terem avisado da visita, não trocou de roupa de propósito, por teimosia e revolta.
A questão de não avisar já me incomodava há muito tempo, mas fiquei surpresa ao perceber que meus pais, em momentos diferentes, disseram ter ficado desconfortáveis com a situação. Pela primeira vez, eles falaram sobre como realmente se sentiram. E, sinceramente, isso já me parece uma grande evolução. Meus pais foram criados para nunca reclamar e nunca desagradar ninguém. E ensinaram isso para nós três, as filhas.
Hoje, com acesso à internet e até vídeos sobre terapia, nós três estamos aprendendo que não é assim que a vida funciona. Quando algo nos incomoda, precisamos falar e impor limites. Caso contrário, as pessoas passam a agir como se a nossa mente e o nosso espaço fossem terra sem lei.
Neste último fim de semana, mais uma vez apareceu a famosa visita inconveniente. E várias coisas me incomodaram. Percebi que meu tio sentou-se ao lado do meu pai e começou a se vangloriar sobre como o patrão dele é maravilhoso e sobre quanto dinheiro conseguiu juntar com salário e aposentadoria. Isso me incomodou muito, porque ele sabe que meu pai está passando por um momento difícil, aguardando a conclusão de um processo trabalhista e a aposentadoria rural.
Depois disso, nos reunimos na cozinha, porque minha mãe tinha acabado de fritar bolinhos de espinafre. E eu estava morrendo de saudade desses bolinhos. As visitas sentaram à mesa para comer e beber, sem ter levado absolutamente nada.
Minha prima, que é o reflexo do pai inconveniente, sempre pergunta “como você está?” apenas para encontrar uma brecha e começar a falar da própria vida, se vangloriando de coisas sem sentido.
O assunto chegou em caminhada. Eles começaram a discutir quem conseguiria fazer o percurso de Chácara-MG até o Santuário da Água Santa, em Bicas-MG. Minha prima afirmava, cheia de certeza, que conseguiria tranquilamente, enquanto eu e minha irmã mal prestávamos atenção na conversa.
Então, do nada, meu tio virou para mim e disse que eu engordei. Eu realmente não consigo entender como uma pessoa consegue ser tão sem educação. E pior: ainda achar normal fazer um comentário desses. Respondi que talvez eu tivesse ganhado peso, mas isso significava que não faltava comida na minha mesa.
Meu pai, que acredita que nunca devemos responder os mais velhos, ficou claramente envergonhado e permaneceu em silêncio. Tudo isso somado às piadas idiotas, ao famoso humor de “tio do pavê”, e ao fato de ele ficar irritado quando ninguém dá atenção para as brincadeiras sem graça dele. Quando percebe que ninguém está dando palco, já chama a família para ir embora emburrado.
Meu pai, sempre gentil, ainda pega sacolas plásticas e oferece tudo o que tem na horta: alface, couve, chuchu e o que mais tiver. E eu estou começando a achar essa postura completamente errada. Ninguém oferece ajuda para capinar, plantar ou cuidar da horta. Ninguém leva sequer uma muda para repor aquilo que foi levado embora.
A verdade é que a família se acostumou a ir para a casa dos meus pais para “fazer feira”, falar pelos cotovelos e deixar um clima pesado. E isso também atrapalha o pouco tempo de privacidade que eu gostaria de ter com meus pais e minhas irmãs.
Enquanto meu pai colhe as verduras para eles levarem, meu tio ainda fica comentando que o portão está enferrujando, que tem uma árvore frutífera morrendo, que isso precisa de manutenção, que aquilo precisa ser arrumado. E isso me irrita ainda mais. Como alguém vai até a casa de outra pessoa para reparar defeitos, se mostrar superior, apontar problemas, ofender os outros e agir como dono do lugar?
E sabe qual é o plot twist?
Essa mesma pessoa vive reclamando de tudo que acontece na casa dos meus pais, mas no fim quer copiar exatamente tudo da casa dos meus pais. Copiou a planta da casa, quis contratar o mesmo pedreiro — que recusou o serviço porque já conhecia o tipo de pessoa que ele é — e isso virou motivo para falar mal do profissional. Também quis contratar o mesmo serralheiro da cobertura e o mesmo marceneiro que fez os armários da cozinha e do banheiro.
Sinceramente, fui embora da casa dos meus pais com o coração pesado. Não pela bagunça, pelas piadas sem graça ou pelos comentários inconvenientes, mas pela sensação de que, muitas vezes, o conforto e a paz deles acabam ficando em segundo plano para agradar outras pessoas.
Acho que chegou o momento de alguns limites começarem a existir. Não para afastar a família, mas para preservar aquilo que deveria ser o mais importante: o bem-estar de quem vive naquela casa.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Quando as ideias não batem mais
Recentemente, passei por algo parecido conversando com uma profissional que eu admiro muito. Apesar do respeito, as opiniões dela são o contrário das minhas, especialmente sobre as cotas nas faculdades. Ela usou o exemplo do próprio filho para dizer que não concorda com essa política. Ela explicou que ele é negro e que ela teria todo o dinheiro necessário para pagar uma faculdade particular para ele, mas, mesmo assim, ele não demonstra interesse nenhum em estudar. Para ela, isso prova que as cotas podem tirar o lugar de quem "quer mais" ou se esforça mais.
Mas é aí que a gente se engana. Não podemos pegar um caso isolado e achar que todo o resto funciona assim. Leis e projetos para a população são feitos com base no que acontece com a maioria, não com base em exceções. As cotas não servem para dar "moleza" para quem não estuda. Elas existem porque, na história do nosso país, o ponto de partida nunca foi igual para todos. O fato do filho dela ter condições financeiras e não querer estudar é uma escolha pessoal dele, mas isso não apaga a realidade de milhares de outros jovens que querem muito uma oportunidade, mas são barrados pela cor da pele ou pela falta de dinheiro.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Futura eu!
"Para eu mesma no futuro.Olá, futura eu. E então, como estamos? Será que a gente tomou as decisões certas? Será que não cansamos de perseguir nossos sonhos? A gente ainda se emociona com as mesmas coisas? Ainda gosta das mesmas coisas? Me pergunto se a gente ainda comete os mesmos erros. Ficamos ricas? Encontramos a cura para o tédio? Aprendemos a perdoar? Será que a gente tem coisas interessantes para dizer? A gente continua recebendo elogios? Será que chegamos lá? E se chegamos, "lá" continua "lá"? Mas o mais importante: estamos felizes? Se eu nos conheço bem, devemos estar. Onde quer que você chegue, chegue linda. O boticário. A vida é bonita, mas pode ser linda".